Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 27, indica que o presidente Lula (foto) voltou a ampliar consideravelmente a distância de intenções de voto entre os eleitores “não polarizados” em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas últimas duas semanas.
Esses eleitores são definidos pelo instituto de pesquisa como aqueles que “não se engajam com o antilulismo nem com o antibolsonarismo” e representam 22% do eleitorado. Eles são tidos como os definidores do resultado da eleição presidencial no Brasil há anos.
Lula tem hoje 35% das intenções de voto desse eleitorado, 10 pontos percentuais a mais do que os 25% de Flávio. Na pesquisa de 13 de julho, o filho 01 de Jair Bolsonaro tinha conseguido inverter a vantagem de Lula e liderava nesse grupo por 29% a 22%.
Em 29 de junho, o levantamento apontava vantagem de 33% a 26% para o petista.
O gráfico indica uma mobilidade grande nesse grupo. Em março, último dado disponível na pesquisa publicada nesta segunda-feira, Lula tinha 37% das intenções de voto e Flávio, 30%.

Incerteza
Os eleitores não polarizados são aqueles com a menor taxa de certeza de voto na pesquisa Nexus: 57% dizem que a decisão está tomada e não vão mudá-la, enquanto 41% afirmam que ainda podem mudar. Para comparar, aqueles que dizem ter mais certeza do voto são os lulistas convictos (83%) e os bolsonaristas convictos (82%).
Ou seja, esse eleitorado ainda está em disputa, e Flávio chegou a cativar uma porção maior dele do que Lula há duas semanas, mas algo ocorreu nos últimos dias para afastar essas intenções de voto.
A pesquisa Nexus chama a atenção para o novo tarifaço do governo Donald Trump: a maioria do eleitorado (53%) viu motivo político na decisão, que teria sido tomada “para punir o governo Lula e tentar influenciar as eleições brasileiras”.
Tarifaço
Outros 32% viram motivação “comercial e econômica, com o objetivo de favorecer as empresas norte-americanas”, e apenas 5% escolheram a opção “ambas”.
Os eleitores se dividem em 41% para cada lado entre quem está mais certo sobre o que motivou o tarifaço quando expostos ao que seriam as explicações de Flávio e Lula.
Sobre quem está certo, as opções oferecidas foram “o Presidente Lula, que culpa Flávio Bolsonaro por ter agido para que os Estados Unidos adotassem o tarifaço para prejudicar a sua campanha de reeleição à Presidência”, e “o Senador Flávio Bolsonaro, que culpa o presidente Lula por não manter boas relações diplomáticas com os Estados Unidos”.
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