O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes atravessou a Praça dos Três Poderes na tarde da quarta, 29, para conversar com o presidente Lula, no Palácio do Planalto.
Moraes abordou Lula ao final de um evento oficial sobre proteção às mulheres, perto das 7 da noite.
A cena foi registrada pelas câmeras de televisão, que mostraram um Moraes tenso.
Os microfones conseguiram captar um convite de Lula ao magistrado: “Vamos tomar um café?“.
Nem Moraes, nem Lula, falaram sobre o assunto do cafezinho. Não houve pronunciamento oficial.
Mas não é difícil especular.
Ao longo daquele mesmo dia, um processo importante transcorreu no STF, envolvendo Lulinha, o filho do presidente.
Dias antes, na sexta, 24 de julho, a Polícia Federal solicitou ao Supremo uma investigação sobre Lulinha.
Segundo os policiais, os fatos encontrados sobre Lulinha até agora não têm relação direta com os desvios do INSS.
A suspeita é de tráfico de influência: Lulinha vendia acesso ao governo federal, em troca de pagamento.
Segundo o site Migalhas, o pedido menciona contatos entre investigados e servidores públicos, inclusive integrantes do gabinete presidencial.
Por causa do plantão judiciário, o processo foi remetido ao presidente em exercício da Corte, Alexandre de Moraes.
Moraes enviou um pedido à Procuradoria-Geral da República para avaliar se o novo inquérito teria conexão com a Operação Sem Desconto, que investiga o escândalo do INSS.
A PGR entendeu que um novo inquérito deveria ser aberto, em separado.
Com isso, o novo pedido de investigação foi para sorteio entre os ministros do STF, para ver quem seria o relator.
E a nova investigação caiu com André Mendonça.
Foi uma péssima notícia para o presidente Lula: seu filho será investigado por tráfico de influência no governo em um processo sob a relatoria de Mendonça, que tem seguido critérios técnicos, não se deixa influenciar pela política e…
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