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Max Russi anuncia que Podemos vai apoiar Otaviano Pivetta


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O deputado estadual Max Russi anuncia apoio a candidatura de Otaviano Pivetta

Depois de meses de negociações, reuniões e especulações, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi anunciou, nesta quarta-feira (5),que o Podemos apoiará a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A decisão encerra uma das principais indefinições da sucessão estadual e fortalece o bloco governista, na reta final da formação das alianças.

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O anúncio foi feito por meio das redes sociais, após um dia de intensas articulações envolvendo dirigentes partidários, candidatos e lideranças regionais.

Segundo Max, a definição foi construída de forma coletiva, ouvindo prefeitos, vereadores, candidatos, convencionais e representantes do partido em todas as regiões do Estado.

 

“Eu sempre deixei claro que sou o líder desse processo, mas não o dono da decisão. Ouvimos a todos e, respeitando a vontade da maioria, decidimos apoiar o Pivetta. É uma decisão firme, democrática e construída com responsabilidade”, afirmou.

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De acordo com o parlamentar, a maioria dos filiados avaliou que o Podemos já integrava a base de sustentação do atual governo e que a manutenção da aliança representava o caminho mais coerente para o partido.

“Nos últimos anos o Podemos esteve alinhado ao Governo do Estado e, por isso, a opção vencedora foi caminhar com o Republicanos e com Otaviano Pivetta”, declarou.

DISPUTA ATÉ AS ÚLTIMAS HORAS – A decisão foi tomada apenas no último dia do prazo para definição das coligações.

Nas últimas semanas, o Podemos transformou-se no principal alvo das articulações políticas em Mato Grosso.

Tanto Pivetta quanto o senador Wellington Fagundes (PL) disputaram o apoio da legenda, considerada estratégica pelo peso político de Max Russi e pela estrutura construída pelo partido para as eleições proporcionais.

Na terça-feira (4), Max reuniu-se duas vezes com Wellington Fagundes.

Durante as conversas, o senador chegou a aceitar a indicação do empresário Elson Ramos, nome defendido pelo Podemos, para ocupar a vaga de candidato a vice-governador em sua chapa.

Paralelamente, o Republicanos mantinha negociações para acomodar o partido na composição governista.

Elson Ramos chegou a ser cogitado para integrar a chapa ao Senado como suplente de Mauro Mendes (União Brasil), enquanto Paulo Lucion também era lembrado para compor outra candidatura majoritária.

A definição da chapa de Pivetta, porém, alterou o cenário.

Com a escolha do deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) para a vice-governadoria, o espaço inicialmente reivindicado pelo Podemos deixou de existir.

Diante disso, Max chegou a admitir a possibilidade de candidatura própria ao Governo, estratégia que aumentou a pressão sobre as negociações até as últimas horas.

CANDIDATURA PRÓPRIA FICOU INVIÁVEL – Durante a convenção realizada na terça-feira, o Podemos homologou apenas seus candidatos proporcionais e adiou a definição sobre a disputa majoritária.

Segundo Max, o curto prazo e a ausência de condições políticas impediram a construção de uma candidatura própria ao Governo.

Antes de confirmar o apoio ao Republicanos, o partido apresentou ao grupo governista uma pauta de compromissos envolvendo habitação popular, valorização dos servidores públicos e ações voltadas ao desenvolvimento do Estado para os próximos quatro anos.

“Essa parceria não começou agora. São anos de diálogo, trabalho e construção por Mato Grosso. Tomamos uma posição pensando na continuidade dos avanços e, principalmente, na melhoria da vida das pessoas”, afirmou o presidente estadual da legenda.

PARTIDO LIBERA DISSIDÊNCIAS – Apesar da decisão oficial pelo apoio à reeleição de Pivetta, o Podemos optou por conceder liberdade aos filiados e lideranças que desejarem acompanhar candidatos de outras coligações na disputa pelo Governo.

A medida evita desgastes internos e preserva candidaturas proporcionais que possuem alianças regionais distintas.

Entre os nomes que já defendiam a permanência na base governista estavam o ex-ministro da Agricultura Neri Geller, candidato a deputado federal, e o deputado estadual Beto Dois a Um, ambos aliados históricos do grupo político liderado por Mauro Mendes e Otaviano Pivetta.

Segundo Max, a prioridade agora será fortalecer as chapas proporcionais da legenda e manter a unidade partidária durante a campanha.

“Definimos o caminho do partido, mas respeitamos quem pensa diferente. O Podemos continuará unido para fortalecer seus candidatos e contribuir com o desenvolvimento de Mato Grosso”, concluiu. 

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