Sem citar o senador Cleitinho Azevedo (foto), o diretório mineiro do Republicanos registrou na madrugada desta quinta-feira, 6, uma ata dizendo que terá candidatos próprios a govenador, vice-governador e ao Senado Federal em Minas Gerais.
O documento é assinado pelo presidente estadual do partido, deputado federal Euclydes Pettersen.
Segundo O Fator, parceiro de O Antagonista em Minas Gerais, Cleitinho continua sendo o favorito da legenda para disputar a corrida ao governo mineiro.
A candidatura, no entanto, depende da autorização da Executiva nacional do Republicanos.
A novela Cleitinho
Cleitinho anunciou na segunda, 3, que desistiu de disputar o governo de Minas Gerais.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais ao lado do presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, e do presidente do partido em Minas, Euclydes Pettersen, Cleitinho afirmou que não tem condições emocionais de enfrentar a campanha após a morte do irmão, ocorrida em 18 de julho.
“Não adianta entrar na campanha agora do jeito que eu tô. Não adianta eu querer cuidar de vocês se não tô cuidando de mim, cuidando da minha família.”
Emocionado, o senador também pediu desculpas ao partido e disse que prefere interromper o projeto eleitoral para cuidar da família.
Um dia depois, Cleitinho Azevedo voltou a pedir para concorrer ao governo de Minas Gerais.
“Quem nunca foi e voltou? Quem nunca teve equívoco? Quem nunca errou? Então eu peço aqui, humildemente, que o presidente possa me dar essa vaga, porque eu não vou decepcionar o povo mineiro”, disse o senador mineiro na terça-feira, 4, durante a convenção nacional do Republicanos.
Cleitinho pediu ao partido que reconsiderasse a decisão.
A resposta
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, respondeu durante a convenção.
“Diante da manifestação do senador, eu devo uma manifestação. Essa convenção não é para deliberar questões de Minas Gerais”, afirmou, acrescentando que Cleitinho não foi e voltou apenas nas duas últimas semanas.
Marcos Pereira lembrou que a direção do Republicanos vinha cobrando uma definição havia meses, concedendo sucessivos prazos para que ele tomasse uma decisão.
“Na política, a gente não faz o que quer, faz o que é possível. Eu não posso, eu seria irresponsável com Minas. Não posso colocar Minas na mão de uma pessoa que ora pensa uma coisa e cinco minutos depois pensa outra. Voltar atrás todo mundo tem direito, mas não pode ser inconstante nesse nível. Diante do exposto, a decisão está tomada”, disse.





