Início NACIONAL Ciclone-bomba perde força, mas ventos chegam a 90 km/h no Sul

Ciclone-bomba perde força, mas ventos chegam a 90 km/h no Sul


No Rio Grande do Sul, os ventos passaram dos 120 km/h, uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas na sexta. A morte registrada é de um motociclista, de aproximadamente 30 anos, após a queda de uma árvore, em Montenegro, na região metropolitana de Porto Alegre. A Defesa Civil informou que dois feridos seguiam hospitalizados até o fim da tarde de sexta.

Apesar do caos atmosférico causado nas regiões, o ciclone não passou diretamente sobre os estados. Os impactos sentidos foram, na verdade, indiretos, com a formação de instabilidade durante a passagem do fenômeno pelo oceano. Os eventos climáticos no Rio Grande do Sul não aconteceram somente por causa do ciclone, e sim por uma combinação de fatores.

O ápice do mau tempo no Rio Grande do Sul aconteceu na tarde e na noite de quinta, quando um tornado atingiu a cidade de Pedro Osório. O município, localizado a 290 km da capital gaúcha, teve destelhamento de casas. A prefeitura informou que ainda realiza o levantamento dos danos, mas não há registros de vítimas. Segundo a Defesa Civil, o tornado foi localizado, com reporte no interior do município, e atingiu uma casa em área não urbanizada.

Até a noite de sexta, 114 municípios reportaram danos em casas e infraestruturas públicas no RS. A informação foi atualizada pela Defesa Civil do estado, que informou também que 2.306 pessoas estão desalojadas. Não há relatos de desabrigados no estado. As cidades com mais moradores afetados são Novo Cabrais, Eldorado do Sul, Nova Hartz, Novo Hamburgo, Portão, Sapiranga, Santo Antônio da Patrulha e São Leopoldo. Rio Pardo também registrou danos significativos em mais de 140 residências e repartições públicas.

Rio de Janeiro contabilizou 22 ocorrências relacionadas ao vento. A maior parte desses registros é de queda de árvores, sem vítimas. O Governo do Estado decretou ponto facultativo, enquanto a prefeitura e o governo orientaram a antecipação do encerramento de expediente de todos que não realizavam atividades essenciais. Um gabinete de crise formado pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil monitora a situação do estado.

As rajadas mais fortes do estado do RJ foram registradas em Angra dos Reis, na costa verde. Segundo o COR-Rio (Centro de Operações Rio), os ventos chegaram a 88,7 km/h na Praia do Abraão às 11h de sexta. No município do Rio, a rajada mais forte foi de 66,6 km/h no Aeroporto do Galeão entre 11h e 12h, e houve oito quedas de árvores.





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