A campanha à reeleição de Lula (à esquerda na foto) escolheu o slogan “O Brasil pronto pra mais”.
O Brasil certamente não está pronto para mais quatro anos da perdulária e irresponsável gestão do petista, mas seu programa de governo deixa claro que o presidente está pronto para oferecer exatamente o mesmo a que submeteu o país em seu terceiro mandato à frente do Palácio do Planalto.
O documento “Diretrizes para o programa de transformação do Brasil; um país soberano, democrático, desenvolvido, sustentável e criativo” mente descaradamente sobre a economia brasileira e se apoia no discurso eterno da “herança maldita” para enganar os brasileiros.
“O governo Lula III começou com a tentativa golpista de 8 de janeiro de 2023, mobilizações violentas contra a democracia e um Estado profundamente desmontado e fiscalmente desequilibrado. Essa destruição começou com o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e se aprofundou com os governos Temer e Bolsonaro”, diz o programa, acrescentando:
“O resultado foi uma verdadeira herança maldita, marcada por uma economia combalida, políticas públicas destruídas, revogação de direitos, aumento das desigualdades, precarização do trabalho, fortes expressões de violência social e política e aviltamento da soberania nacional.”
Os petistas ignoram a pandemia do coronavírus para dizer que “a deterioração das condições de vida da população brasileira entre 2016 e 2022 não foi fruto do acaso, mas o resultado de uma política econômica equivocada, e da inação planejada e do desmantelamento de políticas sociais consolidadas”, e que “entre 2017 e 2022, a economia brasileira enfrentou baixo crescimento, com uma taxa média de 1,5% ao ano”.
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Mentiras descaradas
O programa de governo chega ao absurdo de dizer que “ao final de 2026, serão quatro anos de recuperação das condições macroeconômicas” e que “a inflação registrou o menor índice acumulado de um mandato presidencial na história do país, alcançando uma média anual de 4,6%”, sem mencionar que isso só ocorreu graças à maior taxa básica de juros da história.
A taxa estipulada pelo Banco Central só é mencionada quando os petistas afirmam o seguinte:
“Herdamos uma taxa Selic elevada e uma política econômica equivocada do governo que levaram ao endividamento elevado das famílias.”
Quer dizer, até a taxa básica de juros, cujo recorde de 15% ao ano foi resultado da obsessão do governo Lula pelo gasto público irresponsável, os petistas atribuem aos adversários. E simplesmente fingem que os brasileiros foram empurrados para as dívidas mais uma vez pelo próprio Lula.
Velho novo arcabouço
Pior: a promessa para resolver isso no próximo governo é manter o novo arcabouço fiscal, que os lulistas alegam que “controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição de gastos sociais”, o que é mais uma mentira descarada, porque o crescimento das despesas não foi controlado e o mínimo do alegado equilíbrio fiscal dos últimos anos foi alcançado pelo aumento da arrecadação e por truques fiscais.
“A taxa de juros é hoje o que a inflação foi no passado no Brasil: promove concentração de renda e desorganiza a nossa economia. Para impulsionar ainda mais os investimentos produtivos e o crescimento econômico de longo prazo, vamos criar as condições para uma redução sustentada das taxas de juros, com inflação controlada e assegurando uma política fiscal responsável. Para isso, manteremos o novo arcabouço fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar as políticas sociais e permitiu uma redução significativa do déficit primário”, diz o programa.
As mentiras do programa de governo lulista sobre o diagnóstico econômico são complementadas por outras mentiras, que os aliados de Lula fazem circular, de que há um plano para conter gastos no quarto mandado do petista. Mente também quem diz que acredita.
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