Início NACIONAL ‘Susto’ da PM em Haddad terá desfecho ruim

‘Susto’ da PM em Haddad terá desfecho ruim


Essa história não tem final feliz possível, na minha opinião. Melhor das hipóteses: foi uma unidade da Polícia Militar, um carro da Polícia Militar, que agiu por livre e espontânea vontade, o que é grave porque é uma quebra de hierarquia você ter um carro fazendo o que quer, uma viatura abordando e importunando o cidadão sem motivo. Na pior das hipóteses, alguém mandou. Duvido que o inquérito do Tarcísio vá chegar a essa conclusão.
José Roberto de Toledo

Toledo diz que o episódio ocorre num momento em que segurança pública domina a campanha ao governo paulista. Ele lembra que, no primeiro debate entre Tarcísio de Freitas e Haddad, o tema ocupou os primeiros minutos, com os candidatos disputando a autoria de operações.

Na avaliação do jornalista, parte dessas ações citadas no debate não se liga diretamente aos governos estadual ou federal. Ele menciona operações capitaneadas pelo Ministério Público Estadual e outras conduzidas pela Receita Federal, que, segundo ele, seguem rotinas próprias.

É um mau sinal. Do mesmo jeito que você tem risco de insubordinação na Polícia Federal, você tem risco de insubordinação na Polícia Militar também. A culpa vai ser do motorista que apertou a luz do farol alto sem querer.
José Roberto de Toledo

Bilenky também conecta o caso a uma discussão mais ampla sobre responsabilização de agentes do Estado por violência policial. Ela cita a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que classificou os “crimes de maio”, em 2006, como graves violações de direitos humanos e, por isso, imprescritíveis.

Com esse entendimento, diz a jornalista, o processo volta ao Tribunal de Justiça de São Paulo para permitir o julgamento do mérito de uma ação civil pública que pede a responsabilização do Estado pelas mortes, em casos em que não se comprovou elo das vítimas com o PCC.





FONTE

Google search engine