Mauro Mendes (União Brasil) mantém a liderança na corrida pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado, mas a terceira rodada da pesquisa MT Dados mostra uma disputa mais movimentada pelas posições seguintes. Na soma do primeiro e do segundo votos, o ex-governador aparece com 45%, seguido por Janaína Riva, com 30%, José Medeiros, com 22%, Pedro Taques, com 17%, e Carlos Fávaro, com 16%.
O levantamento foi realizado entre 15 e 20 de agosto, com 3.080 eleitores de sete regiões de Mato Grosso. A margem de erro informada é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-04390/2026.
Como o eleitor escolherá dois senadores nas eleições deste ano, a MT Dados separou as respostas entre primeiro e segundo votos e também apresentou a soma dos dois resultados. Os percentuais consolidados, portanto, não devem ser interpretados como uma pesquisa convencional para cargo de escolha única.
No primeiro voto, Mauro registra 32%, mais que o dobro dos 16% de Janaína. Medeiros aparece com 12%, Fávaro tem 10%, Taques, 7%, e Antônio Galvan, 3%. Margareth Buzetti e Nelson Ferreira registram 2% cada, Coronel Darwin tem 1% e Beny Godoy, 0%. Os indecisos são 13% e branco ou nulo soma 2%.
A configuração muda no segundo voto. Janaína assume numericamente a primeira posição, com 14%, seguida por Mauro, com 13%. Medeiros e Taques aparecem empatados com 10%, Galvan alcança 8% e Fávaro tem 6%.
Margareth registra 4%, Nelson e Darwin aparecem com 2% cada e Beny Godoy tem 1%. Nesse segundo voto, porém, a indefinição ainda é elevada: 24% não sabem em quem votar e 6% indicam voto branco ou nulo.
MAURO RECUA DESDE MAIO – A série histórica da MT Dados revela uma redução da vantagem de Mauro no levantamento consolidado. O ex-governador tinha 52% em maio, caiu para 46% em julho e agora aparece com 45%. São sete pontos percentuais a menos desde a primeira rodada.
O movimento está concentrado principalmente no primeiro voto. Mauro passou de 39% em maio para 35% em julho e 32% em agosto. Já no segundo voto, voltou aos 13% registrados em maio depois de marcar 11% em julho.
Janaína apresenta trajetória mais estável. No consolidado, tinha 32% em maio, recuou para 29% em julho e agora chega a 30%. No primeiro voto, avançou de 14% para 16% entre julho e agosto, enquanto no segundo passou de 15% para 14%.
A pesquisa mostra crescimento mais contínuo de Medeiros. Ele passou de 18% em maio para 20% em julho e agora alcança 22% no consolidado. Em três meses, portanto, ganhou quatro pontos.
Taques também mantém trajetória ascendente: saiu de 12% em maio, chegou a 15% em julho e agora tem 17%. Fávaro passou de 12% para 15% e depois para 16%.
GALVAN TEM MAIOR ALTA – A maior variação entre julho e agosto foi registrada por Antônio Galvan. O candidato passou de 7% para 11% na soma dos dois votos, avanço de quatro pontos percentuais.
O crescimento ocorreu principalmente na segunda escolha do eleitor. Galvan tinha 4% no segundo voto em maio, chegou a 5% em julho e agora aparece com 8%. No primeiro voto, passou de 2% para 3% entre as duas últimas rodadas.
Margareth Buzetti estreia na série apresentada para agosto com 6% no consolidado. Nelson Ferreira tem 4%, Coronel Darwin, 3%, e Beny Godoy, 1%.
Mesmo com Mauro isolado na primeira posição, os números indicam que a definição da segunda vaga permanece mais aberta. Janaína ocupa atualmente essa posição, com 30%, mas Medeiros chega a 22%. Taques e Fávaro aparecem próximos, com 17% e 16%, respectivamente.
INDEFINIÇÃO CAI NO SEGUNDO VOTO – Outro movimento relevante ocorre entre os eleitores que ainda não escolheram os dois candidatos ao Senado.
Na soma apresentada pela pesquisa, o indicador de indecisão passou de 53% em maio para 45% em julho e 37% em agosto. A queda mais forte na última rodada ocorreu justamente no segundo voto.
Em julho, 33% ainda não sabiam quem escolher como segundo candidato ao Senado. Agora são 24%, redução de nove pontos percentuais.
No primeiro voto, a situação é diferente: os indecisos passaram de 12% para 13% entre julho e agosto.
Os dados reforçam que parte importante da disputa deverá ocorrer pela segunda escolha do eleitor. Enquanto as primeiras opções aparecem mais consolidadas, quase um quarto dos entrevistados ainda não definiu para quem destinará seu segundo voto.





