Início GERAL Pivetta avança sobre aliados e expõe dificuldade de WF com palanque

Pivetta avança sobre aliados e expõe dificuldade de WF com palanque


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Deputado Dr. João, do MDB, que anunciou apoio ao governador Pivetta e expõe mais divisão na direita em MT

A declaração de apoio do deputado estadual Dr. João (MDB) à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta semana, acrescentou uma nova dissidência ao palanque do senador Wellington Fagundes (PL).

Também expôs uma das dificuldades da campanha do senador: transformar a ampla composição partidária construída para a eleição em apoio efetivo de todas as lideranças das siglas que integram a aliança.

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Dr. João oficializou a adesão a Pivetta na quinta-feira (20), em Tangará da Serra (230 km ao Norte de Cuiabá), sua principal base eleitoral, durante o lançamento da própria candidatura à reeleição.

A presença de Gisela Simona (União Brasil), candidata a vice-governadora na chapa de Pivetta, deu caráter público ao movimento.

A decisão chama atenção porque o MDB está formalmente no lado oposto.

O partido integra a coligação de Wellington ao Governo, com PL, Novo e a Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade.

Na prática, porém, Dr. João decidiu separar a orientação partidária de sua escolha para o Governo.

A mudança também não ocorreu de forma inesperada.

Em julho, o deputado já havia feito críticas à capacidade de Wellington de manter unida a base política, e chamado atenção para o movimento de prefeitos ligados ao próprio PL em direção à candidatura de Pivetta.

A adesão ganha peso adicional pelo território onde ocorreu.

Médico e deputado em segundo mandato, Dr. João tem, em Tangará da Serra, seu principal reduto político.

Foi eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa em 2018 e conquistou a reeleição em 2022.

PALANQUE — O movimento reforça uma característica que começa a aparecer na campanha estadual: as coligações registradas na Justiça Eleitoral não necessariamente reproduzem, nos municípios, a mesma divisão entre Pivetta e Wellington.

Wellington construiu uma aliança que reúne partidos importantes e, oficialmente, deveria garantir uma rede de candidatos, prefeitos e lideranças trabalhando por sua candidatura.

Mas já enfrenta dissidências dentro desse conjunto.

O problema aparece também em seu próprio campo político.

O boletim desta sexta-feira (21) registra resistência de integrantes do PL à composição feita pelo senador e aponta a existência de lideranças que preferiam apoiar Pivetta.

A situação ficou ainda mais evidente com o almoço realizado, em Cuiabá, durante a passagem do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Empresários e integrantes do campo bolsonarista participaram do encontro, mas Wellington, candidato do próprio PL ao Governo, ficou fora da reunião.

Entre os presentes, estava Cidinho Santos (PP), candidato a segundo suplente na chapa de Mauro Mendes (União) ao Senado e ligado ao grupo político de Pivetta.

Cidinho afirmou que recebeu convite de Rogério Marinho e do empresário Odílio Balbinotti.

Os dois episódios são diferentes, mas apontam para o mesmo desafio: Wellington precisa impedir que Pivetta conquiste, na prática, lideranças pertencentes a partidos que deveriam funcionar como sustentação de seu palanque.

DISPUTA MUNICIPAL — Para Pivetta, a estratégia de atrair apoios fora de sua coligação pode compensar diferenças existentes na composição formal das alianças.

O governador disputa a eleição pelo Republicanos e tem em sua coligação Podemos, as federações PSDB/Cidadania e União Brasil/PP.

A adesão de Dr. João mostra que a campanha procura ultrapassar essa fronteira partidária.

O tamanho desse movimento, entretanto, ainda não pode ser dimensionado pelos boletins disponíveis.

Eles mencionam prefeitos ligados ao PL que apoiariam Pivetta, mas não apresentam uma relação completa de nomes nem permitem afirmar quantos prefeitos, deputados ou candidatos das legendas formalmente alinhadas a Wellington já migraram para o governador.

Esse levantamento é justamente o que pode transformar a dissidência de Dr. João em uma radiografia mais ampla da campanha: identificar quantos aliados formais de Wellington estão efetivamente em seu palanque e quantos trabalham por Pivetta.

Com a campanha entrando na fase de rua e o horário eleitoral começando no próximo dia 28, a capacidade de manter prefeitos, parlamentares e candidatos alinhados pode ser tão importante quanto o número de partidos registrado na coligação.





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