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Mato Grosso terá reforço das Forças Armadas nas eleições


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Exército e Marinha atuarão em 50 locais de votação de 30 municípios no primeiro turno, em Mato Grosso

Mato Grosso contará com o reforço do Exército e da Marinha, na segurança das eleições gerais de 2026.

A atuação das Forças Armadas foi autorizada pelo Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendendo a pedido encaminhado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

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A autorização vale para o primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e prevê presença federal em 50 locais de votação, distribuídos por 23 zonas eleitorais de 30 municípios do Estado.

Parte dos pontos atendidos está em regiões com concentração de territórios indígenas.

Inicialmente, o TRE-MT solicitou a presença do Exército em 43 locais e da Marinha em outros sete.

A medida busca reforçar a estrutura de segurança já mobilizada para o pleito e garantir condições para que eleitores possam votar e mesários, servidores e demais colaboradores da Justiça Eleitoral trabalhem normalmente.

Segundo a coordenadora do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do TRE-MT, juíza Edna Coutinho, a presença das Forças Armadas ocorrerá nos locais em que houve solicitação de apoio.

“A atuação das Forças Armadas busca assegurar a tranquilidade e a normalidade do processo eleitoral, garantindo que eleitoras e eleitores possam exercer seu direito ao voto com liberdade e segurança, e proporcionando condições adequadas para o trabalho de mesários, servidores e demais colaboradores da Justiça Eleitoral”, afirmou.

30 MUNICÍPIOS – O reforço das Forças Armadas alcançará localidades espalhadas por diferentes regiões de Mato Grosso.

Estão incluídos Alto Boa Vista, Barão de Melgaço, Barra do Bugres, Barra do Garças, Brasnorte, Campinápolis, Campo Novo do Parecis, Comodoro, Confresa, Gaúcha do Norte, General Carneiro, Juara, Juína, Marcelândia, Nobres, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Paranatinga, Porto Alegre do Norte, Porto Esperidião, Poxoréu, Querência, Rondolândia, Rondonópolis, Santa Terezinha, Santo Antônio do Leverger, São Félix do Araguaia, São José do Xingu, Tangará da Serra e Vila Bela da Santíssima Trindade.

A definição dos pontos que receberão o reforço parte das necessidades identificadas pela Justiça Eleitoral. Entre as áreas contempladas estão regiões que exigem logística diferenciada e localidades com presença de comunidades indígenas.

A autorização pelo TSE é apenas uma das etapas para a mobilização. Cabe ao Tribunal Superior Eleitoral avaliar e aprovar a necessidade apresentada pela Justiça Eleitoral estadual.

Depois disso, os pedidos seguem para o Ministério da Defesa, responsável pelo planejamento e pela execução da participação das Forças Armadas.

GARANTIA DO VOTO – A requisição de força federal para eleições está prevista no Código Eleitoral e no Decreto nº 3.897/2001, que estabelece diretrizes para o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem.

O procedimento também é disciplinado pela Resolução TSE nº 21.843/2004.

A finalidade é assegurar o cumprimento das decisões da Justiça Eleitoral, o livre exercício do voto e a normalidade da votação e da apuração.

A presença das Forças Armadas, portanto, funciona como reforço à estrutura de segurança do processo eleitoral, especialmente em localidades onde a Justiça Eleitoral identifica necessidade adicional de proteção ou dificuldades específicas de acesso e operação.

PF ATUARÁ EM 11 LOCALIDADES – Além do Exército e da Marinha, a eleição em Mato Grosso terá reforço da Polícia Federal (PF) em 11 localidades, conforme as necessidades identificadas e articuladas diretamente pelo TRE-MT.

A atuação da PF alcançará zonas eleitorais que abrangem Gaúcha do Norte, Guarantã do Norte, Feliz Natal, Peixoto de Azevedo, Matupá, Canarana, Ribeirão Cascalheira e Luciara.

Diferentemente da participação das Forças Armadas, que depende da aprovação do TSE e posterior planejamento pelo Ministério da Defesa, o reforço da Polícia Federal é articulado diretamente pela Justiça Eleitoral.

Com as duas frentes, o TRE-MT prepara uma operação especial de segurança para garantir a votação no Estado em 4 de outubro, quando os eleitores irão às urnas para o primeiro turno das eleições gerais.





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