Início NACIONAL Moraes deveria ser afastado “para poder se defender”, diz Marina

Moraes deveria ser afastado “para poder se defender”, diz Marina


A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede) afirmou nesta quarta-feira, 16, que a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que avaliava a abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes foi um “dia deplorável”.

“De fato, ontem foi um dia deplorável no nosso país, porque a Suprema Corte é a última instância em que o cidadão e a cidadã têm a esperança de que todas as injustiças anteriores possam ser reparadas. Quando a gente vê a própria Suprema Corte com membros envolvidos em graves episódios que caracterizam a possibilidade de crime de responsabilidade, posturas de dois pesos e duas medidas e processos seletivos para aquilo que se torna público e aquilo sobre o qual se ocultam informações que a sociedade tem o direito de saber, é um dia deplorável”, disse ao Metrópoles.

Marina se disse favorável ao afastamento de Moraes para “poder se defender” das acusações e afirmou que o ministro André Mendonça “também precisa responder pela maneira seletiva com que está passando as informações sobre o processo que está em suas mãos.”

Reforma do Judiciário

Na terça, 15, a ex-ministra já havia afirmado que ficou “consternada” com a sessão.

No X, a ex-ministra defendeu uma “ampla reforma do Judiciário”, com a criação de mecanismos de autocorreção e de um código de ética para magistrados.

“Acompanhei consternada à sessão do STF no dia de hoje. Temos a sensação de que parte daqueles que deveriam dar sustentação à Constituição e aos interesses da sociedade empurram a instituição para o abismo. Me somo à ministra Cármen Lúcia em seu pedido de desculpas ao povo brasileiro por este momento profundamente triste que a Suprema Corte atravessa.

É urgente uma ampla reforma do Judiciário que impeça novas crises como a que enfrentamos, com a criação de mecanismos de autocorreção e de um código de ética para magistrados.

Reafirmo minha defesa de que todos os envolvidos no caso Master, ministros ou candidatos, sejam investigados, sem nenhuma exceção, pois ninguém está acima da lei.

A 20 dias da eleição, o Brasil precisa saber da verdade para fazer sua escolha.”

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