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Caso Abílio Brunini decida pelo afastamento, a Prefeitura ficará, temporariamente, sob o comando da vice-prefeita, a coronel Vânia Rosa (MDB)
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), admite se licenciar do cargo, por até 15 dias, para ampliar a participação na campanha eleitoral e acompanhar a candidatura da primeira-dama, Samantha Iris (PL), a deputada estadual.
Caso decida pelo afastamento, a Prefeitura ficará, temporariamente, sob o comando da vice-prefeita, coronel Vânia Rosa (MDB).
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Em entrevista nesta terça-feira (18), Abilio afirmou não ter qualquer preocupação em transferir temporariamente o comando do Palácio Alencastro à vice.
Segundo ele, a possibilidade já havia sido discutida pessoalmente com Vânia, antes mesmo da decisão dela de desistir da candidatura à Assembleia Legislativa.
A desistência da vice abriu caminho para que ela permaneça em Cuiabá, durante toda a campanha, e possa assumir a Prefeitura, caso Abilio se afaste.
“Não tenho nenhuma preocupação da Vânia assumir a Prefeitura”, afirmou o prefeito.
Ele lembrou que a vice já exerceu o cargo interinamente, e avaliou que ela conduziu normalmente a administração naquele período.
Abilio também procurou afastar a interpretação de que existiria um rompimento político entre os dois.
“Eu e ela, pessoalmente falando, não temos nenhuma divergência”, disse.
Segundo ele, prefeito e vice continuam trabalhando no mesmo espaço, embora tenham estilos e percepções próprias sobre a administração municipal.
VIAGENS NOS FINS DE SEMANA – Por enquanto, Abilio pretende evitar a licença e conciliar a administração municipal com a campanha eleitoral.
A estratégia é deixar Cuiabá somente depois do expediente de sexta-feira, cumprir agendas em municípios do interior durante o fim de semana e retornar à Capital no domingo à noite.
“Enquanto isso for possível, eu vou tentar conduzir dessa forma”, afirmou.
Se a estratégia se mostrar insuficiente para acompanhar a campanha, entretanto, o prefeito admite formalizar o afastamento.
“Não sendo possível, eu sei que a Vânia está disponível, pode assumir a Prefeitura de Cuiabá”, declarou.
A licença considerada por Abilio seria de até 15 dias.
Segundo o prefeito, mesmo que faça o pedido pelo período completo, poderia reassumir antes caso houvesse necessidade administrativa.
A eventual saída ocorreria justamente na reta final da campanha eleitoral.
PROJETOS SEGURAM LICENÇA – Abilio afirmou que a principal razão para ainda não definir o afastamento não é política, mas administrativa.
Segundo ele, uma série de projetos e decisões em andamento exige sua presença na Prefeitura.
Entre eles, está a reorganização da política de Bem-Estar Animal.
O prefeito informou que a tenente PM Geandra deverá assumir a secretaria responsável pela área, mas ainda precisa concluir seu desligamento da Polícia Militar para ocupar a função.
Abilio também citou dois equipamentos públicos que estão próximos de lançamento: o CAPSi do Verdão e o Centro de Especialidades Médicas do Coxipó.
Outro projeto mencionado foi o Parque da Família, onde a Prefeitura prevê entregar no próximo dia 22 um campo de futebol.
O prefeito acrescentou que mantém negociações com outros órgãos para viabilizar novos projetos.
Entre elas, citou parceria com o Ministério Público para instalação de mais um parque com piso emborrachado e entendimento com o Governo do Estado para implantação de playgrounds na Capital.
São essas agendas, segundo Abilio, que dificultam neste momento, uma ausência mais prolongada do Palácio Alencastro.
“Se eu perceber que vai ter uma certa folguinha, ou seja, um espaço maior de tempo para poder fazer essas viagens, aí sim eu faço o licenciamento e vou fazer as viagens. Mas, por enquanto, eu não estou vendo essa brecha”, afirmou.
VÂNIA JÁ HAVIA SIDO AVISADA – A decisão da coronel Vânia de não disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa tornou mais simples uma eventual sucessão temporária na Prefeitura, mas, segundo Abilio, não alterou seus planos.
O prefeito disse que já havia procurado a vice, no próprio Palácio Alencastro, e conversado sobre a possibilidade de ela assumir o Executivo durante sua ausência.
Segundo ele, naquela conversa foi levantada, inclusive, a hipótese de o afastamento ocorrer nos primeiros 15 dias ou na segunda quinzena de determinado período da campanha.
“Eu já tinha comunicado ela antes mesmo dessa decisão dela sair. Então, não mudou nada. Para mim, continua o mesmo projeto. Se caso eu for sair, ela assume”, afirmou.
A declaração também reduz, ao menos publicamente, o peso das divergências atribuídas à relação entre prefeito e vice.
Abilio sustentou que parte dessa percepção surgiu da maneira como declarações de ambos repercutiram publicamente, e não de um conflito pessoal entre os dois.
Com menos de 50 dias para as eleições, a definição dependerá agora da capacidade do prefeito de conciliar as duas agendas.
Enquanto conseguir restringir as viagens eleitorais aos fins de semana, Abilio afirma que continuará no cargo.
Se a campanha exigir uma presença maior fora de Cuiabá, Vânia poderá assumir temporariamente o comando da Capital.





