Início GERAL Abilio defende a investigação de nomes da direita e da esquerda

Abilio defende a investigação de nomes da direita e da esquerda


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Abilio diz que não se opõe à apuração de nomes próximos ao bolsonarismo. E voltou a defender a instalação de uma CPMI do Banco Master

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu que as investigações relacionadas ao Banco Master avancem sobre personagens políticos, independentemente de estarem ligados à direita ou à esquerda.

Ao comentar a crise provocada pelas novas revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Abilio afirmou que não se opõe à apuração de nomes próximos ao bolsonarismo, e voltou a defender a instalação de uma CPMI do Banco Master.

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“Pode investigar, investiga o Nicolas, investiga o Flávio, investiga qualquer um da direita. Pode investigar, não tem problema nenhum. Investigue os da direita, investiga os da esquerda”, afirmou o prefeito.

A declaração ocorre no momento em que o caso Master provoca uma crise entre integrantes do próprio Supremo Tribunal Federal.

Nesta sexta-feira (4), o presidente do STF, Edson Fachin, deu cinco dias para o ministro André Mendonça e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestarem-se sobre acusações apresentadas pelo ministro Alexandre de Moraes, a respeito da condução das investigações.

Fachin ressaltou que as providências não antecipam qualquer conclusão sobre as imputações.

Abilio citou nominalmente o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para sustentar que aliados políticos também devem ser submetidos a investigações, quando existirem elementos que justifiquem apuração.

“Abra a CPMI do Banco Master. Acho que é necessário fazer isso”, declarou.

“INVESTIGA TODO MUNDO” – O prefeito argumentou que o critério deve ser o mesmo para todos os grupos políticos e criticou aquilo que considera seletividade nas cobranças por investigação.

“Investiga todo mundo, seja imparcial, abra uma investigação sobre todos eles. Eu acho que isso que é o justo”, disse.

A defesa de uma CPMI não é nova.

Em maio, Abilio já havia afirmado que uma comissão parlamentar deveria investigar, inclusive, Flávio Bolsonaro.

E defendeu a quebra de sigilo do senador, caso isso fosse necessário para esclarecer sua eventual relação com o caso Master.

O cuidado é relevante porque a existência de contatos, mensagens ou a citação de nomes nos materiais investigados não significa, por si só, participação nas irregularidades atribuídas ao Banco Master.

Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira já apareceram entre contatos encontrados no celular de Vorcaro. Ambos negaram envolvimento em irregularidades.

CRISE CHEGA AO STF – As declarações de Abilio também alcançaram o Supremo.

O prefeito defendeu que fatos envolvendo ministros sejam apurados e argumentou que a abertura de uma investigação não significa antecipadamente cassação, impeachment ou reconhecimento de culpa.

“A investigação é um instrumento que pode ser aberto. Não está dizendo que ele vai ser cassado, não está dizendo que vai ser impeachment, mas apenas abrir um instrumento de investigação, para poder dar, inclusive, um esclarecimento para a população”, afirmou.

O caso ganhou novo peso nesta semana, depois que André Mendonça retirou o sigilo de material da Polícia Federal com mensagens recuperadas do celular de Vorcaro e referências a autoridades.

A PGR questiona a legalidade de parte da apuração, enquanto o próprio Alexandre Moraes apresentou acusações contra a condução do caso por Mendonça.

As controvérsias estão, agora, sob análise institucional do STF.

Para Abilio, porém, a solução deve passar pela investigação dos fatos sem distinção partidária.

O prefeito procura, com esse discurso, sustentar que a cobrança que faz sobre integrantes do Supremo não deve significar blindagem automática de políticos do seu próprio campo ideológico.





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