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Participaram do debate promovido pelo site g1, nesta quinta-feira (3), Carlos Fávaro (PSD), Antônio Galvan (Avante), Pedro Taques (PSB) e José Medeiros (PL)
O primeiro debate entre candidatos ao Senado por Mato Grosso expôs uma peculiaridade da disputa eleitoral deste ano: enquanto quatro concorrentes se enfrentaram diretamente sobre temas nacionais e regionais, parte dos nomes de maior peso eleitoral ficou fora do confronto.
Participaram do debate promovido pelo site g1, nesta quinta-feira (3), Carlos Fávaro (PSD), Antônio Galvan (Avante), Pedro Taques (PSB) e José Medeiros (PL).
Mauro Mendes (União Brasil), Janaina Riva (MDB) e Margareth Buzetti (PP) foram convidados, mas não compareceram.
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A ausência ganhou relevância porque o debate tratou justamente de temas que deverão ocupar espaço central na campanha, como Segurança Pública, SUS, comércio exterior, infraestrutura, emendas parlamentares e a relação entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os candidatos tiveram 15 minutos de fala para administrar durante o encontro, com intervenções limitadas a um minuto e meio.
Seis temas foram previamente definidos e a ordem foi sorteada.
SEGURANÇA EXPÕE DIFERENÇAS – Foi na Segurança Pública que algumas das diferenças mais claras apareceram.
Pedro Taques afirmou que Mato Grosso enfrenta avanço das facções criminosas e defendeu a criação de um piso mínimo obrigatório de investimentos no setor.
Também criticou a destinação de recursos estaduais para outras áreas, em detrimento, segundo ele, da segurança.
José Medeiros defendeu uma atuação mais rígida contra organizações criminosas, e citou o período do Governo Jair Bolsonaro (PL) como referência de enfrentamento às facções.
O deputado afirmou ainda possuir proposta para endurecer o tratamento jurídico dado a esses grupos.
Antônio Galvan propôs medidas mais duras – entre elas, a castração química, além do uso de inteligência artificial no combate ao crime.
Carlos Fávaro, por sua vez, defendeu integração maior entre as forças policiais e endurecimento das regras de progressão de pena para crimes graves, especialmente aqueles cometidos contra mulheres.
TARIFAS E EXPORTAÇÕES – No comércio exterior, o debate refletiu a polarização nacional.
Taques defendeu uma política comercial baseada na soberania e na ampliação de mercados para os produtos de Mato Grosso.
Galvan concentrou sua manifestação na valorização do produtor rural e criticou o governo federal.
Fávaro afirmou que a diversificação dos compradores permitiu ao Brasil reduzir os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e sustentou que o país não deve depender de mercados preferenciais.
Medeiros responsabilizou o Governo Lula pelas dificuldades na relação comercial com os Estados Unidos, e defendeu uma política externa mais aberta a negociações com diferentes países.
SUS E INFRAESTRUTURA – Na saúde, todos defenderam o SUS, mas divergiram sobre prioridades e responsabilidades.
Taques criticou as filas e prometeu fiscalização mais rigorosa dos recursos.
Medeiros afirmou que não faltaram verbas federais para Mato Grosso durante o Governo Bolsonaro.
Fávaro citou investimentos federais em unidades hospitalares e reconheceu que ainda existem gargalos no atendimento. Galvan cobrou o cumprimento de promessas de transporte de pacientes feitas aos municípios.
Em infraestrutura, Fávaro destacou a duplicação da BR-163 e os financiamentos do BNDES.
Medeiros contestou a velocidade das obras federais e afirmou que Mato Grosso precisa de menos entraves.
Taques criticou o valor dos pedágios e prometeu fiscalizar concessões, enquanto Galvan questionou a utilização de financiamentos públicos como argumento político.
EMENDAS SOB PRESSÃO – As emendas parlamentares também dividiram os candidatos.
Fávaro afirmou ter destinado cerca de R$ 4 bilhões a Mato Grosso e defendeu transparência total na aplicação dos recursos.
Taques propôs participação maior da população na definição das prioridades.
Galvan criticou a dependência dos municípios em relação aos parlamentares e defendeu uma distribuição mais direta dos recursos.
Medeiros disse já ter destinado emendas para 141 municípios e afirmou adotar sistema de rodízio para distribuição das verbas.
No tema livre e nas considerações finais, o debate voltou à polarização nacional.
Galvan declarou apoio a Flávio Bolsonaro e Pivetta.
Medeiros centrou sua fala na defesa de Jair e Flávio Bolsonaro e em críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Fávaro defendeu que ministros do Supremo sejam investigados caso haja suspeita de crime.
Taques pediu voto com base em sua trajetória como procurador, senador e governador.
A ausência de Mauro Mendes e Janaina Riva, porém, acabou deixando fora do confronto direto dois dos nomes mais relevantes da corrida pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado, reduzindo a possibilidade de comparação entre os principais candidatos, já no primeiro debate da campanha.





