O Brasil criou de 1,2 milhão de empregos formais em 2025, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (29/1). O resultado é o pior para um ano consolidado desde 2020, durante a pendemia de Covid-19, quando o ano fechou com um saldo negativo de 189 mil.
Em relação a 2024, os dados representam uma queda de 23%, quando foram criados cerca de 1,67 milhão empregos com carteira assinada.
Em dezembro, o Brasil fechou 618,16 mil postos de trabalho com carteira assinada. O resultado representa uma piora em relação a 2024, quando o saldo negativo foi de 535,43 mil. Do total de vagas de emprego fechadas em dezembro, 74,4 % (460.164) foram considerados típicos, e 26,6% (158.018) não típicos.
No mês, todos os cinco grandes agrupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos negativos. O setor de serviços foi o que mais fechou postos de trabalho, seguido pela indústria. Em serviços, a variação percetual foi de -1,17%.
Confira a variação de cada atividade econômica em dezembro de 2025:
- Serviços, com fechamento de 280.810 postos; puxado pelos grupos de administração, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais e Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas;
- Indústria, com saldo negativo de 135.087 postos.
- Construção Civil, com saldo negativo de 104.077 postos;
- Comércio, com fechamento de mais 54.355 postos; puxado pelo comércio varejista;
Agropecuária, com saldo negativo de 43.836 postos;
Sobre os grupos populacionais, em dezembro, o saldo foi mais desfavorável para os homens com o fechamento de 348.400 mil vagas, do que para as mulheres, com menos 269.764 mil.
A faixa mais afetada com o fechamento de vagas foi a de 30 anos ou mais, com a perda de 401.437 postos de trabalho. Na sequência vieram os de 18 a 24 anos (-108.768), de 25 a 29 anos (-103.437) e idade até 17 anos (-4.522).
Em novembro, retração em todas as 27 unidades da federação (UF) com destaque para São Paulo, Minas Gerais e Paraná:
- São Paulo, com menos 224.282 postos, retração de 1,51%;
- Minas Gerais, com menos 72.755, diminuição de 1,44%;
- Paraná, com menos 51.087, queda de 1,52%.
Já as com menores reduções em dezembro são:
Acre, com -461 postos, baixa de 0,40%;
Roraima, com -988 postos, baixa de 1,15%;
Amapá, com -1.137 postos, baixa de 1,09%.
Ano de 2025
O saldo de 2025 – criação de 1.279.498 postos de trabalho – se deve a 26.599.777 admissões e 25.320.279 desligamentos. As UFs com maiores saldos de 2025 são:
- São Paulo, com mais 311,2 mil postos, alta de 0,2%.
- Rio de Janeiro, com mais 100,9 alta de 0,5%.
- Bahia, com mais 94,4, alta de 0,5%.
Salário médio
O salário médio real admissão em dezembro foi de R$ 2.303,78 com redução de R$ 11,86 (0,51%) em relação ao valor de novembro de 2025, de R$ 2.315,44. Enquanto na comparação com dezembro do ano passado, houve aumento real de R$ 57,18 (2,55%).
Para os trabalhadores considerados típicos, o salário foi de R$ 2.337,05 (1,44% maior que o valor médio), enquanto aqueles considerados não típicos tinham salário médio de R$ 2.057,56 (10,69 menor que o valor médio).
Crítica
O ministro associou o resultado à taxa básica de juros da economia, a Selic, que está em 15% ao ano, que é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
“O Banco Central, eu esperava, e exerceu o trabalhou para diminuir o ritmo do crescimento, dado a sua responsabilidade de cumprimento das suas metas. O problema é que isso reflete em queimar o orçamento para pagar juntos”, declarou.
A Selic é a taxa com a qual o governo remunera as pessoas e empresas que emprestam dinheiro a ele, por meio da aquisição de títulos públicos. A taxa básica de juros é usada como um freio à economia, com o objetivo de conter a inflação, que fechou 2025 em 4,26%, portanto, acima do centro da meta, que é de 3%.
O índice possui uma tolerância de teto e piso, que é uma variação de 1 ponto percentual para mais ou para menos. Com isto, ela pode variar de 1,5% a até 4,5%.





