Início FINANÇAS Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial para reestruturar dívidas

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial para reestruturar dívidas


O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou neste domingo (16) que protocolou um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, em mais um passo da companhia para enfrentar sua deterioração financeira e reestruturar seu endividamento.

Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a decisão foi aprovada pelo Conselho de Administração e contou também com o aval do acionista controlador da empresa. Além da holding, o processo inclui diversas subsidiárias do grupo, entre elas a Cnova, a Bartira, a Casas Bahia Tecnologia e empresas de logística.

A varejista afirmou que a medida foi tomada diante do agravamento de sua situação econômico-financeira, em um cenário marcado por juros elevados, restrição de crédito, aumento dos custos financeiros e pressão sobre o consumo e o capital de giro. A empresa também citou a não concretização de alternativas de liquidez que vinha buscando nos últimos meses.

“Ajuizamento do pedido de recuperação judicial mostra-se necessário e configura mais um passo na direção da reestruturação financeira da Companhia”, disse a empresa no comunicado.

A companhia informou que continuará operando em todos os seus canais de venda e que buscará preservar os atuais níveis de serviço enquanto conduz a reestruturação.

Segundo a empresa, o plano envolve uma revisão da estrutura operacional, com foco em negócios mais rentáveis e de maior margem, além do reperfilamento e alongamento das dívidas financeiras e operacionais.

O objetivo, de acordo com a administração, é encontrar uma solução definitiva para os problemas de estrutura de capital e garantir a continuidade dos negócios no longo prazo.

A data da assembleia e os detalhes da proposta ainda serão divulgados pela companhia.

A Casas Bahia comunicou na madrugada do domingo que registrou um prejuízo de mais de R$10 bilhões no segundo trimestre, citando impacto de um plano de redimensionamento de sua operação que incluiu o fechamento de 298 lojas para lidar com o momento mais desafiador para o setor. Na ocasião, informou que não descartava novo pedido de recuperação extrajudicial ou judicial.

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