Início NACIONAL Convenções começam e expõem mapa dos apoios locais 

Convenções começam e expõem mapa dos apoios locais 


As convenções partidárias começam nesta segunda-feira, 20, com uma missão que vai além de homologar candidaturas. Até 5 de agosto, as legendas terão de resolver disputas internas que ainda impedem a definição de palanques em diversos estados e podem alterar o desenho das alianças para a eleição de 2026.

Embora a corrida ao Planalto concentre as atenções, os maiores focos de tensão estão nas articulações regionais. Em vários estados, partidos aliados nacionalmente caminham em lados opostos, enquanto lideranças locais disputam espaço nas chapas para o governo e para o Senado.

O principal embate envolve a formação das chapas ao Senado. Em Pernambuco, o deputado Eduardo da Fonte (PP) e o ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil) disputam espaço na aliança da governadora Raquel Lyra (PSD). No Maranhão, a situação é ainda mais complexa: André Fufuca (PP) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) decidiram integrar grupos políticos diferentes, dificultando uma posição única da federação União Progressista.

Outro grupo de estados vive indefinições sobre os palanques para o governo. Em Mato Grosso, o União Brasil ainda não pacificou a sucessão estadual, enquanto o PSD enfrenta uma disputa interna entre Natasha Slhessarenko e Emanuel Pinheiro. Em Roraima, a cassação do governador Edilson Damião reorganizou o cenário político e dividiu o União Brasil entre projetos distintos para o Senado e o Executivo estadual.

O PL também chega às convenções sem consenso em parte do país. Minas Gerais aguarda a definição do senador Cleitinho (Republicanos), considerado peça-chave na disputa pelo governo. No Ceará, a legenda ainda precisa decidir quem disputará uma vaga ao Senado entre Alcides Fernandes e Priscila Costa, enquanto negociações seguem abertas no Acre e no Espírito Santo.

Já o Republicanos enfrenta seu principal impasse no Rio de Janeiro, onde Anthony Garotinho e André Português disputam a indicação para o governo estadual. Na base governista, o PT solucionou a candidatura em Minas Gerais ao confirmar Patrus Ananias, mas o Distrito Federal continuará com dois palanques alinhados ao presidente Lula, um liderado pelo PT, com Leandro Grass, e outro pelo PSB, com Ricardo Capelli.

Além de confirmar nomes, as convenções também servirão como um teste da capacidade das direções nacionais de administrar conflitos regionais. Onde não houver acordo, caberá às executivas nacionais decidir o rumo das chapas, consolidando o mapa político que dará sustentação à campanha eleitoral.





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