As investigações da Polícia Federal (PF) sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, ganharam nesta semana uma dimensão capaz de ultrapassar os limites de um mero problema familiar e se transformar em um novo obstáculo político para o projeto de reeleição do petista.
A nova sequência de revelações envolvendo mensagens, transações financeiras e até mesmo a minuta de um contrato com o Ministério da Saúde para fornecimento de 1,2 milhão de frascos de canabidiol (cannabis medicinal) passou a compor um quadro que a oposição já tenta transformar em símbolo de uma campanha marcada pelo retorno do tema da corrupção.
O contrato poderia render algo em torno de 626 milhões de reais à organização, mas não foi adiante.
O avanço da Polícia Federal no caso incomoda Lula e seus principais aliados. Na quarta, 19, à noite, o advogado de Lulinha e coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio Carvalho, reuniu-se com o presidente da República para tratar do tema.
Oficialmente, o tema da reunião foi a campanha de Lula em São Paulo. Mas o petista tentou entender a real situação jurídica de seu filho.
Depois do encontro, o recado de Lula foi claro ao filho: que ele volte ao Brasil o quanto antes para dar explicações antes que o caso possa respingar na campanha do presidente da República, diz Wilson Lima em “Lulinha lá”, reportagem de capa da nova edição de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Na matéria “Marçal e o jogo da atenção”, João Pedro Farah conta que o empresário e influenciador digital Pablo Marçal (PRTB) mira Renan Santos (Missão) e blinda Flávio Bolsonaro (PL), enquanto enfrenta batalha na Justiça Eleitoral.
Na reportagem “A aventura amazônica de Cabo Daciolo”, Wal Lima fala sobre a candidatura do pastor Cabo Daciolo (Mobiliza) ao governo do Amazonas, depois de tentar viabilizar, sem sucesso, uma nova candidatura à Presidência da República.
Colunistas
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Nesta edição, escrevem Roberto Reis (O Ronaldinho que pode derrubar Lula), Letícia Barros (O Leviatã eleitoral), Clarita Maia (Argentina destitui juiz por antissemitismo), Davi de Souza (O financiamento público do novo voto de cabresto), Márcio Coimbra (Soberania pragmática), Maristela Basso (Política líquida: quando os personagens substituem os estadistas), Josias Teófilo (Herdar é um processo ativo), Dennys Xavier (O que aprender com a morte de Ivan Ilitch?) e Rodolfo Borges (O homem que queria ser rei).
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