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Denúncias de irregularidades em contrato de limpeza urbana elevam tensão política em Várzea Grande


Divulgação

Flávia Moretti, prefeita de Várzea Grande

Uma disputa política entre a Prefeitura de Várzea Grande e a Câmara Municipal ganhou novos contornos e pode evoluir para uma investigação formal contra a gestão da prefeita Flávia Moretti (PL). Uma representação apresentada pelo vereador Wender Madureira (Republicanos) ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) aponta possíveis irregularidades na contratação da empresa RAMAC Empreendimentos Ltda para serviços de limpeza urbana, com indícios de sobrepreço, favorecimento e fraude no processo de contratação.

De acordo com o documento, a empresa foi contratada por dispensa de licitação para substituir a Eletroconstro, responsável pelo serviço desde 2022. O novo contrato teria elevado os custos em cerca de 66,25%, passando de aproximadamente R$ 1,43 milhão por mês para R$ 2,23 milhões mensais, o que representa um aumento anual superior a R$ 11 milhões.

Relatório técnico preliminar da 6ª Secretaria de Controle Externo do TCE-MT identificou possíveis irregularidades classificadas como graves e gravíssimas. Entre os principais pontos estão a restrição ao caráter competitivo da contratação, indícios de superfaturamento e inconsistências na formalização do processo, com possível criação de justificativas para viabilizar a dispensa de licitação.

Auditores também apontaram sinais de conluio e favorecimento, indicando que a empresa contratada teria conhecimento prévio dos valores da proposta antes mesmo da formalização do processo administrativo. Além disso, o Termo de Referência — documento essencial para orientar as propostas — teria sido elaborado após a apresentação das empresas convidadas, o que levanta dúvidas sobre a lisura do procedimento.

Outro fator que agrava a situação é o histórico da RAMAC Empreendimentos. A empresa já foi condenada pela Justiça de Sergipe por improbidade administrativa em contratos semelhantes, sendo proibida de contratar com o poder público por seis anos, além de sofrer sanções registradas em cadastros nacionais de empresas inidôneas.

Apesar do aumento expressivo nos valores, o relatório aponta que houve redução de cerca de 30 trabalhadores na execução do serviço, o que, segundo o vereador denunciante, pode impactar negativamente a qualidade da limpeza urbana e trazer riscos à saúde pública.

Diante das denúncias, Wender Madureira afirma que irá protocolar pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso. A iniciativa deve intensificar o clima de tensão no Legislativo municipal, que terá papel decisivo na condução das investigações.

O tema deve ganhar destaque nas próximas sessões da Câmara, especialmente às vésperas do aniversário de 159 anos de Várzea Grande. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o caso pode resultar em responsabilização administrativa e judicial dos envolvidos, ampliando a crise política no município.





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