Marcos Lopes/Secom-ALMT
O deputado Elizeu Nascimento, que nega participação em desvio de emendas, apontado em operação do Ministério Público do Estado
Alvo de uma operação que apura suposto desvio de recursos públicos, o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) negou participação em irregularidades e afirmou estar à disposição da Justiça.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (6), dias após a deflagração da Operação Emenda Oculta, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso.
Leia também:
Escândalo de emendas pode levar à desfiliação de deputado do Novo
A investigação, que também atinge o vereador cuiabano Cezinha Nascimento (União), irmão do deputado, apura a destinação de mais de R$ 7,7 milhões em emendas parlamentares a entidades sob suspeita.
Segundo o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), há indícios de que parte desses valores tenha sido desviada, com possível pagamento de vantagens indevidas a agentes políticos.
Durante a operação, realizada no fim de abril, foram apreendidos R$ 200 mil em dinheiro nas residências dos investigados – sendo R$ 150 mil na casa do deputado e R$ 50 mil no imóvel do vereador.
As apurações também apontam que parte dos recursos teria sido sacada em espécie, o que, de acordo com os investigadores, pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento financeiro.
Em entrevista, Elizeu afirmou que ainda não teve acesso completo ao processo, que tramita sob sigilo, mas garantiu confiança na própria conduta.
“A gente ainda não teve acesso aos autos. O nosso jurídico está buscando essa liberação da Justiça para que a gente possa falar com mais clareza algumas questões. O que eu posso garantir é que a gente está tranquilo. Estamos à disposição da Justiça, não cometemos nenhum crime, nenhuma irregularidade e todas essas ações elas estão ai declaradas, prestação de contas”, disse.
O parlamentar também reforçou que pretende manter sua atuação política normalmente.
“Estamos tranquilos. A gente recebe com naturalidade. Vamos continuar nosso trabalho em prol do Estado de Mato Grosso. Graças ao nosso bom Deus, tenho uma atuação legitima e positiva”, completou.
A decisão que autorizou as medidas foi assinada pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Apesar dos indícios apresentados, ela negou o afastamento dos investigados dos cargos públicos.
Por outro lado, foram impostas restrições, como a proibição de contato com outros alvos da investigação e a vedação de interferência em processos ligados à destinação de emendas parlamentares.
Os investigados também deverão informar eventual mudança de endereço e comparecer aos atos judiciais sempre que convocados.
As apurações seguem em andamento e buscam esclarecer a origem e o destino dos recursos, além de identificar eventuais responsabilidades no caso.





