Bradesco tem R$ 4,1 bilhões a receber, considerando valores do banco e do Digio. Banco do Brasil cobra R$ 2,4 bilhões, enquanto Whirlpool e Atlas têm créditos de R$ 165 milhões e R$ 140 milhões, respectivamente.
A relação também inclui R$ 1 bilhão em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e R$ 49 milhões em Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Créditos tributários são classificados como extraconcursais e, por isso, não seguem as regras da recuperação judicial.
Como funcionam as dívidas fora do processo
Parte dos débitos pode estar ligada à cessão fiduciária de recebíveis, uma garantia comum no varejo. Nessa operação, banco ou fornecedor retém uma parcela dos valores que a empresa tem a receber para assegurar o pagamento da dívida.
A advogada Tatiana Flores, sócia do LDCM Advogados, explica que esse mecanismo permite deixar esses créditos fora da recuperação. Um financiamento pode prever, por exemplo, a retenção de parte do fluxo mensal de vendas da varejista.
A companhia precisará negociar em duas frentes, dentro e fora da recuperação judicial, afirma Fabiana Solano, sócia do Feslberg Advogados. “A reestruturação terá de acontecer em duas frentes: dentro da recuperação judicial, com redução do endividamento e obtenção de novo dinheiro, e fora dela, por meio da negociação paralela com credores extraconcursais”, diz.




