O ministro da Fazenda, Dario Durigan, rejeitou nesta sexta-feira (24) a avaliação de que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria promovendo um “all in” na política fiscal.
Em entrevista exclusiva ao InfoMoney, durante a Expert XP, ele afirmou que a atual gestão segue caminho oposto ao descrito por parte do mercado e defendeu que o governo encerrará o mandato com as contas públicas em situação melhor do que a encontrada em 2023.
“2026 vai ser muito diferente de 2022. Se a gente já viu o ‘all-in’ em ano de eleição, é tudo o que nós não estamos fazendo esse ano. Esse ano não tem calote em precatório, não tem calote em governador, nós não vamos aumentar o Bolsa Família sem previsão orçamentária”, afirmou.
O ministro acrescentou que o governo tem bloqueado despesas para cumprir o arcabouço fiscal e defendeu a condução da relação com Congresso e governadores. “O que nós estamos fazendo agora é dando um ‘all-in’ em regra de respeito à democracia e regra fiscal. É totalmente o oposto do que comentaram”.
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Orçamento “rígido”
Durigan também afirmou que a equipe econômica pretende entregar ao próximo governo um cenário fiscal mais organizado do que o recebido no início da atual administração.
Segundo ele, o Projeto de Lei Orçamentária de 2027, que será encaminhado ao Congresso até 31 de agosto, será elaborado dentro das regras fiscais e contemplará todas as despesas permanentes do governo.
“Nós vamos entregar um orçamento de 31 de agosto para o ano que vem que não é um orçamento fake como a gente recebeu de 22 para 23. Ele é um orçamento bastante rígido, que projeta uma meta de superávit de 0,5 e prevendo os programas.”
O ministro afirmou que programas como Bolsa Família e Farmácia Popular estarão integralmente previstos no Orçamento e descartou medidas de fim de mandato que possam transferir custos para a gestão seguinte: “Nós não vamos fazer desoneração no apagar das luzes para comprometer o próximo governo.”
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“Ajuste fiscal continuará”
Ao avaliar o legado da equipe econômica, Durigan afirmou que a consolidação das contas públicas seguirá sendo prioridade até o fim do mandato.
Segundo ele, a gestão conseguiu promover um ajuste equivalente a cerca de 2% do PIB na trajetória do resultado primário e defendeu que esse movimento deve prosseguir: “A consolidação fiscal vai continuar acontecendo. O que é importante as pessoas entenderem é que as promessas para o futuro se calcam no que a gente fez durante esses três anos e meio.”
Para o ministro, apesar de reconhecer que ainda existem desafios, os indicadores macroeconômicos mostram uma economia estruturalmente mais forte.
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“A economia brasileira melhorou nesses últimos tempos estruturalmente. Quando a gente olha dados sobre inflação, crescimento, geração de emprego, balança comercial, desmatamento e safra recorde, a gente percebe que a economia brasileira vai bem”, disse Durigan.






