O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de praticar advocacia administrativa ao mencionar contratos do escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do magistrado.
Durante um evento do PL realizado neste sábado, 18, em Vitória, Flávio afirmou:
“Por que que a esposa dele [Moraes] recebe R$ 129 milhões para fingir que está advogando? Ele faz advocacia administrativa e não responde por isso.”
A declaração faz referência a informações divulgadas sobre contratos entre o escritório Barci de Moraes, do qual Viviane Barci de Moraes é sócia, e o Banco Master.
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“Sem alma”
O discurso de Flávio foi feito um dia após Moraes ampliar as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
O senador também chamou o ministro de “sem alma” e afirmou que ele “parece um demônio usando uma pessoa para fazer mal”.
Segundo ele, o magistrado estaria concentrando poderes e agindo contra o grupo político ligado ao ex-presidente.
“Quando um tirano vai se autoconcedendo poder, não tem nada que vá fazer ele devolver esse poder para o povo”, afirmou.
O senador também disse que não busca vingança, mas defendeu que Moraes responda por suas decisões.
“Não estou buscando vingança de nada. […] Mas o mal que ele está fazendo a tanta gente, ele tem que responder aqui. Não tem ninguém que está acima da lei. Não tem ninguém que está acima da Constituição.”





