Início NACIONAL Executivos do Master tratavam advogada como “sócia” de Gilmar

Executivos do Master tratavam advogada como “sócia” de Gilmar


Executivos do Banco Master tratavam a advogada Dalide Corrêa como “sócia” do ministro Gilmar Mendes (foto), do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, diz O Globo

Em uma conversa sobre um pagamento à advogada, o diretor jurídico do banco, Luiz Rennó, escreveu: 

“Fala amigo! Aquele pagamento é para Dalide! Aqueles precatórios ! Ela é sócia do GM stf! O Leandro sócio dela é muito complicado e eles operam com o BTG. Autoriza esse.”

Reportagem do Estadão mostra que o escritório de Dalide recebeu R$ 33 milhões do Banco Master em 2024. Os pagamentos aparecem em documentos de uma auditoria interna do Banco Regional de Brasília (BRB), encontrados pela PF durante as investigações sobre a instituição.

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Em abril de 2024, Vorcaro e advogados do Master foram recebidos por Gilmar no STF para tratar de um processo envolvendo um precatório da usina sucroalcooleira Alcídia. 

Segundo o gabinete do ministro, Gilmar acabou votando contra os interesses do banqueiro.

A PF também encontrou mensagens em que executivos do Master tratavam Dalide como um “canal direto com o STF”

A advogada, que foi diretora-geral do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento, Ensino e Pesquisa (IDP), fundado por Gilmar, deixou a instituição em 2016.

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As negativas

Gilmar e Dalide negam que tenham sido sócios. 

O gabinete do ministro afirma que ela ocupou apenas o cargo técnico de diretora-geral do IDP. A advogada diz ter exercido a função por cerca de nove anos.

Dalide também nega ter atuado pelo Master no STF e diz que “jamais atuou para o Master no Supremo Tribunal Federal nem procurou ministros da Corte para tratar de assuntos relativos ao banco”. 

Segundo ela, sua atuação ficou restrita a processos em primeira e segunda instâncias.

Gilmar classificou como “falsa” a associação feita pelos executivos do Master. 

O ministro também disse que “não tem conhecimento de atuação” de Dalide “em processos relacionados a precatórios do setor sucroalcooleiro”. Ela negou ainda manter relação com o BTG Pactual.





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