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Flávio fala do Master a Trump, mas omite ligação com Vorcaro


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Flávio Bolsonaro fala a Trump sobre “fraude bancária” no Master, mas não cita sua ligação com Daniel Vorcaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) citou o caso do Banco Master como “maior escândalo bancário da história”, em carta enviada ao Governo dos Estados Unidos, na qual pede a suspensão das tarifas aos produtos brasileiros anunciadas pela Casa Branca.

O pré-candidato relacionou o esquema ao Governo Lula (PT), mas ignorou sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, que financiou o filme “Dark Horse”.

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No texto, Flávio diz que o tarifaço daria uma vitória política a Lula e pediu que a decisão sobre o tema fosse tomada somente após a eleição.

Ele também comenta o histórico de corrupção do Brasil, um dos argumentos do Governo Donald Trump para tarifaço.

No início do mês, o Governo Trump citou a decisão do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), que anulou todas as provas oriundas do acordo de leniência da Odebrecht, de setembro de 2023.

Flávio classificou a Lava Jato como um dos maiores escândalos de corrupção do Brasil, ao lado do mensalão.

Nesse sentido, argumenta que, no governo de Jair Bolsonaro, não houve escândalos comparáveis, e citou os casos dos descontos no INSS e do Banco Master.

“O escândalo é descrito como a maior fraude bancária da história do país. A investigação revelou uma rede de proximidade entre o controlador do banco e a cúpula do governo”, escreveu Flávio Bolsonaro no documento.

A classificação do caso dessa forma foi feita em janeiro pelo então ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), adversário político de Flávio.

“Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país e temos que tomar todas as cautelas devidas”, disse o petista na ocasião.

“O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país e temos que tomar todas as cautelas devidas”, afirmou Haddad em conversa com jornalistas na porta do ministério.

No documento enviado ao Governo Trump, Flávio cita relações do Master com o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski e o senador Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado.

O senador não mencionou, porém, que tem conversas pedindo dinheiro ao dono do banco, Daniel Vorcaro, nem a relação próxima de aliados, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), com o ex-banqueiro.

Vorcaro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção de “Dark Horse”, que trata da vida do ex-presidente, e um áudio de setembro de 2025 mostra o senador do PL cobrando mais recursos do ex-banqueiro.

Posteriormente, ele admitiu ainda ter encontrado Vorcaro já depois da primeira prisão deste —segundo o senador, para romper a parceria.

“Esse escândalo atinge o sistema financeiro americano, prejudicou cidadãos dos EUA e pode até ter vínculos com o crime organizado, envolvendo pelo menos uma das organizações recentemente designadas como FTOs (Organizações Terroristas Estrangeiras)”, comentou Flávio no documento enviado ao Governo dos EUA.

O desconto de mensalidades de associações e sindicatos, descoberto em 2024, vem de governos anteriores, mas atingiu patamares bilionários após 2022, explodindo durante o governo Lula.

Por outro lado, em 2022, Bolsonaro sancionou medida aprovada pelo Congresso colocando fim a uma iniciativa que fortaleceria o controle sobre os descontos em benefícios do INSS.

Ele poderia apresentar vetos ao texto, mas decidiu dar aval ao conteúdo na íntegra.

Flávio Bolsonaro também elencou o que considera atos de “censura” do Governo Lula e do STF contra “empresas de redes sociais” dos Estados Unidos.

O senador citou os decretos do presidente para atualizar as regras do Marco Civil da Internet, apontando também a possibilidade, definida pela Suprema Corte, de responsabilização das big techs por conteúdos publicados por usuários.

Nesse sentido, Flávio Bolsonaro também reclama que as novas regras foram impostas por decreto e por julgamento do STF, e não por via legislativa.

O senador reclama dos pedidos de impeachment de ministros envolvidos em casos de “abuso de autoridade” parados no Congresso, e afirma que só será possível retirá-los se a direita for bem na eleição.

“As novas obrigações foram impostas por decreto, e as ordens de censura, por decisão judicial, justamente porque tal regime jamais passou pelo Congresso Nacional, que o barrou”, disse Flávio Bolsonaro.

O Legislativo brasileiro chegou a discutir um projeto de regulamentação das redes, mas não conseguiu votá-lo. Ele está parado na Câmara desde 2023.

“A sociedade mobilizou-se contra essas ordens, e o Senado recebeu dezenas de pedidos de impeachment contra membros da Corte associados a esse mesmo abuso de autoridade – pedidos que estão parados no momento, mas que poderiam avançar caso a oposição ganhe força em outubro”, completou Flávio Bolsonaro.





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