Início NACIONAL Flávio nega conhecer “Sicário” de Vorcaro após site publicar foto

Flávio nega conhecer “Sicário” de Vorcaro após site publicar foto


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou conhecer Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, após o site ICL Notícias divulgar uma foto em que o pré-candidato à Presidência aparece ao lado do homem apontado como responsável, a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, por intimidar desafetos e praticar ações violentas.

Segundo o ICL, a imagem foi registrada em 2022, em um hotel na zona sul do Rio de Janeiro. O portal informou que submeteu a foto a cinco ferramentas diferentes de detecção para verificar sua autenticidade e afirmou não haver indícios de que ela tenha sido produzida por inteligência artificial.

Em nota, o senador declarou que, “como figura pública e extremamente popular, recebe todos os dias pedidos de dezenas de pessoas para tirar fotos pelas ruas”.

Morte de Sicário

Em abril, a Polícia Federal (PF) concluiu o inquérito que investigava as condições em que Sicário atentou contra a própria vida, enquanto estava sob custódia da corporação.

O relatório foi encaminhado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, responsável por conduzir as investigações relacionadas ao caso Banco Master.

Mourão não sobreviveu ao episódio e faleceu dias após ser transferido a um hospital em Belo Horizonte.

Da prisão ao incidente

Mourão foi detido na manhã do dia 4 de março, quando agentes federais cumpriram mandado de prisão preventiva no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, voltada a apurar fraude financeira, lavagem de dinheiro e obstrução de Justiça.

Na ocasião, foram apreendidos documentos, equipamentos eletrônicos, relógios, joias e uma pistola sem registro — posse que geraria um processo separado por porte ilegal de arma de fogo, caso ele ainda estivesse vivo.

Após ser conduzido à superintendência da PF em Belo Horizonte, Mourão passou por revista e foi recolhido à cela 2, no terceiro andar do edifício. Ao meio-dia, foi levado para interrogatório, onde permaneceu por aproximadamente duas horas. Por volta das 15h20, já de volta à cela, tentou se matar.

Resposta e desfecho

Cerca de dez minutos se passaram até que agentes percebessem o que havia ocorrido e iniciassem manobras de reanimação. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e chegou ao local por volta das 16h15.

Mourão foi encaminhado ao Hospital João XXIII, onde deu entrada às 17h56. Dois dias depois, a defesa confirmou a morte após o “encerramento do protocolo de morte encefálica”.

Com o envio do relatório ao STF, caberá à Corte analisar o material e definir os próximos passos. Nos bastidores, familiares e advogados aguardam a conclusão formal do inquérito para decidir se solicitarão uma apuração paralela sobre a morte ou se ingressarão com ação de indenização contra o Estado.





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