Início NACIONAL Frias chama operação da PF de “cortina de fumaça”

Frias chama operação da PF de “cortina de fumaça”


O deputado federal Mário Frias (PL-SP) afirmou nesta quinta, 10, que a operação da Polícia Federal (PF) contra ele sobre o financiamento do filme ‘Dark Horse’ é “uma cortina de fumaça”.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar negou irregularidades e afirmou que entregará todos os documentos às autoridades. Segundo ele, o caso será arquivado.

“A investigação é sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões que eu destinei para contemplar um projeto esportivo e outro de letramento digital para tirar crianças da rua, para ensinar crianças, jovens e adolescentes a se desenvolverem intelectualmente. Emenda pública, registrada e transparente”, disse.

Segundo Frias, a emenda parlamentar não é um recurso que passa pelas mãos do deputado.

“Ela vai do Tesouro para o órgão executor, que aprova um plano de trabalho previamente e fiscaliza prestação de contas”, afirmou.

“Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição. Cortina de fumaça”, acrescentou.

Frias afirmou ainda que sua defesa não teve acesso ao inquérito.

“Como pode se defender de uma acusação sem ler? A gente descobre o que estão dizendo pelo jornal no mesmo dia em que sua porta é arrombada”, disse.

A operação da PF

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta a Operação Make Up para apurar suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas, por meio de termo de fomento, para a produção de “Dark Horse“. 

Karina Gama e Mario Frias, produtor executivo de Dark Horse, foram alvos da ação.

Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão, expedidos por Dino, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

As investigações apontam a existência de uma “organização criminosa, formada por agentes públicos e privados, suspeita de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados”, afirmou a PF, em comunicado.

As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendidos até julho deste ano.

“Levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado”, continuou a PF.

A Operação Make Up investiga os crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.





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