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Galvan pressiona grupo de Pivetta por vaga ao Senado e avisa: “Não tem meia-boca”


Antônio Galvan

O produtor rural Antônio Galvan endureceu o discurso nas negociações para integrar o grupo político do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e avisou que não abrirá mão de sua pré-candidatura ao Senado apenas para facilitar a composição da chapa governista. Segundo ele, só haverá entendimento caso seja incorporado à majoritária e receba, entre os suplentes, a indicação de um nome dos partidos que integram a aliança.

A posição foi apresentada durante reunião com Pivetta, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos). O encontro terminou sem consenso e novas conversas deverão ocorrer nos próximos dias.

“Ou nós estamos dentro junto com o grupo ou a gente vai independente. Porque, se eles já têm dois candidatos definidos ao Senado, com certeza não tem como andar de arrasta um do outro. A gente vai independente”, afirmou.

O principal impasse está justamente na definição das candidaturas ao Senado. Hoje, a Federação União Progressista trabalha com os nomes do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e da senadora Margareth Buzetti (PP). A entrada de Galvan exigiria uma reavaliação desse desenho político.

O produtor reconhece que considera improvável uma saída de Mauro Mendes da disputa e admite que a situação de Margareth Buzetti deverá estar no centro das negociações.

“Se eles querem só dois nomes e, para eu estar dentro, alguém tem que sair. Acredito que não vai ser o nome do Mauro que vai sair fora nessas alturas. Então é uma questão de decisão deles, não é minha”, declarou.

Apesar da posição firme, Galvan afirma que ainda pretende consultar especialistas sobre a possibilidade jurídica de uma mesma coligação lançar mais de dois candidatos ao Senado. Caso exista essa alternativa, avalia que o impasse poderá ser superado sem necessidade de alterar a composição já desenhada.

Enquanto aguarda essa definição, o produtor rural insiste que sua participação no projeto de Pivetta precisa ser formalizada. Além da candidatura ao Senado, ele quer que um dos partidos aliados indique um suplente para sua chapa, demonstrando compromisso político com sua candidatura.

O Podemos aparece como uma das possibilidades. Segundo Galvan, a hipótese já foi discutida com Max Russi, mas Republicanos e outras legendas da base também poderão indicar nomes.

“Eu estou dentro, vem a composição junto comigo. Um nome de qualquer um dos partidos da aliança. Pode ser do Republicanos, pode ser do Podemos, pode até ser, se a Margareth abrir mão, que venha para a suplência com a gente”, afirmou.

Galvan descartou qualquer solução intermediária.

“Você está dentro da coligação ou você está fora. Não tem meia-boca nesse sentido. Vamos independentes sem problema nenhum”, disse.

Na avaliação do produtor, o cenário eleitoral ficou mais definido após a consolidação da aliança entre PL e MDB, que colocou Wellington Fagundes, José Medeiros e Janaina Riva no campo adversário. Agora, segundo ele, cabe ao grupo de Pivetta definir se pretende incorporá-lo ao projeto governista ou enfrentar sua candidatura ao Senado de forma independente.

Sem um entendimento, Galvan afirma que manterá sua candidatura e organizará uma chapa própria, com dois suplentes, fora da coligação liderada pelo governador.





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