Início GERAL Grupo Einstein recebeu dinheiro antes do HC funcionar, diz deputado

Grupo Einstein recebeu dinheiro antes do HC funcionar, diz deputado


Secom-MT

Hospital Central em Cuiabá dispõe da mesma tecnologia, equipamentos e excelência de qualidade que o Hospital Israelita Albert Einsten, em São Paulo, que é considerado o melhor do país

O Governo de Mato Grosso pagou à Sociedade Beneficente Albert Einstein, que administra o recém-inaugurado Hospital Central de Mato Grosso, R$ 192 milhões, entre maio e dezembro de 2025.

A unidade de Saúde, no entanto, só foi inaugurada no dia 19 de dezembro e iniciou os atendimentos ambulatoriais (de forma parcial) em 19 de janeiro deste ano.

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A denúncia foi feita pelo deputado Dejamir Soares (PSDB), na sessão matutina da última quarta-feira (29), na Assembleia Legislativa.

O fato levou e presidente da CPI da Saúde, Wilson Santos (PSD), a questionar o porquê do pagamento, e a titulo de quê, se o hospital, entre maio e dezembro do ano passado, ainda estava em obras e sem funcionar naquilo que seria mais essencial para as pessoas que dependem do SUS (Sistema Único de Saúde), que é o atendimento médico.

“Obtive informações e cópia do contrato da Secretaria de Estado de Saúde com a Sociedade Albert Einstein, junto ao Conselho Estadual de Saúde. E o que me deixa intrigado é o fato de o Governo de Mato Grosso gastar, no ano passado, R$ 200 milhões com o Programa Fila Zero e mais outros R$ 400 milhões anunciados para este ano. O que é uma decisão louvável. Só que, por outro lado, ele gasta quase o mesmo valor com uma unidade de saúde fechada ou que atende parcialmente”, disse Dejamir Soares.

O deputado pediu uma reunião com o líder do Governo, Dilmar Dal’Bosco (União), e com o secretário de Saúde, Juliano Melo, para que possa compreender o que está acontecendo e como mudar este cenário.

“Apesar dos esforços do Governo do Estado, a única coisas que se ouve é que faltam vagas de UTI, faltam procedimentos médico,s como cirurgias e exames e faltam profissionais. Enquanto se gastam R$ 34 milhões/mês com o Hospital Central e a Sociedade Beneficente Albert Einstein, executando ou não atendimentos, o HMC, sob responsabilidade da Prefeitura, e a Santa Casa de Misericórdia, sob a responsabilidade do próprio Governo do Estado, consomem uma média de R$ 30 milhões/mês cada um e atendem a todos que procuram essas unidades. Uma realidade distante do sonho do Albert Einstein”, afirmou o deputado tucano.

O presidente da CPI da Saúde, Wilson Santos, questionou se os pagamentos efetivados ao Albert Einstein seriam a titulo de consultoria, mas Soares o deputado não confirmou.

“É uma conta difícil de compreender. Ainda mais quando se tem uma infinidade de pedidos, dos mais variados, na área de Saúde de todo o Mato Grosso sem resposta. Ou seja, as pessoas estão se socorrendo com medidas judiciais para conseguir vagas de UTI, cirurgias, atendimento mínimo. Ese tem uma estrutura de primeiro mundo que funciona parcialmente. Ou seja, apresenta resultados distantes da realidade das pessoas”, disse Wilson Santos.

Dejamir Soares informou que fazendo uma “conta de padeiro”: somente com a Sociedade Albert Einstein, o Governo de Mato Grosso já desembolsou mais de R$ 320 milhões, valores que seriam melhor aplicados se estivessem na rede de Saúde. Ou seja, nas unidades que fazem o enfrentamento dia a dia que os pacientes do SUS tanto precisam.

NÚMEROS – Em um release distribuído pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), nesta quarta-feira (29), quando o Hospital Central completou 100 dias de funcionamento, o Governo do Estado apresenta números. Como, por exemplo, 2,6 mil consultas em sete especialidades médicas, mais de 15.400 exames de imagens e de análises clínicas, além de 290 cirurgias de média e alta complexidade – dentre elas, 11 robóticas.

A matéria da Secom informa ainda que, em fevereiro passado, o centro cirúrgico começou a realizar os procedimentos programados.

E em março, entraram em funcionamento as UTIs Adulto e Pediátrica.





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