O Democracia Cristã, partido que rifou Aldo Rebelo da disputa pela Presidência para apostar em Joaquim Barbosa, ainda não tem data definida para oficializar a pré-candidatura do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal. A indefinição ocorre em meio a um desempenho ruim nas pesquisas de intenção de voto e à dificuldade de atrair o apoio de outras siglas.
Presidente do DC, o ex-deputado federal João Caldas assegurou a CartaCapital não haver plano C: agora, é Barbosa ou Barbosa. Questionado sobre o anúncio formal, contudo, disse que uma candidatura presidencial tem de ser “respaldada por muitos fatores”.
Caldas afirmou também não ter a intenção de apresentar uma chapa pura — ou seja, tenta oferecer a vice a outra legenda na tentativa de fortalecer Barbosa. Mencionou conversas com PSDB, MDB, Podemos e Republicanos. Não houve, porém, qualquer acerto.
Trata-se de um cálculo acima de tudo pragmático: o DC é um partido pequeno, sem estrutura comparável à de adversários na corrida ao Palácio do Planalto. Ter uma coligação serviria no mínimo para dar um pouco de fôlego financeiro e material a um candidato que iniciaria a disputa muito longe dos líderes das pesquisas, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O próprio Barbosa adota, até aqui, a cautela como principal estratégia. Anunciou em 16 de junho a criação de perfis em redes sociais e publicou, naquele mesmo dia, uma mensagem na qual dizia estudar a possibilidade de disputar o “emprego mais difícil e complexo do nosso país”.
Um levantamento Nexus/BTG Pactual divulgado nesta segunda-feira 29 mostra Barbosa com apenas 1% das intenções de voto no primeiro turno, atrás de Lula, com 42%; Flávio, com 34%; Ronaldo Caiado (PSD), com 5%; Renan Santos (Missão), com 4%; e Romeu Zema (Novo), com 3%.





