Início GERAL Judiciário de MT tem 10 magistrados afastados sob variadas suspeitas

Judiciário de MT tem 10 magistrados afastados sob variadas suspeitas


Reprodução/CNJ e TJ-MT

As suspeitas envolvem uma disputa por um terreno localizado ao lado de um condomínio onde Ceroy (detalhe) residia

Mato Grosso já soma 10 magistrados afastados de suas funções, em meio a uma série de investigações que atingem integrantes do Judiciário estadual.

Os dois casos mais recentes envolvem os juízes Alexandre Meinberg Ceroy e Fernando da Fonsêca Melo, ambos com atuação em Barra do Garças (509 km a Leste de Cuiabá).

Leia também:

TCE manda suspender contrato de R$ 133 mi para obra na BR-163

Na segunda-feira (5), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o afastamento de Alexandre Ceroy, titular da 3ª Vara Cível do município, e abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar possíveis infrações funcionais.

O procedimento corre sob sigilo.

A decisão foi tomada em sessão virtual do Conselho, sob relatoria do ministro Mauro Luiz Campbell Marques, e contou com o aval unânime dos conselheiros, incluindo o presidente do CNJ, Edson Fachin.

A investigação teve início após reclamação apresentada pelo advogado Hebert Vinicius Lisboa de Sousa.

As suspeitas envolvem uma disputa por um terreno localizado ao lado de um condomínio onde o magistrado residia, o que levantou questionamentos sobre sua conduta.

O afastamento de Ceroy ocorre poucos dias depois da decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que, na semana passada, retirou temporariamente das funções o juiz Fernando da Fonsêca Melo.

Ele é investigado por uma série de condutas consideradas graves, incluindo a suspeita de simulação de ameaças atribuídas a facções criminosas para justificar reforço em sua segurança pessoal.

De acordo com a apuração conduzida pela Corregedoria do TJ-MT, sob responsabilidade do desembargador José Luiz Leite Lindote, também há indícios de decisões judiciais fora dos padrões usuais, possível interferência em políticas públicas municipais e conflitos com autoridades locais, entre elas o prefeito Adilson Gonçalves Macedo.

O magistrado passou a responder a um PAD, teve acessos institucionais suspensos e precisou devolver equipamentos funcionais.

Além dos dois casos mais recentes, a lista de magistrados afastados no estado inclui os desembargadores Dirceu dos Santos e João Ferreira Filho, e os juízes Mirko Vincenzo Gianotte, Silvia Renata Anffe Souza de Moura, Anderson Candiotto, Tatiana dos Santos Batista, Ivan Lúcio Amarante e Maria das Graças Gomes da Costa.

Os processos seguem em andamento e podem resultar em sanções administrativas, conforme o desfecho das investigações conduzidas pelos órgãos de controle.





FONTE

Google search engine