Divulgação/PSD
Natasha Slhessareno festejou liberação da cúpula nacional do PSD para decidir apoios nos estados, apesar de Ronaldo Caiado (detalhe) ser pré-candidato da legenda a presidente
A pré-candidata ao Governo de Mato Grosso pelo PSD, Natasha Slhessarenko, afirmou que o partido terá posicionamento regional independentemente na disputa presidencial de 2026.
Nesse caso, no Estado, pretende construir palanque para a reeleição do presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT), mesmo com a legenda avaliando lançar candidatura própria com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado.
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Segundo ela, a direção nacional do PSD, comandada por Gilberto Kassab, autorizou que os diretórios estaduais tenham autonomia para definir seus apoios políticos, o que abre espaço para diferentes alinhamentos dentro da mesma sigla.
“O Kassab liberou para que os estados tivessem a sua autonomia, não só Mato Grosso, mas na região Nordeste, Amazonas. Todos estarão aí tendo a liberdade de poder apoiar o candidato que se fizer conveniente ou que se tiver mais alinhamento político. E aqui em Mato Grosso, vai ser a assim”, declarou.
Por outro lado, Natasha avaliou positivamente o ingresso de Caiado na disputa eleitoral.
Para ela, a multiplicidade de candidaturas é positiva para o processo democrático.
“Olha, eu acredito que quanto mais candidatos tiver, é melhor para democracia. A democracia se faz com mais opções, com mais candidatos, mas aqui em Mato Grosso nós estamos alinhados ao presidente Lula, nós estamos alinhados ao governo federal e estaremos aí fazendo palanque para o presidente Lula”, observou.
Ao confirmar o alinhamento político no Estado, a pré-candidata reforçou que o PSD em Mato Grosso atuará em apoio ao presidente.
“Vamos fazer o PSD em Mato Grosso fará o palanque para o presidente Lula”, disse.
Natasha Slhessarenko também sinalizou que sua atuação política será baseada em propostas, e não em embates ideológicos, defendendo uma postura de cobrança ao Governo estadual, independentemente de posicionamento partidário.
Para ela, o foco deve estar na eficiência das políticas públicas.
“Não, na verdade, eu acho que a gente precisa se colocar. Todo cidadão não tem que fazer uma oposição. A gente precisa cobrar que políticas públicas, que o governo faça com transparência, que o governo faça com eficiência”, afirmou.
A pré-candidata destacou ainda que pretende pautar sua campanha na redução das desigualdades sociais dentro do Estado, argumentando que Mato Grosso apresenta realidades distintas entre regiões mais ricas e áreas com maiores carências.
“Temos cidades extremamente pobres, extremamente carentes, com uma saúde muito precária, com uma educação que deixa a desejar. A segurança pública… num estado que mais mata mulheres, então é isso que precisa estar no debate”, declarou.
Na defesa do governo federal, Natasha citou ações e investimentos recentes como forma de demonstrar resultados da gestão Lula, mencionando áreas como saúde, educação e programas sociais.
“O investimento em saúde, a maternidade em Várzea Grande… a maternidade de Sinop, maternidade de Sorriso. Vão ser construídas mais 64 unidades básicas de saúde… todos os IFMTs, os cursos da UFMT e IFs”, exemplificou.
Ela também defendeu que o debate político seja menos ideológico e mais focado em resultados práticos.
“Não é importante ficar nessa discussão ideológica, nesse extremismo político e sim ver o que realmente cada candidato tem a propor para melhorar a sua vida”, afirmou.
Ao final, a pré-candidata ainda comentou o cenário de polarização entre campos políticos e defendeu maior participação feminina na política, argumentando que estudos apontam maior presença de projetos sociais e menor incidência de corrupção em ambientes com mais mulheres em cargos de decisão.
Em Mato Grosso, o PSD é comandado pelo ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que voltou ao Senado e vai disputar a reeleição.




