Ao se ausentar do debate presidencial na Band no domingo, 23, o presidente Lula (foto) mostrou seu desprezo pelo debate de ideias.
É uma atitude condizente com o que tem sido este seu governo e os anteriores.
Lula rotula toda e qualquer crítica ou ideia discordante como antidemocrática ou contrária aos interesses do povo, que ele diz representar.
A ausência, contudo, é parte do jogo.
Ninguém pode ser obrigado a participar.
Qualquer candidato pode decidir não ir a um debate, alegando os motivos mais banais. A desculpa rasteira de Romeu Zema, do Novo, foi de que ele teria uma entrevista ao Jornal Nacional nesta segunda, 24.
Lula também poderia alegar qualquer coisa. É direito dele.
Mas Lula fez mais do que isso.
No domingo pela manhã, ele gravou uma entrevista no Palácio do Planalto para a TV Record, para ser exibida no mesmo dia, no mesmo horário do debate.
O que temos então é um presidente fazendo uso do seu cargo e do seu prestígio para enfraquecer um ritual democrático de discussão de ideias.
E faz isso porque quer evitar a todo custo a alternância de poder.
Lula quer ser presidente para sempre.
Em 2024, ele afirmou: “Eu vou viver até os 120 anos. Eu vou demorar. Já falei para o homem lá em cima: eu não estou a fim de ir embora. Me deixe aqui. Eu ainda preciso disputar umas dez eleições, mais uns 20 anos. O Lula de bengala disputando eleição“.
Frases parecidas foram ditas nos anos seguintes.
Lula sempre impediu o crescimento de possíveis candidatos na esquerda e no PT.
Os que apareceram ao longo do caminho, como Simone Tebet em 2022, foram cooptados.
E Lula abusa do seu poder para impedir qualquer alternativa democrática.
Não há lei ou regra eleitoral que controle esse instinto dominador, hegemônico.
Lula usou dinheiro público da Embratur, de Marcelo Freixo, para mandar 1 milhão de reais à escola de samba Acadêmicos de Niterói, para homenageá-lo em uma campanha antecipada, no Carnaval de 2026.
Já pediu votos descaradamente para Guilherme Boulos, Simone Tebet e Marina Silva, fora dos prazos da Justiça eleitoral.
Ainda vai gastar 200 bilhões de reais em assistencialismo para comprar votos dos brasileiros.
Suas contas pessoais nas redes sociais foram intensamente promovidas durante o seu terceiro mandato, e agora…
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