O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) acusou, nesta quinta-feira (6), os adversários políticos Pedro Taques, Janaína Riva, Carlos Fávaro e Jayme Campos de integrarem um suposto conluio para utilizar a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, como instrumento para prejudicar sua candidatura ao Senado nas eleições deste ano.
Em pronunciamento nas redes sociais, após se tornar um dos alvos da investigação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Mauro afirmou que os quatro adversários vinham anunciando antecipadamente a realização da operação.
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E chegaram a fazer, segundo ele, “pressões” em Brasília, antes do cumprimento das medidas judiciais.
“Nos últimos meses, os meus adversários, Pedro Taques, Janaína Riva, Carlos Fávaro, Jayme Campos, estiveram em Brasília fazendo algumas pressões e anunciando que em breve aconteceria essa famigerada operação”, declarou.
Segundo Mauro, o fato de a investigação tramitar sob sigilo no Supremo Tribunal Federal e, ainda assim, ser mencionada por adversários políticos antes de sua deflagração reforçaria sua convicção de que a operação teria motivação eleitoral.
O ex-governador, entretanto, não apresentou provas de que Pedro Taques, Janaína Riva, Carlos Fávaro ou Jayme Campos tenham interferido na atuação da Polícia Federal, do Ministério Público Federal, do Supremo Tribunal Federal ou de qualquer outro órgão responsável pela investigação.
Mauro também afirmou que o momento da operação seria estrategicamente desfavorável à sua campanha, lembrando que o processo eleitoral está em fase inicial.
“As investigações podem demorar anos e as eleições serão em 60 dias. Está claro que esses adversários políticos têm a clara intenção de fazer isso como instrumento político para tentar me prejudicar”, disse.
Durante a manifestação, o ex-governador questionou ainda como informações sobre a investigação teriam chegado previamente aos adversários políticos e a setores da imprensa antes mesmo de sua defesa ter acesso aos autos do processo.
“Uma operação que está dentro do Supremo Tribunal Federal e é considerada sigilosa. Mas os nossos adversários tinham acesso e isso muito antes de acontecer. Eles já falavam sobre isso nos quatro cantos de Mato Grosso.”
A Operação Heritage investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi S.A., que resultou no pagamento de R$ 308,1 milhões.
Além de Mauro Mendes, são investigados o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), o desembargador Ricardo Almeida, o conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Ulisses Rabaneda e outras pessoas físicas e jurídicas citadas na decisão do ministro Flávio Dino.
A investigação apura, em tese, crimes de organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro, crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e uso indevido de informação privilegiada. A existência da investigação não representa condenação nem reconhecimento de culpa dos investigados.
OUTRO LADO – Até o fechamento desta edição, Pedro Taques, Janaína Riva, Carlos Fávaro e Jayme Campos não haviam se manifestado sobre as declarações de Mauro Mendes.
O espaço permanece aberto para que todos apresentem suas versões dos fatos, que serão publicadas tão logo sejam encaminhadas à redação.
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