O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e a ex-primeira-dama Virgínia Mendes dão nesta terça-feira (23) a largada oficial às suas pré-campanhas para as eleições de 2026. Mauro disputará uma vaga no Senado Federal e Virgínia buscará uma cadeira na Câmara dos Deputados. O ato político será realizado no Vivans Complexo de Eventos, em Cuiabá, e deve reunir lideranças partidárias, prefeitos, parlamentares e apoiadores.
A expectativa é de que o evento funcione como uma demonstração de força política do grupo liderado por Mauro Mendes, em um momento em que o ex-governador busca consolidar sua candidatura ao Senado e reforçar sua influência na formação da chapa governista para as eleições do próximo ano.
O encontro contará com a presença do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nome apoiado por Mauro para a sucessão estadual, além de dirigentes partidários e lideranças da base governista.
O lançamento das pré-campanhas ocorre, porém, em meio ao acirramento do debate político em Mato Grosso. Nas últimas semanas, Mauro Mendes passou a ser alvo de sucessivos ataques do ex-governador Pedro Taques (PSB), que voltou ao cenário político como pré-candidato ao Senado e tem feito críticas à gestão do adversário, além de apresentar denúncias envolvendo operações financeiras realizadas durante seu governo.
Ao mesmo tempo, Mauro também passou a enfrentar críticas do senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo do Estado. Embora ambos integrem o campo da direita em Mato Grosso, Wellington tem endurecido o discurso contra o ex-governador ao defender sua própria candidatura ao Palácio Paiaguás e marcar posição como principal nome do PL na disputa estadual.
Os citados nas denúncias apresentadas por Pedro Taques negam irregularidades. Mauro Mendes afirma que todas as decisões adotadas durante sua administração obedeceram aos critérios legais e já anunciou que recorrerá à Justiça contra acusações que considera falsas.
Além da ofensiva dos adversários, Mauro inicia sua caminhada eleitoral convivendo com um problema dentro da própria base.
O União Brasil ainda não conseguiu pacificar a disputa em torno da candidatura ao Governo do Estado. O senador Jayme Campos mantém sua pré-candidatura ao Palácio Paiaguás e já sinalizou que pretende levar seu nome até a convenção partidária.
Mauro, por outro lado, não esconde sua preferência pelo projeto político de Otaviano Pivetta, do Republicanos. O apoio antecipado ao atual governador evidencia uma divisão interna no União Brasil, que ainda busca construir um consenso para a sucessão estadual.
Nos bastidores, a avaliação é de que essa disputa deverá permanecer aberta até as convenções partidárias, quando caberá ao partido definir oficialmente seu candidato ao governo.
Outro tema que segue cercado de expectativa é a composição da chapa de Mauro ao Senado. Entre os nomes cotados para as suplências aparecem o ex-senador Cidinho Santos (PP) e o procurador do Estado Rogério Gallo, embora nenhuma definição oficial tenha sido anunciada.
A expectativa é que Mauro utilize o evento desta terça-feira para apresentar um balanço de sua gestão, reforçar o apoio ao projeto de Pivetta e dar início à mobilização política rumo às eleições de 2026, em um cenário que já se desenha marcado por forte polarização e intensa disputa entre antigos aliados e adversários históricos.





