Início GERAL Mauro lidera Senado com 24%; Janaína aparece com 18%

Mauro lidera Senado com 24%; Janaína aparece com 18%


 

O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) lidera a disputa pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado com 24% das intenções de voto, seguido pela deputada estadual Janaína Riva (MDB), com 18%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). Pedro Taques (PSB) aparece na sequência, com 8%.

O levantamento, encomendado pela Rede Matogrossense de Comunicação (RMC), considera na combinação dos votos totais as escolhas feitas pelos entrevistados para a primeira e a segunda vagas. Como cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes ao Senado em outubro, a Quaest ponderou as duas respostas em um total de 100%, preservando também a proporção de brancos, nulos e indecisos.

INFO pesquisa senado quest

 

Depois dos três primeiros aparecem José Medeiros (PL), com 6%, e Carlos Fávaro (PSD), com 5%. Coronel Darwin (Democrata), Antônio Galvan (Avante) e Professor Nelson Ferreira (Agir) têm 2% cada. Margareth Buzetti (PP) registra 1%, enquanto Beny Godoy (Agir) não alcança 1%.

Os eleitores que ainda não sabem em quem votar representam 25% na combinação dos dois votos. Outros 7% declaram voto branco, nulo ou afirmam que não irão votar.

A abertura das respostas para cada uma das duas vagas mostra, entretanto, diferenças importantes na formação das preferências.

No primeiro voto, Mauro amplia a liderança e alcança 36%. Janaína aparece com 19%, enquanto Pedro Taques tem 7%. Medeiros registra 6%, Fávaro, 4%, e os demais candidatos ficam com até 2%. Nesse voto, 18% ainda estão indecisos.

Na escolha para a segunda vaga, Janaína assume a liderança, com 17%, contra 12% de Mauro. Taques aparece com 9%, Fávaro com 7% e Medeiros com 6%.

A indefinição aumenta significativamente na segunda escolha: 32% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar, quase o dobro dos 18% registrados para a primeira vaga.

Voto ainda pode mudar

A pesquisa mostra que a definição das duas vagas permanece sujeita a mudanças durante a campanha. Para 51% dos entrevistados, a escolha atual é definitiva, mas 48% admitem que ainda podem trocar de candidato até a eleição de 4 de outubro.

A indefinição fica ainda mais evidente na pesquisa espontânea, quando os entrevistados precisam citar os candidatos sem receber uma lista de nomes.

Nesse modelo, 79% não souberam apontar nenhum candidato ao Senado. Mauro Mendes é o mais citado, com 8%, seguido por Janaína Riva, com 5%. Medeiros aparece com 3%, Fávaro com 2% e Coronel Darwin e Pedro Taques têm 1% cada.

A diferença entre os resultados espontâneo e estimulado mostra que, apesar da vantagem dos primeiros colocados quando os nomes são apresentados, a corrida pelas duas cadeiras ainda não está consolidada na memória do eleitor.

Taques tem maior rejeição

Pedro Taques apresenta a maior rejeição entre os nomes testados pela Quaest. Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados afirmam que conhecem o ex-governador e não votariam nele. Outros 22% dizem conhecê-lo e admitem votar em sua candidatura, enquanto 32% afirmam não conhecê-lo.

Janaína tem a segunda maior rejeição, com 28%. Em contrapartida, 39% dizem que conhecem a deputada e poderiam votar nela. Outros 33% afirmam não conhecê-la.

Mauro Mendes registra rejeição de 26%, mesmo percentual de Fávaro. O ex-governador, porém, apresenta o maior potencial de voto entre todos os nomes pesquisados: 60% afirmam conhecê-lo e que poderiam votar nele. Apenas 14% dizem não conhecê-lo.

Fávaro é desconhecido por 55% dos entrevistados e considerado uma opção de voto por 19%. Medeiros apresenta rejeição de 18%, potencial de voto de 15% e é desconhecido por 67%.

Entre os candidatos com menor intenção de voto, o principal obstáculo é justamente o grau de conhecimento. Galvan é desconhecido por 83% dos entrevistados; Margareth Buzetti, por 85%; Coronel Darwin, por 88%; Professor Nelson Ferreira, por 89%; e Beny Godoy, por 94%.

A Quaest ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números MT-04846/2026 e BR-00817/2026.





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