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Medeiros critica aliança do PL com MDB e diz que decisão foi ‘imposta’ pela direção nacional


José Medeiros

O deputado federal e pré-candidato ao Senado José Medeiros (PL) rompeu o silêncio sobre a aliança entre o Partido Liberal (PL) e o MDB em Mato Grosso e deixou clara sua insatisfação com a decisão da direção nacional da legenda de incluir a deputada estadual Janaina Riva (MDB) na chapa majoritária. Embora tenha afirmado que permanecerá no partido, o parlamentar criticou a forma como o acordo foi construído e disse que a decisão foi “imposta” sem a participação das principais lideranças bolsonaristas do Estado.

Segundo Medeiros, o diretório nacional ignorou a opinião da base que, na avaliação dele, foi responsável pelo crescimento eleitoral do PL nos últimos anos.

“Eu não concordo e não concordo principalmente com a forma como essa escolha foi imposta. Nós merecíamos ser ouvidos. Os bolsonaristas mereciam ser ouvidos”, afirmou.

O deputado sustentou que o eleitorado identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro foi decisivo para fortalecer o partido e, por isso, deveria ter participado da construção da chapa que disputará as eleições deste ano.

“Afinal, o voto que tem levado toda essa grandeza do PL tem sido o voto bolsonarista. Merecemos ter voz”, declarou.

Medeiros também fez críticas ao modelo de decisões centralizadas adotado pela direção nacional da legenda. Para ele, a falta de diálogo pode gerar desgaste interno justamente no momento em que o partido busca consolidar uma frente de oposição no Estado.

“Quando a decisão vem de cima para baixo, sem um diálogo, a gente corre o risco de enfraquecer exatamente o que mais precisamos: a unidade verdadeira”, disse.

Apesar do descontentamento, o parlamentar descartou qualquer possibilidade de deixar o PL. Segundo ele, a divergência em relação à aliança com o MDB não altera sua posição dentro da legenda nem seu compromisso com o projeto político liderado por Jair Bolsonaro.

“Eu continuo no PL, continuo bolsonarista, continuo na luta, mas não vou fingir. Não tem como fingir que está tudo bem, que eu concordo com tudo só para agradar”, afirmou.

Durante a manifestação, Medeiros também reiterou que manterá sua atuação política voltada à defesa de Bolsonaro e das pessoas que classifica como “presos políticos”, tema que, segundo ele, continuará sendo uma das principais bandeiras de sua campanha ao Senado.

“Minha linha continua sendo a linha do presidente Jair Bolsonaro. Sem desvio, sem arrodeio”, declarou.

As declarações evidenciam o desconforto de parte da ala bolsonarista do PL com a aproximação entre o partido e o MDB em Mato Grosso. Embora a composição da chapa esteja mantida e Medeiros permaneça como candidato ao Senado, o episódio expõe as divergências internas provocadas pelo acordo firmado em Brasília e reforça a dificuldade da direção partidária em unificar o discurso entre suas principais lideranças no Estado.





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