A denúncia levou à adoção de medidas protetivas em 2022: o MP exigiu que ela tivesse acompanhamento do Conselho Tutelar, tratamento psiquiátrico e comprovação de matrícula e frequência na escola.
O caso foi arquivado em fevereiro de 2024, com a comprovação de que a menor estava saudável e frequentando as aulas regularmente. Ontem, quando a defesa de Hytalo entrou com pedido de habeas corpus, usou o arquivamento como argumento em favor de que ele fosse solto. O pedido foi negado pela Justiça.
Ao longo do período em que Kamylinha foi exposta nas redes sociais de Hytalo, o influenciador assinou contrato cedendo a imagem dela para uso publicitário por um colégio. Em um vídeo, os dois apareciam jogando para cima o dinheiro de pensão alimentícia pago pelo pai dela.
Contratos também obtidos pela reportagem mostram que Hytalo monetizava seus conteúdos com a divulgação de casas de apostas: um deles, sozinho, ultrapassava os R$ 700 mil. Os acordos previam multas caso suas contas fossem suspensas ou retiradas do ar.
Isso aconteceu. O TikTok puniu várias vezes o influenciador por violar as regras das plataformas, e acabou banindo ele em abril 2023: o caso se desenrolou em segredo de Justiça. Já a Meta foi acusada pelo próprio Hytalo de limitar várias funcionalidades da sua conta no Instagram em 2024 – ele foi à Justiça também nesse caso, e conseguiu restabelecê-las.
O UOL procurou a defesa de Hytalo, mas não teve resposta até a publicação da matéria. A Meta também não respondeu. A matéria será atualizada caso ambos se manifestem. O TikTok confirma que baniu a conta de Hytalo Santos em abril de 2023, e que, em junho deste ano, ele criou uma nova conta, que também foi banida.





