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Mercado imobiliário vai bem, mas os FIIs nem sempre acompanham; entenda por quê







Apesar dos fundamentos do mercado imobiliário mostrarem sinais consistentes de recuperação, o desempenho dos fundos imobiliários na Bolsa nem sempre acompanha esse movimento no curto prazo. Para Fernando Didziakas, sócio-fundador e diretor da Buildings, é fundamental que o investidor diferencie a evolução do mercado imobiliário da precificação dos FIIs.

Segundo o executivo, indicadores como queda da vacância, valorização dos aluguéis e aumento da demanda refletem a saúde dos ativos imobiliários, mas o comportamento das cotas também depende de fatores financeiros e macroeconômicos, como juros, fluxo de capital e percepção de risco dos investidores.

“Quando a gente fala de mercado imobiliário, está falando dos fundamentos do investimento. Mas, quando você compra uma cota de um fundo imobiliário, existem outros fatores que influenciam esse investimento além da qualidade do imóvel”, afirmou no programa do Liga de FIIs, doInfoMoney.

Didziakas comenta que, ao analisar um fundo imobiliário, o investidor precisa considerar aspectos como o momento de entrada e saída, o cenário econômico e as condições do mercado financeiro, e não apenas a qualidade dos ativos que compõem o portfólio.

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Setor imobiliário continua sendo um mercado de longo prazo

Segundo o diretor da Buildings, o mercado imobiliário permanece como uma das classes de ativos mais resilientes do mundo. Ele lembra que grandes investidores institucionais mantêm participação relevante em imóveis justamente pela capacidade desse mercado de preservar valor ao longo do tempo.

“É um mercado milenar, que existe desde que a sociedade existe. As pessoas sempre vão precisar de imóveis para morar, trabalhar e produzir. É um dos mercados mais robustos que existem”, disse.

Didziakas também reforça que a valorização dos imóveis tende a ocorrer em horizontes mais longos, característica que muitas vezes contrasta com a volatilidade observada diariamente nas cotas dos fundos imobiliários negociados na Bolsa.

“A cota é reprecificada a cada segundo. Ela reage ao que acontece na economia, aos juros e até ao cenário internacional. Isso gera ansiedade no investidor, mas não significa que os fundamentos do mercado imobiliário tenham piorado”, explicou.

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Fundamentos seguem positivos

Para o executivo, os indicadores do mercado imobiliário corporativo apontam para uma continuidade da recuperação observada nos últimos anos, especialmente em segmentos como escritórios e logística.

Por isso, ele defende que o investidor avalie os fundamentos dos imóveis separadamente do comportamento de curto prazo das cotas negociadas na Bolsa.

“O mercado imobiliário segue dando sinais muito positivos. O importante é conseguir desatrelar os fundamentos dos ativos da dinâmica do mercado financeiro, porque são duas coisas diferentes”, concluiu.

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Confira o episódio completo na edição desta semana do Liga de FIIs. O programa vai ao ar todas as quartas-feiras, às 18h, no canal do InfoMoney no Youtube. Você também pode rever todas as edições passadas. 



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