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Natasha e WF incluem a população LGBTQIA+. Pivetta não faz menção


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Natasha, WF e Pivetta têm diferenças significativas na forma como tratam a diversidade em seus planos para 2027 a 2030

Os três principais candidatos ao Governo de Mato Grosso apresentam diferenças significativas na forma como tratam a diversidade em seus planos para 2027 a 2030.

Enquanto a médica Natasha Slhessarenko (PSD) e o senador Wellington Fagundes (PL) apresentam propostas direcionadas expressamente à população LGBTQIA+, o Plano de Governo do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) não faz menção direta ao grupo.

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O documento do chefe do Executivo contempla políticas de inclusão para indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e comunidades tradicionais.

Entre os três, Natasha apresenta uma das abordagens mais específicas sobre diversidade sexual.

A candidata propõe criar uma política estadual permanente para a população LGBTQIA+, com atenção especial a pessoas trans e travestis.

O plano prevê qualificação profissional, incentivo à contratação, rede de acolhimento e acesso à Justiça.

Ao justificar a proposta, o documento critica a fragmentação das políticas atualmente destinadas a grupos vulneráveis, citando expressamente pessoas com deficiência, idosos, população LGBTQIA+, povos indígenas e comunidades tradicionais.

A proposta de Natasha também avança sobre questões raciais e religiosas.

O documento prevê qualificação profissional e apoio à formalização para a população negra.

Para as religiões de matriz africana, promete apoio às comunidades de terreiro, preservação do patrimônio afro-brasileiro, enfrentamento ao racismo religioso e participação dessas comunidades nas decisões relacionadas às políticas públicas.

Wellington também cita expressamente a população LGBTQIA+.

O tema aparece em uma seção denominada “Minorias Sociais”, na qual o candidato promete fortalecer a política estadual de enfrentamento à violência e à discriminação contra esse público.

Além da proteção contra a violência e o preconceito, o candidato propõe promover a inclusão econômica da população LGBTQIA+.

Na mesma área, o plano prevê medidas para ampliar a inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

O projeto de Wellington ainda prevê levar as políticas de proteção e enfrentamento à discriminação aos municípios do interior do Estado.

Já o plano apresentado por Otaviano Pivetta não traz referência expressa à população LGBTQIA+.

O candidato, no entanto, inclui outras políticas relacionadas à diversidade e à inclusão social.

Na educação, por exemplo, Pivetta propõe a concessão de bolsas de ação afirmativa para estudantes quilombolas ingressarem no ensino superior, por meio da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O plano também prevê ampliar programas específicos de educação para povos indígenas, incluindo formação de professores e cursos de graduação direcionados a essa população.

Na cultura, a proposta estabelece recursos para preservação de manifestações de povos indígenas, quilombolas e comunidades ribeirinhas, associando a manutenção da memória e das tradições à geração de renda por meio do artesanato e do turismo comunitário.

Pessoas com deficiência também aparecem em diferentes áreas.

Entre as medidas, estão incentivo ao paradesporto, apoio a atletas e manutenção de centros de referência esportiva.

O documento ainda prevê tornar os canais de emergência, denúncia e acolhimento às mulheres vítimas de violência totalmente acessíveis para mulheres com deficiência auditiva e visual.

No serviço público, Pivetta assume de forma mais ampla o compromisso de fortalecer “a diversidade, a inclusão e a liderança feminina”, com ampliação de oportunidades de capacitação, mentoria e participação em funções estratégicas.





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