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Natasha propõe concursos, telemedicina e mais policiais nas ruas


Divulgação/PSD

Natasha Slhessarenko pretende colocar a eficiência dos gastos públicos no centro de sua campanha eleitoral.

A candidata ao Governo de Mato Grosso pelo PSD, Natasha Slhessarenko, pretende colocar a eficiência dos gastos públicos no centro de sua campanha eleitoral.

Ela defende um conjunto de medidas que inclui realização de concursos, expansão da telemedicina, aumento do efetivo policial, retirada de policiais de funções administrativas, construção de presídios e incentivo à industrialização.

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Ao apresentar suas propostas, Natasha afirmou que Mato Grosso dispõe de recursos, mas enfrenta problemas na qualidade e na eficiência da aplicação do dinheiro público.

Na Saúde, citou como exemplo os cerca de R$ 30 bilhões que, segundo ela, foram gastos pelo Estado, nos últimos sete anos.

“Dinheiro tem, o Estado arrecada muito, só que gasta muito mal”, afirmou a candidata.

A crítica ao modelo atual de gestão vem acompanhada de propostas para algumas das áreas de maior peso no orçamento estadual, especialmente Saúde e Segurança Pública.

Na administração pública, Natasha defende a realização de concursos para recompor carreiras e reduzir deficiências de pessoal.

Na Saúde, uma das apostas é ampliar o uso da telemedicina para aproximar especialistas dos municípios do interior.

A proposta parte de um problema recorrente em Mato Grosso: a distância entre pequenos municípios e os principais centros onde está concentrada parte dos atendimentos especializados.

TELEMEDICINA – Natasha defende utilizar tecnologia para ampliar o acesso da população aos serviços de Saúde e diminuir deslocamentos de pacientes.

A candidata propõe fortalecer a telemedicina como instrumento para conectar profissionais e unidades do interior a especialistas.

A medida integraria uma estratégia de reorganização do atendimento, acompanhada da realização de concursos públicos para suprir necessidades de pessoal.

Ao sustentar que aproximadamente R$ 30 bilhões foram aplicados na Saúde estadual nos últimos sete anos, Natasha questiona os resultados obtidos diante do volume de recursos destinado ao setor.

O valor apresentado pela candidata, contudo, precisa ser analisado à luz da execução orçamentária do período, para estabelecer quais despesas foram incluídas no cálculo e quanto desse montante corresponde efetivamente aos gastos estaduais em saúde.

POLICIAIS FORA DOS GABINETES – Na Segurança Pública, Natasha propõe aumentar o número de policiais disponíveis para o trabalho operacional.

Uma das medidas defendidas é retirar policiais de atividades administrativas que possam ser desempenhadas por servidores de outras áreas, permitindo que esses profissionais retornem às funções diretamente relacionadas à Segurança.

A candidata também fala em ampliar o efetivo das forças de Segurança e aumentar a estrutura prisional do Estado.

A proposta inclui a construção de presídios, como resposta à demanda por vagas no sistema penitenciário.

A campanha deverá detalhar quantos policiais poderiam ser deslocados das funções administrativas para as ruas, qual seria a necessidade de novas contratações e quantas vagas prisionais seriam criadas.

Esses números serão fundamentais para dimensionar o impacto financeiro das propostas.

INDUSTRIALIZAÇÃO – Na economia, Natasha coloca a industrialização entre as prioridades de um eventual Governo.

A candidata relaciona essa estratégia às mudanças provocadas pela reforma tributária, e defende que Mato Grosso reduza sua dependência de uma economia baseada principalmente na produção e exportação de matérias-primas.

A proposta é estimular a transformação dentro do Estado de uma parcela maior da produção agropecuária, agregando valor antes que os produtos deixem Mato Grosso.

A industrialização aparece, dessa forma, como uma tentativa de ampliar a geração de empregos, renda e atividade econômica e, ao mesmo tempo, preparar as receitas estaduais para o novo ambiente tributário.

DO DISCURSO ÀS CONTAS – As propostas apresentadas colocam Natasha Slhessarenko diante de uma segunda etapa da campanha: demonstrar quanto cada medida custará e de onde virão os recursos.

Concursos públicos ampliam despesas permanentes com pessoal.

A expansão do efetivo policial e do sistema penitenciário também exige investimentos e gastos continuados.

Já a telemedicina depende de infraestrutura tecnológica e capacidade de atendimento nos municípios.

Ao sustentar que o problema de Mato Grosso não está na falta de recursos, mas na maneira como eles são aplicados, Natasha assume como uma das principais teses de sua candidatura a possibilidade de entregar mais serviços com o orçamento existente.

A discussão deverá avançar, portanto, da apresentação das propostas para a demonstração de como elas seriam financiadas.

O desafio para a candidata será transformar a afirmação de que o Estado “gasta mal” em números: apontar onde estão as despesas consideradas ineficientes, quanto poderia ser economizado e qual parcela desses recursos seria suficiente para financiar concursos, telemedicina, mais policiais, novas unidades prisionais e uma política de industrialização.





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