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No Maracanã, Ancelotti é regente discreto e só se irrita com VAR lento


Logo em seguida, voltou a reger o time com os braços. Indicava um passe aqui, puxava Wesley para a ponta, levava Estêvão para o meio, pedia bolas longas a sua zaga… Sempre caminhando, lento.

Só dava lugar ao seu auxiliar Francesco Mauri em horas de bolas paradas. É ele quem treina o time nessas jogadas.

Quanto à arbitragem, Ancelotti limitou-se a uma conversa em tom ameno com auxiliar e o quarto árbitro. Nada de gritaria com o trio de juízes.

Quando o chileno Maripán chegou a tomar cartão vermelho do árbitro Alexis Herrera, o italiano permitiu-se ao máximo da rebeldia: foi espiar o VAR mais de perto enquanto o juiz decidia o lance. Repreendido pelo quarto árbitro, voltou para sua área.

As comemorações de gol foram contidas, no máximo aplausos, como é seu hábito. Assim festejou quando o Brasil, enfim, furou a retranca chilena que tinha até linha de seis. Estêvão, uma aposta sua pela direita, achou o gol após jogada pela esquerda.

O segundo tempo seguia morno, e Ancelotti decidiu: era hora de mudar. Chamou seu auxiliar Paul Clement para pedir trocas. Em um momento curioso, o telefone sem fio levou orientação pelo rádio de que Andrey Santos e Caio Henrique entrariam. O lateral se apresentou, mas na realidade o escolhido era Luiz Henrique.





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