O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), encerrou na noite deste sábado, 4, as comemorações dos 250 anos da independência americana com um discurso marcado por exaltações ao país, homenagens a heróis militares e críticas ao comunismo.
O discurso durou cerca de 40 minutos e ocorreu no National Mall após horas de atraso provocadas por calor extremo e ameaça de tempestade.
Em sua fala, Trump afirmou que os Estados Unidos representam “a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo” e classificou o país como “a maior conquista da história da humanidade”.
O presidente homenageou veteranos da Segunda Guerra Mundial, das guerras da Coreia e do Vietnã, além de condecorados com a Medalha de Honra, como o sargento William Carney, ex-escravizado que recebeu a honraria por proteger a bandeira americana durante a Guerra Civil. Também exibiu bandeiras históricas dos EUA, incluindo um exemplar de 1777.
“Por causa de heróis como esses, nossa bandeira sempre será um símbolo de liberdade e justiça para todos”, afirmou.
Comunismo
Ao longo do discurso, Trump voltou a criticar o comunismo, tema recorrente em suas aparições públicas, e afirmou que a ideologia “nunca funcionou”.
“O sistema comunista é o oposto do sistema americano, e o sistema comunista nunca funcionou. Nossos guerreiros não lutaram contra o comunismo em campos de batalha ao redor do mundo apenas para ver essa ameaça erguer sua horrível cabeça de volta aqui, na América”, disse.
Sem citar diretamente membros do Partido Democrata, Trump disse que “a América nunca será um país comunista” e comparou o comunismo a “um câncer” que precisa ser eliminado.
“Era de ouro”
O republicano também defendeu propostas de seu governo, como mudanças nas eleições federais, voltou a prometer uma nova “era de ouro” para o país e afirmou que pretende levar os Estados Unidos “a novos patamares”.
“Este é apenas o amanhecer da era de ouro da América e, neste Quatro de Julho do 250º aniversário, declaramos, assim como fizeram há dois séculos e meio, que, por nosso país, por nossos filhos e pela causa da liberdade, vamos levar nossa nação a novos patamares, a níveis jamais alcançados. Vamos torná-la maior, melhor, mais forte e vamos amá-la ainda mais”, disse.
As celebrações foram marcadas por temperaturas recordes próximas de 39°C e ameaças de tempestade em Washington. Após a reabertura do National Mall, milhares de pessoas acompanharam o discurso e a tradicional queima de fogos que encerrou o feriado nacional.





