Operadora com sede no Rio teve falência decretada em novembro do ano passado. Decisão, entretanto, foi suspensa liminarmente após bancos credores — Itaú Unibanco e Bradesco — terem recorrido. O pedido permitiu que a tele pudesse retornar ao processo de recuperação judicial.
Foi nomeado o advogado Bruno Rezende como administrador judicial. O papel dele será auxiliar a Justiça nos processos para arrecadar os bens da empresa, pagar credores e encerrar as atividades de forma legal.
Falência encerra recuperação judicial. O último processo de reestruturação tratava de uma dívida da ordem de R$ 44 bilhões. Na assembleia de credores que aprovou o plano, foi acertado um novo financiamento de até US$ 655 milhões. Desse total, os credores financeiros iriam colocar US$ 505 milhões, enquanto a empresa de infraestrutura de telecomunicações V.tal, controlada pelo BTG Pactual, aportaria de US$ 100 milhões a US$ 150 milhões.
Serviços suspensos por fornecedores
Fornecedores da Oi chegaram a suspender serviços diante da falta de pagamentos. Em julho de 2026, a Sitelbra interrompeu conexões da rede de lotéricas da Caixa, sistemas de videomonitoramento na Bahia e em Goiás e lojas da Enel no Ceará.
Nava Software, Nava Serviços e Hughes também paralisaram serviços prestados à operadora. Em 3 de agosto de 2026, a juíza Simone Chevrand mandou restabelecer os serviços essenciais contratados pela Oi e fixou multa de R$ 5 milhões em caso de descumprimento.





