A oposição realiza, nesta terça-feira, 1º, uma coletiva de imprensa para apresentar oficialmente os parlamentares que já assinaram o requerimento de criação da chamada CPMI do Lulinha. O ato está marcado para as 15h, em frente à Presidência do Senado.
A mobilização é liderada pelo senador Carlos Viana (PSD-MG) e pelos deputados Cabo Gilberto (PL-PB), líder da Oposição na Câmara, Hélio Lopes (PL-RJ) e Mario Frias (PL-SP). Segundo os articuladores, o requerimento já recebeu adesões de parlamentares de diferentes legendas.
A articulação reúne deputados e senadores de partidos como PL, PSD, PP, Republicanos, PSDB, MDB, Novo, Podemos e União Brasil.
O número exato de assinaturas será apresentado durante a coletiva. A estratégia dos articuladores é tornar pública a relação dos apoiadores e ampliar a pressão pela instalação do colegiado.
Para que uma CPMI seja criada, o requerimento precisa contar com o apoio de pelo menos um terço dos parlamentares de cada Casa: 171 deputados e 27 senadores. Também é necessário que o pedido apresente fato determinado e prazo de funcionamento.
O que a CPMI pretende investigar
O requerimento apresentado por Carlos Viana busca investigar a eventual atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na intermediação de interesses privados junto a órgãos e agentes do governo federal.
Entre os fatos citados estão negociações relacionadas a produtos à base de canabidiol e a atuação de intermediários e empresas que mantiveram tratativas com órgãos públicos. A movimentação ocorre após desdobramentos de investigações da Polícia Federal envolvendo suspeitas de tráfico de influência.
Lulinha também esteve no centro das investigações da CPMI do INSS. O colegiado aprovou requerimentos para a quebra de seus sigilos bancário e fiscal, em uma votação marcada por protestos de parlamentares governistas.
O relatório final da CPMI do INSS, porém, acabou rejeitado pelo colegiado. O parecer apresentado pelo então relator, Alfredo Gaspar (PL-AL), propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas, entre elas Lulinha.
A defesa do filho do presidente nega irregularidades.
A nova CPMI é uma tentativa da oposição de levar ao Congresso uma investigação específica sobre a atuação de Lulinha e eventuais relações com empresas e agentes públicos.
A coletiva deverá servir também para apresentar o tamanho da adesão à proposta e pressionar pela coleta das assinaturas que ainda faltam para que o requerimento alcance o número mínimo exigido para a instalação do colegiado.





