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o que empresas precisam para 2026

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Por Bárbara Vallim, CEO da Hera.Build*

Empresas nunca tiveram acesso a tantos dados sobre seus clientes. Sabem o que compram, quando compram, por qual canal, com qual frequência. Registram cliques, abandonos, reclamações, elogios. Acumulam terabytes de informação e, ainda assim, continuam tratando o cliente como um desconhecido a cada nova interação.

Ter dados não é ter inteligência. E essa distinção vai definir quem lidera e quem desaparece nos próximos anos.

A maioria das empresas ainda opera numa lógica de estímulo-resposta. O cliente pesquisa um produto, recebe um anúncio. Abandona o carrinho, ganha um cupom. Liga para reclamar, ouve um pedido de desculpas e ganha mais um cupom. Cada ação do cliente dispara uma reação da empresa que é quase sempre atrasada, frequentemente genérica, raramente memorável.

Esse modelo pressupõe que o cliente quer ser perseguido. Não quer. Ele quer ser compreendido. Segundo a McKinsey, 71% dos consumidores já esperam experiências personalizadas, e 76% se frustram quando isso não acontece. Personalização deixou de ser diferencial. Virou pré-requisito.

Neste cenário, a inteligência artificial generativa se destaca como uma aliada poderosa para personalização, com a capacidade de interpretar o contexto e identificar as intenções do cliente, permitindo agir proativamente, muitas vezes antes mesmo que o cliente precise solicitar.

Pense num aplicativo de delivery. Hoje, a experiência depende completamente do usuário: o cliente sente fome, abre o app, navega por dezenas de opções, monta o pedido, finaliza. A empresa apenas processa uma decisão que o cliente tomou sozinho. As vezes tem uma notificação de alguma promoção. Agora imagine o inverso: são 19h de quinta-feira, horário em que você costuma pedir comida japonesa. O seu restaurante favorito está com tempo de entrega baixo nesse horário. O app sugere antecipadamente o pedido habitual com um toque. O cliente decide em um clique ou ignora sem atrito.

A diferença é filosófica. No modelo antigo, a empresa espera. No novo, ela antecipa. E antecipar com timing, contexto e relevância  transforma conveniência em vínculo e melhor experiência para o cliente. Se a oportunidade é tão clara, por que poucas empresas operam assim? Porque antecipar exige algo que a maioria não construiu: visão unificada do cliente.

O relatório State of the Connected Customer, da Salesforce, revela o tamanho do descompasso: 79% dos clientes esperam consistência entre departamentos, mas 55% sentem que conversam com áreas isoladas, não com uma empresa. Cada área alimenta um sistema. Cada sistema gera um fragmento. Ninguém vê o cliente inteiro, somente pedaços isolados do seu comportamento.

Sem essa visão integrada, tentar antecipar é perigoso. O que deveria ser conveniência vira invasão. O que deveria ser proatividade com cuidado vira vigilância. E aqui está o paradoxo central dessa transição: o mesmo cliente que espera personalização também se sente tratado como número. O caminho é conquistar o direito de praticar a personalização através da transparência real sobre como os dados são usados e controle genuíno nas mãos do cliente. Empresas que escondem suas práticas, mesmo com boas intenções, geram desconfiança.

O diferencial competitivo dos próximos anos não será sobre quem implementa mais automações com agentes de IA ou usa o modelo de linguagem mais recente. Será de quem consegue fazer uma pergunta simples: “o que esse cliente precisa agora?”, e responder antes que o próprio cliente descubra.

Este é um desafio que se resolve com decisão estratégica: unificar dados, integrar áreas, definir o que a marca representa em cada ponto de contato e principalmente mudar a mentalidade de quem opera o negócio para reduzir os silos dentro das empresas.

Quem fizer essa virada vai criar um novo padrão de relacionamento e deixar para trás quem ainda está esperando o cliente levantar a mão.

*Com mais de 16 anos de experiência em tecnologia, Bárbara Vallim construiu uma trajetória que combina visão estratégica e domínio técnico de ponta a ponta. Liderou times de engenharia e inovação em grandes empresas nas áreas de go-to-market e pesquisa e desenvolvimento, com entregas para marcas como Microsoft, Nike, Nubank e Mercado Livre. Também esteve à frente de equipes globais de engenharia na Twilio e na Easy Taxi, unindo sua experiência em produto, tecnologia e negócios para transformar ideias em soluções escaláveis e de impacto.

Em 2025, foi reconhecida pelo Women To Watch, do Meio e Mensagem, como uma das mulheres de destaque à frente de IA no Brasil. É fundadora e CEO da Hera.Build, startup focada em oferecer soluções de customer intelligence, criada com o objetivo de apoiar as empresas a conhecer e se comunicar melhor com seus clientes. 



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as ações de dividendos mais recomendadas para fevereiro

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Após ficar de fora da carteira de ações recomendadas para fevereiro, a Petrobras (PETR4) teve o papel mais recomendado entre as ações pagadoras de dividendos. Compilado do InfoMoney com as carteiras recomendadas das principais corretoras do País mostra que a ação da petroleira é a aposta majoritária para os portfólios de renda passiva este mês. 

A carteira recomendada é composta pelos cinco papéis mais indicados. Em fevereiro, porém, um empate quádruplo na quarta posição aumentou a lista para sete papéis. 

Além da petroleira, o ranking deste mês tem representantes dos setores de telecomunicações, energia e shopping centers. Confira a lista completa de recomendações para fevereiro e o dividend yield (retorno com dividendos) dos papéis em um ano:

Viva do lucro de grandes empresas

Ação Nº de recomendações Dividend yield em 12 meses
Petrobras (PETR4) 6 8,65%
Telefônica Brasil (VIVT3) 4 4,04%
Caixa Seguridade (CXSE3) 4 8,87%
Itaúsa (ITSA4) 3 18,44%
Axia (AXIA3) 3 12,59%
Allos (ALOS3) 3 9,40%
Copel (CPLE6) 3 14,10%
Fontes: BTG Pactual, Terra Investimentos, BB Investimentos, XP, Genial, Santander, Planner, Itaú BBA, Ativa Investimentos e Economatica
Data-base: 31/01/2026

Petrobras (PETR4)

O BTG Pactual recomenda a ação, mas reconhece que o plano de negócios da companhia pode tornar investidores mais céticos em relação ao papel, “pois evidencia uma situação financeira mais desafiadora em um contexto de preços de brent mais baixo”. O banco, porém, destaca a melhora na produção em 2026, que passa a ser estimada em 2,5 milhões de barris por dia, ante 2,4 milhões anteriormente. 

Telefônica Brasil (VIVT3)

O Santander diz manter visão construtiva para a Vivo, apoiada pela expectativa de resultados “sólidos” no segundo semestre de 2025 e em 2026, além de potencial de revisões altistas no lucro por ação e dividendos para 2026. O banco também avalia que a ação negocia em um valuation “atraente”, apesar do forte desempenho das ações no acumulado do ano. 

Caixa Seguridade (CXSE3)

O payout elevado, de cerca de 90%, e dividend yield entre 8% e 9% da companhia oferecem retornos recorrentes “atrativos”, destaca a Terra Investimentos. A corretora ainda diz que a ação mantém potencial de valorização ao ser negociada entre 9 e 11x lucro. 

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As ações apresentam desconto “excessivo”, o que gera uma oportunidade de investimento, segundo a Terra. A reputação e histórico de sucesso da Itaúsa fortalecem a confiança dos investidores e a companhia oferece uma oportunidade atraente de valorização de capital e retorno “consistente” no longo prazo, destaca a corretora. 

A antiga Eletrobras é uma das preferências do Itaú BBA no setor elétrico. O banco de investimento espera aumento nas curvas futuras de preço de energia, o que contribui para melhora nos resultados de curto prazo da companhia. Além disso, o BBA vê espaço para distribuicão de “montantes generosos” de dividendos, que podem gerar yield médio acima de 10% por ano nos próximos cinco anos. 

A ação traz defensividade ao portfólio ao mesmo tempo em que oferece exposição a um ambiente de taxas de juros em queda, avalia o BTG Pactual. “Acreditamos que o mercado ainda não precificou totalmente a nova política de payout da Allos, caso ela se mostre sustentável nos próximos anos – o que acreditamos que acontecerá – e, portanto, continuamos otimistas em relação à ação”, escrevem os especialistas do banco. 

Copel (CPLE6)

O Santander diz que a ação é uma opção “interessante” por representar a combinação de valuation descontado, ativos de alta qualidade, baixo perfil de risco e fluxo de dividendos previsível. 



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Com gol no último lance, Chapada vence União e segue sonhando com vaga na próxima fase

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O Chapada venceu o União de Rondonópolis por 3 a 2, na noite desta quarta-feira (4), em partida válida pela 8ª rodada da Série A do Campeonato Mato-grossense. O triunfo no Estádio Apolônio Bouret de Mello foi conquistado com um gol no último lance e mantém o “Ararão da Serra” na briga pela classificação à segunda fase do estadual.

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Com o resultado, o Chapada alcançou 11 pontos e o quinto lugar na tabela de classificação, ultrapassando o próprio União. 

Agora, a equipe depende de outros resultados para seguir com chances na competição. A esperança é que os times adversários que entram em campo nesta quinta-feira (5) não vençam suas partidas. 

Para isso, vai ter que ligar o “secador”.  Se as combinações forem favoráveis, o Chapada chegará à última rodada, contra o Sport Sinop, ainda sonhando com uma vaga na próxima fase. 

 

 

 

 

 

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Ministro do STJ investigado por assédio pedirá licença médica

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Com gol no último lance, Chapada vence União e segue sonhando com vaga na próxima fase

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Para isso, vai ter que ligar o “secador”.  Se as combinações forem favoráveis, o Chapada chegará à última rodada, contra o Sport Sinop, ainda sonhando com uma vaga na próxima fase. 



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STJ abre sindicância em caso de ministro suspeito de assédio

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<br /> STJ abre sindicância em caso de ministro suspeito de assédio





STJ abre sindicância em caso de ministro suspeito de assédio


































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Caminhão basculante carregado com cascalho tomba em Sinop

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Um caminhão tombou no início da tarde desta quarta-feira (4) no perímetro urbano da BR-163 em Sinop (500 km de Cuiabá). Segundo informações preliminares do portal Só Notícias, o motorista foi socorrido pela concessionária da via e encaminhado para atendimento médico. Não há informações sobre seu estado de saúde.

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De acordo com a versão inicial, o caminhão basculante transportava cascalho e seguia sentido ao centro da cidade quando foi “fechado” por outro veículo. 

Para evitar uma colisão, o condutor realizou uma manobra brusca de desvio, o que resultou no tombamento do veículo na margem direita da pista.

Com o acidente, parte da carga de cascalho foi derramada na área. Um caminhão-guincho foi solicitado para a retirada do caminhão acidentado.



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Defesa Civil emite alerta amarelo para Cuiabá e reforça orientações de segurança à população | Notícias

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A Defesa Civil de Cuiabá mantém atenção redobrada diante do alerta meteorológico de nível amarelo válido para a capital. O aviso indica chuvas de até 30 milímetros por hora ou 50 milímetros ao longo do dia, acompanhadas de ventos entre 40 e 60 quilômetros por hora. Embora o cenário seja de menor severidade, a recomendação é de cautela, sobretudo em razão do solo encharcado e da possibilidade de precipitações concentradas em curto período.

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, coronel bombeiro militar Alessandro Borges, o alerta laranja, que prevê chuvas e ventos mais intensos, “passa próximo à capital, mas não atinge o município diretamente no momento”. Ainda assim, o monitoramento segue contínuo. “É fundamental que a população receba informações precisas e confiáveis, evitando alarmismos e combatendo conteúdos imprecisos que circulam nas redes”, destacou o secretário.

O cenário atual dialoga com o que foi observado em episódios recentes de chuva em Cuiabá. Em 28 de janeiro, por exemplo, equipes da Defesa Civil atuaram preventivamente em áreas historicamente sensíveis e acompanharam de perto a elevação do nível de córregos como Barbado, Canivete, Gumitá e o da região do Tijucal, que escoaram de forma tranquila, sem transbordamentos. Em vias de grande circulação, como as avenidas Beira Rio e do CPA, houve retenções pontuais de água, dissipadas rapidamente após a diminuição da intensidade da chuva, resultado, segundo a Defesa Civil, do escoamento mais eficiente em locais com manutenção regular.

Apesar de não haver registro de ocorrências graves nos canais oficiais (193, do Corpo de Bombeiros, e 199, da Defesa Civil), o órgão reforça que o período chuvoso exige vigilância permanente. Chuvas intensas e concentradas, comuns nesta época, aumentam os riscos de alagamentos, enxurradas e elevação súbita de córregos, especialmente em áreas baixas e próximas a cursos d’água.

Orientações essenciais à população

A Defesa Civil destaca que a prevenção é a principal aliada para reduzir riscos e proteger vidas durante as precipitações. As recomendações incluem:

 Evitar transitar por áreas alagadas e não tentar atravessar vias com correnteza;

 Manter distância de córregos e observar sinais de risco, como aumento rápido do nível da água;

 Redobrar a atenção no trânsito, reduzindo a velocidade e evitando vias conhecidas por acumular água;

 Nunca se abrigar debaixo de árvores durante ventos fortes;

 Acionar imediatamente os canais oficiais em caso de emergência: 193 (Corpo de Bombeiros) ou 199 (Defesa Civil). WhatsApp da Defesa Civil de Cuiabá (plantão 24h): ( 65) 992444018

Como medida preventiva adicional, a população pode se cadastrar gratuitamente para receber alertas meteorológicos diretamente no celular: por SMS, enviando o CEP para 40199, ou pelo WhatsApp, adicionando o contato (61) 20344611.

A Defesa Civil segue em campo, com equipes técnicas monitorando áreas críticas e o tráfego urbano. Relatórios técnicos também são elaborados para orientar ações de manutenção preventiva. Em meio ao período chuvoso, a mensagem central permanece clara: informação de qualidade, atenção às orientações e resposta rápida são fundamentais para atravessar os dias de chuva com segurança.



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Gergelim ganha espaço em Mato Grosso e produção cresce mais de 17% em uma safra

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O gergelim tem se consolidado como alternativa estratégica para produtores rurais de Mato Grosso. Impulsionada pela abertura de mercados internacionais, pela adaptação às condições climáticas e pela possibilidade de diversificação da produção, a oleaginosa vem ganhando espaço como uma segunda opção de safra, em áreas antes ocupadas por outras culturas.

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A produção de gergelim em Mato Grosso apresentou crescimento expressivo de uma safra para outra. Na safra 2023/2024, o estado registrou produção de 246,1 mil toneladas, volume que avançou para 288,9 mil toneladas na safra 2024/2025, representando um aumento de 17,3%. O desempenho positivo também foi impulsionado pelo ganho de produtividade, que passou de 579,06 quilos por hectare na safra 2023/2024 para 720,09 quilos por hectare na safra 2024/2025, evidenciando a evolução do manejo e o uso de tecnologias no campo.

Segundo o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o crescimento do gergelim está diretamente ligado às oportunidades abertas no mercado externo. “No ano passado, a China abriu o mercado para o gergelim brasileiro. Já credenciamos mais de 20 empresas em Mato Grosso, o que estimulou investimentos em pesquisa e melhoramento de sementes”, afirmou.

Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que Mato Grosso deve cultivar cerca de 400 mil hectares de gergelim na safra 2025/2026, dentro de um total de 22,3 milhões de hectares destinados à produção de grãos no Estado. A produção estimada é de aproximadamente 288 mil toneladas, com expectativa de crescimento tanto da área plantada quanto do volume produzido.

A tendência de expansão está associada, sobretudo, à substituição do milho em regiões onde a estiagem ocorre mais cedo, como o Araguaia. Nesses locais, o gergelim tem se mostrado uma opção viável, dependendo da janela de plantio. “Em regiões com menor índice de chuvas, o gergelim passa a ser uma alternativa importante ao milho, especialmente quando bem planejado dentro do calendário agrícola”, destacou o secretário.

A produtividade média da cultura em Mato Grosso é de cerca de 700 quilos por hectare, com potencial para alcançar até mil quilos por hectare. Para avançar nesse desempenho, produtores têm investido em ajustes no manejo e na adaptação de máquinas. “O produtor tem conseguido adaptar a mesma colheitadeira usada na soja para colher o gergelim, o que reduz custos e facilita a adoção da cultura”, explicou César Miranda.

No Estado, o plantio do gergelim ocorre geralmente entre o final de fevereiro e o início de março, após a colheita da soja, com ciclo produtivo de aproximadamente 120 dias. Atualmente, cerca de 99% da produção mato-grossense é destinada à exportação, reforçando o perfil da cultura voltado ao mercado internacional.

As características do mercado externo também influenciam a escolha das variedades. Em Mato Grosso, a mais utilizada é a K3, voltada à produção de óleo, enquanto o mercado asiático busca, principalmente, a variedade doce K2, que possui maior valor comercial. “Na China, por exemplo, o consumo de óleo de gergelim é muito maior do que o de óleo de soja, o que amplia a demanda pelo produto brasileiro”, afirmou o secretário.

O fortalecimento da cultura do gergelim também está inserido em uma estratégia mais ampla de diversificação e agregação de valor à produção estadual. “Além de ampliar as opções para o produtor rural, estamos trabalhando para abrir mercados e estimular a industrialização dentro do Estado, inclusive com a Zona de Processamento de Exportação, que cria um ambiente favorável para novos investimentos”, concluiu César Miranda.

O tema foi abordado pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, em entrevista concedida ao programa Força do Agro, da Revista Oeste, exibido nesta terça-feira (3).



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Jayme afirma que Abílio é ‘leviano’ e ‘não tem equilíbrio’

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Agência Senado/Reprodução

O senador Jayme Campos critica a gestão do prefeito Abílio Brunini (detalhe) na Prefeitura de Cuiabá

O senador Jayme Campos (União) não poupou críticas a Abílio Brunini (PL), diante das recentes declarações do prefeito de Cuiabá contra o MDB e a filiação da vice-prefeita Vânia Rosa à legenda.

Ela estava filiada ao Novo, pelo qual disputou as eleições, em 2024.

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Para o congressista, o gestor municipal tem ultrapassado limites ao tratar do assunto, de forma pública e reiterada.

Jayme disse que a postura adotada por Abilio compromete o respeito institucional e o próprio ambiente democrático, ao transformar divergências políticas em ataques que, segundo ele, “carecem de cautela e equilíbrio”.

“Com todo o respeito, mas a língua dele é maior do que a boca. Isso está sendo muito prejudicial, porque ele faz, às vezes de forma até leviana, ponderações que não são ideais no campo democrático, do respeito”, afirmou o senador.

Na última segunda-feira (2), data em que a vice-prefeita oficializou a sua filiação ao MDB, o prefeito evitou comentar sobre a atitude de Vânia, mas disparou a metralhadora contra o partido escolhido por ela.

Segundo ele, trata-se de uma sigla com a qual não possui qualquer afinidade política.

Afirmou que o MDB não o representa, nem reflete o projeto de país que defende, além de integrar a base de apoio do presidente Lula (PT).

Abilio também vinculou o partido ao ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), destacando que o filho do ex-gestor Emanuel Neto, o “Emanuelzinho”, exerce mandato de deputado federal pela legenda.

Além do embate político, Jayme Campos revelou que a relação pessoal com o prefeito é marcada por dificuldades.

Segundo o senador, apesar de tentar manter uma postura respeitosa, o diálogo com Abilio é “complicado” e não favorece a construção de uma convivência institucional harmoniosa.

O senador também trouxe à tona a questão dos recursos destinados à capital mato-grossese.

Ele afirmou já ter articulado e encaminhado cerca de R$ 9 milhões para Cuiabá, sem qualquer retorno ou reconhecimento formal por parte do prefeito.

De acordo com Jayme, os valores contribuíram para aliviar problemas enfrentados pela cidade, ainda que não tenham sido acompanhados de gestos institucionais de agradecimento.





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