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a “liberdade” pode ser apenas uma gaiola dourada

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Por André Cruz, CEO da Digital Manager Guru*

Vivemos sob uma ilusão confortável. Acreditamos que, ao criar uma conta em uma grande plataforma, subir alguns produtos e começar a vender, nos tornamos empresários. Donos do próprio destino. Mas, se formos brutalmente honestos, e a honestidade é o único caminho para a sobrevivência, a maioria não é dona de nada. Na melhor das hipóteses, é serva em um ‘feudo digital alheio’.

No feudalismo medieval, o servo trabalhava na terra do senhor, entregava uma parte substancial da colheita e, em troca, recebia “proteção” e o direito de continuar existindo naquele solo. Hoje, trocamos a terra por “tráfego” e a colheita por “taxas percentuais”. O pacto permanece o mesmo: você trabalha, investe, e corre o risco. O senhor feudal, a plataforma, cobra o pedágio, dita as regras, e, se o castelo “falir”, retém os seus lucros. Isso não é empreendedorismo, e sim servidão remunerada.

Mas algo mudou a atmosfera do mercado. Existe uma vibração que os desatentos ignoram, mas que os visionários já sabem. É o som das correntes se partindo. O e-commerce brasileiro não está apenas crescendo; ele está amadurecendo e se rebelando. Os dados recentes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) são a prova cabal dessa insurreição silenciosa. Em 2024, o setor movimentou R$225 bilhões, mas o dado que realmente importa é este: 30% desse volume, cerca de R$67 bilhões, veio das micro e pequenas empresas.

O que esses números gritam é que o pequeno não precisa mais pedir licença para o gigante. Esses R$67 bilhões não foram gerados por quem aceita passivamente deixar 10%, 15% ou 20% da sua margem na mesa em troca de “facilidade”. Foram gerados por quem entendeu que a tecnologia deve ser uma ferramenta de libertação, não de aprisionamento.

A provocação que faço aqui é a seguinte: quando você paga uma taxa percentual sobre a venda para uma plataforma, não está apenas perdendo dinheiro, mas financiando o seu próprio carcereiro, e pagando para que eles tenham mais dados sobre o seu cliente do que você. Para que treinem algoritmos que, amanhã, oferecerão o produto do seu concorrente para a audiência que você pagou para conquistar. No modelo dependente, o seu sucesso alimenta o sistema que, eventualmente, tornará você obsoleto.

O e-commerce independente, ou o que prefiro chamar de “Comércio Soberano”, é a resposta filosófica e prática a esse cenário. Não é apenas sobre fugir de taxas abusivas (embora isso seja vital para a saúde do caixa), e sim sobre Soberania de Dados. Num mundo onde a atenção é o novo petróleo, terceirizar a relação com o cliente é suicídio estratégico. Quem opera de forma independente não constrói apenas vendas, constrói ativos.

O mito da complexidade e a barreira da preguiça

Vejo muitos empreendedores paralisados pelo mito da complexidade técnica. “Não sou programador, não sei configurar servidores”. A boa notícia é que esse argumento morreu. Hoje, existem plataformas de vendas e integração que conectam tudo, checkout, logística, marketing, sem que você precise escrever uma única linha de código. A tecnologia já foi democratizada e simplificada.

O que dá trabalho de verdade não é a operação, é a migração. Porque as plataformas do modelo “só pague se vender” desenham seus sistemas para serem gaiolas perfeitas. Exigem exclusividade no processamento de pagamentos, dificultam a exportação da sua base de clientes e criam barreiras técnicas propositais para impedir integrações externas. A dificuldade não está em ser independente, mas em conseguir sair da dependência que criaram. Elas contam com a sua preguiça de enfrentar essa transição para continuar mordendo seu faturamento. Mas vencer essa barreira de saída é o único caminho para recuperar o lucro e, finalmente, sair da escravidão digital.

A revolução dos neobancos já nos ensinou que é possível ter serviços melhores, mais justos e transparentes sem se curvar às instituições seculares que lucravam com a nossa inércia. O e-commerce vive agora o seu momento de ruptura. Estamos vendo o surgimento de uma nova classe de comerciantes: ágeis, donos de seus dados, obcecados por margem de lucro real (e não métricas de vaidade)  e, acima de tudo, livres. Eles entenderam que autonomia não é um luxo, é uma estratégia de defesa e ataque.

Se você ainda está confortável pagando para operar no terreno dos outros, cuidado: o inverno chega para todos os inquilinos. Mas para os donos da terra, para os soberanos de suas operações, o futuro nunca foi tão promissor. A pergunta não é se você vai migrar para o modelo independente, mas se vai fazer isso enquanto ainda tem caixa para investir na sua liberdade, ou vai esperar até que o algoritmo decida que o seu negócio não é mais necessário. A escolha, como sempre, é sua. A pílula azul da conveniência cara, ou a pílula vermelha da responsabilidade lucrativa? Bem-vindo ao mundo real.

*André Cruz possui mais de 20 anos de experiência em criação de soluções inteligentes por meio de sistemas, além de sólida trajetória no setor de e-commerce. Atuou como Gerente de Relacionamento na VTEX, onde desenvolveu estratégias para otimizar operações de e-commerce; foi Sócio e Gestor de TI do BioStore Ecommerce Group, consultoria especializada em e-commerce, sendo o primeiro parceiro 100% nacional da Magento.

A frente da Digital Manager Guru, plataforma de vendas online que centraliza tudo o que é necessário para uma estratégia digital eficaz, incluindo checkouts de alta conversão, métricas e indicadores, ROI em tempo real e centenas de integrações com ferramentas de marketing e pós-vendas. A empresa cria um ecossistema completo para turbinar vendas online, movimentando mais de R$4 bilhões por ano e com atuação no Brasil, Europa e Estados Unidos.



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Lula lidera disputas de 1º turno contra Flávio e Tarcísio; veja os resultados da nova Paraná Pesquisas – CartaCapital

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o líder de intenções de voto na busca pela reeleição, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira 29 pelo instituto Paraná Pesquisas. O petista, porém, deve ter disputa dura caso vá para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) ou Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Flávio, indicado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como seu sucessor, é o pré-candidato que mais se aproxima de Lula em eventual disputa de primeiro turno. Tarcísio, que garante que não vai concorrer à Presidência, e sim buscar a reeleição em São Paulo, enfrenta maior dificuldade para conquistar a totalidade dos votos bolsonaristas.

O levantamento foi elaborado antes do anúncio da troca de partido do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que deixou o União Brasil e foi para o PSD. Assim, em um dos cenários testados, a legenda comandada por Gilberto Kassab tem mais de um candidato apresentado como opção.

Veja os números para as simulações de primeiro turno:

Cenário 1

  • Lula (PT) – 39,8%
  • Flávio Bolsonaro (PL) – 33,1%
  • Ratinho Junior (PSD) – 6,5%
  • Ronaldo Caiado (PSD) – 3,7%
  • Romeu Zema (Novo) – 2,8%
  • Renan Santos (Missão) – 1,5%
  • Aldo Rebelo (DC) – 1,1%
  • Não sabe/não opinou – 4,7%
  • Nenhum/branco/nulo – 6,8%

Cenário 2

  • Lula (PT) – 40,7%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 27,5%
  • Ronaldo Caiado (PSD) – 6,6%
  • Romeu Zema (Novo) – 4,4%
  • Renan Santos (Missão) – 2%
  • Aldo Rebelo (DC) – 1,4%
  • Não sabe/não opinou – 6,6%
  • Nenhum/branco/nulo – 10,8%

Segundo turno

Nos cenários de segundo turno testados, Lula aparece numericamente à frente de seus potenciais adversários, embora esteja em situação de empate técnico com Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais. O governador do Paraná, Ratinho Jr., foi o último testado e seria superado com certa facilidade pelo atual presidente, de acordo com o levantamento.

Veja os percentuais:

Lula x Flávio

  • Lula (PT) – 44,8%
  • Flávio Bolsonaro (PL) – 42,2%
  • Não sabe/não opinou – 4,7%
  • Nenhum/branco/nulo – 8,3%

Lula x Tarcísio

  • Lula (PT) – 43,9%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 42,5%
  • Não sabe/não opinou – 4,6%
  • Nenhum/branco/nulo – 9,1%

Lula x Ratinho

  • Lula (PT) – 44,7%
  • Ratinho Junior (PSD) – 38,9%
  • Não sabe/não opinou – 5%
  • Nenhum/branco/nulo – 11,4%

O Paraná Pesquisas ouviu 2.080 eleitores, nos 26 estados e no Distrito Federal, entre os dias 25 e 28 de janeiro. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-08254/2026.



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PJC cumpre prisão contra suspeito de difundir ideologias neonazistas e incitar atentados em escolas

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (29) a operação Enigma, para o cumprimento de três mandados judiciais, sendo um de prisão, no interior do estado, tendo como alvo um jovem de 20 anos, morador de Gaúcha do Norte (580 km de Cuiabá), investigado por utilizar redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis. 

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As ordens judiciais, de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo telemático, foram expedidas pela Justiça com base em investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que identificaram o suspeito.

O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Paranatinga.

As investigações tiveram início a partir de um alerta da Homeland Security Investigations (HSI), agência ligada à Embaixada dos Estados Unidos, que encaminhou as informações para a unidade especializada em Mato Grosso. 

Com o avanço dos trabalhos, foi apontado que o investigado utilizava redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis. Em suas publicações, o suspeito incitava e manifestava vontade de praticar atos de extrema violência em locais públicos, visando especificamente judeus e a população negra.

A equipe de investigação da DRCI conseguiu superar as camadas de anonimização utilizadas pelo suspeito, estabelecendo o nexo causal entre as ameaças e obtendo a sua identidade civil. Além da incitação a massacres escolares, a investigação revelou que ele utilizava o ambiente digital para a prática de racismo.

O delegado responsável pelas investigações, Guilherme da Rocha,  destaca que a intervenção estatal imediata foi indispensável para evitar a concretização de atos violentos. 

“O investigado demonstrava estar em estágio avançado de radicalização, com intenções de vandalizar mesquitas e praticar atos de violência contra a população negra”, disse o delegado.

Segundo o  delegado titular da DRCI, Sued Dias da Silva Júnior, com a deflagração desta fase ostensiva, a Polícia Civil de Mato Grosso reafirma sua posição de vanguarda no combate ao crime cibernético. 

“A atuação da DRCI não apenas retira de circulação um indivíduo de altíssima periculosidade social, mas assegura a paz social, a incolumidade pública e a dignidade da população mato-grossense”, ressalta o titular.

Enigma

O nome da operação foi dado em alusão à quebra da criptografia da máquina nazista Enigma pelas forças aliadas. Da mesma forma, a DRCI superou as tentativas de anonimização do investigado, com clara motivação neonazista, obtendo êxito em identificá-lo e dar cumprimento aos mandados judiciais em seu desfavor.



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Percepção de aumento da corrupção sob Lula sobe 10 pontos em 2 anos

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<br /> Percepção de aumento da corrupção sob Lula sobe 10 pontos em 2 anos





Percepção de aumento da corrupção sob Lula sobe 10 pontos em 2 anos


































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Paraná Pesquisas traz Lula líder em 1º turno e empates técnicos no 2º

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O novo levantamento nacional do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta quinta-feira (29/1), aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto no primeiro turno das eleições de 2026 e cenários de empate técnico em eventuais disputas de segundo turno.

O estudo ouviu 2.080 eleitores, em 160 municípios, distribuídos pelos 26 estados e o Distrito Federal, entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Na pesquisa, Lula aparece com 39,8% das intenções de voto em um primeiro turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 33,1%. Em seguida, aparecem Ratinho Junior (PSD), com 6,5%, Ronaldo Caiado, agora do PSD, com 3,7%, e Romeu Zema (Novo), com 2,8%. Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo têm 1,5% e 1,1%, respectivamente.

Brancos, nulos e eleitores que não souberam ou não opinaram somaram 11,5%.

Arte com gráficos do primeiro cenário da pesquisa - Metrópoles

Em um segundo cenário de primeiro turno, contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula também lidera, com 40,7% das intenções. O atual governador de São Paulo marcou 27,5%. Caiado aparece com 6,6%, Zema com 4,4%, e Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo têm 2% e 1,4%, respectivamente.

Brancos, nulos e indecisos nesse cenário chegam a 17,4%.

Arte com gráficos do segundo cenário da pesquisa - Metrópoles

Segundo turno com disputas apertadas

A pesquisa indica empates técnicos nos três cenários de segundo turno testados, considerando uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Na disputa entre entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 44,8%, contra 42,2% do senador. Os que votariam em branco ou nulo e os que não souberam ou não responderam chegam a 13%.

Em uma eventual disputa entre Lula e Tarcísio de Freitas, Lula tem 43,9% das intenções de voto, enquanto o governador paulista soma 42,5%. Brancos, nulos e indecisos totalizam 13,7%.

No cenário entre Lula e Ratinho Junior, o presidente registra 44,7%, contra 38,9% do governador do Paraná. Outros 16,4% não escolheram nenhum dos dois ou não opinaram.

Arte com gráficos do segundo turno apontado pela pesquisa - Metrópoles

Lula merece ser reeleito?

Segundo o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, 51% dos entrevistados afirmam que o presidente Lula não merece ser reeleito. Já 45,3% avaliam que o petista merece um novo mandato, enquanto 3,8% disseram não saber ou não opinaram.

Arte com gráficos da pergunta se lula merece ser reeleito - Metrópoles



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Como investir no Tesouro Direto, debêntures, CRIs e CRAs após a manutenção da Selic?

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Seguindo o que o mercado já precificava, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu pela manutenção da taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (28). Embora esperada, a decisão traz uma mensagem importante para o investidor brasileiro: os juros continuarão altos, mas a estratégia para lucrar com a renda fixa mudou. 

Os agentes do mercado esperam que um ciclo de cortes comece em breve, o que muda a dinâmica da renda fixa, mas ainda deixa os juros básicos acima dos dois dígitos. Se até agora o investidor poderia apenas surfar a onda do CDI alto, o novo cenário exige uma alocação mais cuidadosa. 

Nos títulos públicos ainda há prêmios altos na comparação com a média histórica, enquanto no crédito privado, o excesso de demanda amassou os spreads (prêmio em relação ao CDI ou Tesouro IPCA+) e tornou mais arriscada a vida de quem compra olhando apenas para a rentabilidade.

Oportunidade com segurança!

Tesouro Direto

A manutenção da Selic não retirou a atratividade dos títulos públicos. Para os analistas, o cenário atual prolongou uma oportunidade de entrada que poucos esperavam que durasse tanto tempo.

A grande estrela continua sendo o Tesouro IPCA+. Segundo Camilla Dolle, head de renda fixa da XP, o mercado ainda entrega oportunidades para o investidor: “faz mais de um ano que vemos as NTN-Bs pagando IPCA + 7%, 7,5%, chegando a 8%. A gente não esperava que esse juro real ficasse tão elevado por tanto tempo”. 

Leia também: Tesouro Direto: taxas têm queda firme com fluxo estrangeiro para ‘kit Brasil’

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Com esses papéis ainda atrativos, há a possibilidade de comprá-los para carregar um juro real alto até o vencimento ou aproveitar o fechamento da curva para lucrar em uma saída antecipada. “Tem muita coisa para acontecer nesse ano no mercado e o investidor pode, eventualmente, ter um ganho de capital interessante antes do vencimento”, diz Dolle. O time da XP recomenda duration de cinco a seis anos nos papéis de inflação. 

Ian Lima, gestor de renda fixa da Inter Asset, destaca que “as NTN-Bs longas figuram entre os ativos de renda fixa mais descontados atualmente, sobretudo quando comparadas à Bolsa, com a qual mantêm forte correlação histórica, mas que carece de gatilhos para ganhos expressivos no curto prazo, por ser menos sensível ao ciclo corrente de juros”. 

Os prefixados, considerados mais arriscados, também podem ajudar os investidores a lucrar com a marcação a mercado, já que em breve a curva de juros deve fechar. “Os papéis com vencimento entre dois e três anos apresentam maior potencial de ganho de curto prazo”, segundo Lima. 

Já o Tesouro Selic “continua sendo uma ótima opção”, já que traz retorno alto com baixo risco, mas deve ser usado cada vez mais para reservas de emergência e oportunidade, segundo Camilla Dolle.

Cautela no crédito privado

Se nos títulos públicos o sinal é verde, no crédito privado – debêntures, CRIs, CRAs e FIDCs – a luz amarela acendeu. A maior preocupação não é com a falência das empresas, mas com o preço que se paga pelo risco.

Com os juros altos, houve uma corrida de investidores para o crédito privado nos últimos meses, o que amassou os spreads e fez com que gestores tivessem dificuldades de encontrar bons papéis para comprar com o dinheiro que entrou nos fundos de investimento.

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“A simetria do risco está menos favorável. O potencial de ganho para o crédito está cada vez mais limitado, enquanto o risco permanece igual, com emissores ainda alavancados” alerta Marcelo Soares, sócio da One Investimentos.

Leia também: Spreads desabam e empresas aproveitam para emitir recorde de debêntures em 2025

Daniel Pegorini, CEO da Valora, concorda que é improvável ver novos fechamentos de taxas. “Acreditamos que esse ambiente de maior liquidez pode provocar algumas distorções de preços. É importante que o investidor seja seletivo ao analisar se a qualidade de crédito condiz com o preço mais baixo”.

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Neste cenário de prêmios magros e Selic alta pressionando o caixa das empresas, a seletividade é a regra. A preferência dos especialistas está em empresas posicionadas em setores defensivos, como energia e saneamento básico. “Temos visto boas oportunidades em debêntures incentivadas e fundos de infraestrutura, que permitem alocação em ativos que remuneram em juro real ao mesmo tempo em que mitigam os riscos de crédito, caso haja uma seleção criteriosa”, diz Pegorini.

Para quem procura retornos maiores, os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) surgem como opção. “Apesar de ser uma classe mais high yield, o aumento dos juros também elevou a taxa de desconto dos recebíveis, resultando numa equação positiva, avalia o CEO da Valora.

Setores dependentes de crédito barato e consumo, como varejo e construção, inspiram cautela. Soares, da One, sugere evitar papéis de empresas muito alavancadas que dependem de rolar dívida num ambiente de juros que teimam em não cair.

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Por fim, uma tendência clara apontada pelos especialistas é a migração de indexadores dentro do crédito privado. Embora o CDI ainda pague bem no curto prazo, a visão de médio prazo favorece a migração para papéis de inflação. “Já é o momento para considerar uma exposição em IPCA+, ficando ali mais para o meio da curva, até que de fato comecem os cortes e esse juro real venha beneficiar”, conclui Soares.



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Vice do PT quer “fechar” com centro para garantir vitória nos estados

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Em outubro deste ano, mais de 150 milhões de brasileiros vão às urnas. Com dois terços das cadeiras do Senado disponíveis, direita e esquerda têm voltado suas atenções para a disputa.

O vice-presidente do PT, Washington Quaquá, avalia que a posição estratégica do Senado vem da atuação da Casa em questões de Estado consideradas relevantes. Dentre elas, ele lista a sabatina de ministros indicados ao Supremo Tribunal Federal (STF) e de novos embaixadores, além da possibilidade de decisão sobre impeachment de ministros do STF.

Para enfrentar a estratégia da direita, que também buscar ampliar sua presença no Senado, o PT do presidente Lula tem se posicionado para impedir que o projeto de poder dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prospere, como destacou Quaquá.

“Do outro lado, na ultradireita, lá no bolsonarismo, existe toda uma política de descontração das instituições democráticas. Então, impedir que eles tenham maioria no Senado para poder impor uma política autoritária ao país é fundamental”, afirmou.

Para garantir essas vitórias nos estados, o dirigente do partido defende que alianças com o centro sejam priorizadas. “Tenho defendido que em todos os estados, a esquerda tenha uma aliança prioritária com o centro. Como são duas candidaturas, sempre uma candidatura de esquerda aliada a uma de centro para que juntas as duas possam vencer a ultradireita e ter um senado democrático”, argumentou.

Vice-presidente do PT, Washington Quaquá nega filiação de Oruam ao partido
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Vice-presidente do PT, Washington Quaquá nega filiação de Oruam ao partido

Agência Câmara

Washington Quaquá, prefeito de Maricá
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Washington Quaquá, prefeito de Maricá

Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Deputado Washington Quaquá criticou ação da PF
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Deputado Washington Quaquá criticou ação da PF

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Diretriz do partido

A direção nacional do PT aprovou uma resolução em dezembro do ano passado para guiar as negociações políticas neste ano. O partido prioriza a construção de chapas “competitivas” para o Senado para sustentar a campanha de Lula à reeleição e garantir sua governabilidade.

Segundo o documento, “o Senado, em particular, deve ser tratado como prioridade, uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas”. Por isso, o partido vê como imprescindível disputar as vagas “com força”, se valendo de alianças e mobilização social.



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Cantor da banda Chicabana sofre acidente na Bahia: "Carro capotou"

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Cantor da banda Chicabana sofre acidente na Bahia: “Carro capotou”



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O sinal do Copom sobre o início do corte na Selic, hoje em 15% – CartaCapital

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O Comitê de Política Monetária do Banco Central indicou que pode reduzir a taxa básica de juros na sua próxima reunião, em 17 e 18 de março. Decidiu nesta quarta-feira 28, porém, manter a Selic em 15%, o maior nível desde julho de 2006.

Ao anunciar a decisão, o BC afirmou haver “elevada incerteza” no atual cenário, o que exigiria cautela na condução da política monetária. Disse também que a estratégia em curso é adequada para levar a inflação de volta à meta.

“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz o comunicado divulgado.

Segundo o Copom, o compromisso com a meta de inflação “impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”.

Foi a quinta reunião consecutiva na qual o Comitê optou por manter a Selic em 15% ao ano.



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‘Não vou nem responder’

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O vereador de Cuiabá Chico 2000 (sem partido) ironizou um jornalista que o procurou para questioná-lo sobre a destinação de de emendas parlamentares ao Instituto Brasil Central (Ibrace), entidade que organiza corridas de rua apoiadas pelo parlamentar. Tanto o vereador quanto o instituto são investigados na Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (27).  A troca de mensagens, que integra o inquérito da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), revela a reação do parlamentar às perguntas do repórter. Conforme o relatório, em 26 de março de 2025, o então repórter do jornal A Gazeta Lázaro Thor Borges enviou mensagens pelo WhatsApp perguntando sobre as emendas ao Ibrace e sobre a organização de corridas. Ao recebê-las, Chico 2000 encaminhou as mensagens diretamente ao empresário João Chiroli – dono da Chirole Esportes -, comentando de forma irônica: “Olha aí Chiroli, essa Gazeta vou te contar, viu? Os caras ficam procurando pelo em ovo. Não vou nem responder. Estou mandando só pra você ter conhecimento”. A investigação aponta que Chico, assessores e o empresário atuavam em associação para direcionar emendas parlamentares ao instituto e à empresa de Chiroli. Chico destinou R$ 3,5 milhões em emendas para o instituto para a realização de corridas de rua em Cuiabá. Parte dos recursos públicos seria então “devolvida” ao vereador responsável pela indicação. Chico 2000 e assessores foram afastados do cargo no âmbito da operação.



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