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Instituto canalizava dinheiro; 6 vereadores são citados em trama

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Edniilson Aguiar/Arquivo

A sede da Câmara Municipal de Cuiabá, que foi alvo da Operação Gorjeta, da Políicia Civil

A decisão judicial que deu sustentação à Operação Gorjeta, da Polícia Civil, abriu a “caixa-preta” dos repasses feitos pelo Município de Cuiabá ao Instituto Brasil Central (Ibrace) e revelou um fluxo de R$ 5,48 milhões em recursos públicos transferidos, entre o fim de 2022 e abril de 2025.

O mapeamento dos valores, extraído do Portal da Transparência e analisado pela Justiça, mostrou não apenas quem destinou as emendas parlamentares, mas também a concentração significativa dos recursos em torno do vereador afastado Chico 2000 (PL).

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O parlamentar é o principal alvo da operação, deflagrada na manhã da terça-feira (27) e que investiga um esquema de desvio de emendas parlamentares da Câmara Municipal de Cuiabá.

O levantamento técnico citado na decisão aponta que a maior parte do dinheiro chegou ao instituto por meio de emendas impositivas indicadas por vereadores da capital, com destaque absoluto para Chico 2000, responsável direto ou indireto pela maior fatia dos repasses.

Os dados consolidados indicam que o vereador destinou R$ 3,55 milhões em emendas próprias ao instituto.

Além disso, participou de uma emenda compartilhada com o vereador Dídimo Vovô, no valor de R$ 200 mil.

Somados, os valores atribuídos ao parlamentar alcançam R$ 3,65 milhões.

Outros vereadores também aparecem como autores de emendas direcionadas ao Ibrace.

Luiz Fernando (Republicanos) indicou R$ 350 mil; Kássio Coelho (Podemos), R$ 400 mil; Wilson Kero Kero (PMB) destinou R$ 307 mil de forma individual e outros R$ 317.213,00, em conjunto com Lilo Pinheiro (PP).

Há ainda R$ 365.574,00, cuja autoria não foi especificada nos registros analisados.

O conjunto desses repasses fecha o total de R$ 5.489.787 transferidos ao instituto no período investigado.

Na avaliação do Judiciário, o dado que mais chama atenção é a concentração dos recursos.

A magistrada responsável pelo caso destacou que cerca de 66% de todo o dinheiro recebido pelo Ibrace teve origem em emendas vinculadas a Chico 2000, percentual considerado elevado para um único parlamentar, em um intervalo relativamente curto.

Esse padrão de concentração foi apontado como um dos elementos centrais para justificar a intensificação das investigações e a adoção de medidas cautelares, incluindo o afastamento do vereador do cargo.

EVENTOS ESPORTIVOS E CONTRATOS RECORRENTES – Os recursos públicos repassados ao instituto foram utilizados, majoritariamente, para a realização de eventos esportivos, especialmente corridas de rua, formalizadas por Termos de Fomento com a Secretaria Municipal de Esportes.

Entre os eventos citados, estão a Corrida do Senhor Bom Jesus de Cuiabá e a Corrida do Legislativo Cuiabano.

Segundo a decisão, a execução dessas ações ficou, de forma recorrente, sob responsabilidade da empresa Sem Limite Esporte e Eventos Ltda., conhecida como Chiroli Esportes.

A repetição da mesma empresa como organizadora, aliada à velocidade com que o instituto repassava os recursos recebidos, levantou suspeitas de que o Ibrace atuaria apenas como intermediário formal dos contratos.

SUSPEITA DE DIRECIONAMENTO – Outro ponto sensível destacado pela Justiça envolve mensagens extraídas do celular do vereador Chico 2000, apreendido em operação anterior.

Os diálogos mostram conversas diretas com o empresário João Nery Chiroli sobre a organização dos eventos financiados pelas emendas, incluindo referências à participação do empresário em reuniões oficiais relacionadas aos projetos.

Para o juízo, o cruzamento entre a origem das emendas, a concentração dos valores, a escolha reiterada da mesma empresa executora e o conteúdo das mensagens forma um conjunto de indícios que aponta para possível direcionamento de recursos públicos e retorno indevido.

A Operação Gorjeta investiga, em tese, a prática de crimes como peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A análise detalhada dos repasses, do papel de cada parlamentar e da execução dos projetos continua em andamento, e a própria decisão judicial ressalta que novos desdobramentos não estão descartados à medida que o inquérito avança.





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Tesouro altera limites do estoque da dívida previstos no PAF de 2026

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O Tesouro Nacional anunciou, nesta quarta-feira (28/1), a revisão dos limites de referência para o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) definidos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2026.

A partir de agora, o limite mínimo do estoque da dívida subiu para R$ 9,7 trilhões e o limite máximo aumentou para R$ 10,3 trilhões. A variação original era de R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões no ano.

O PAF é um dos principais instrumentos que o Tesouro Nacional dispõe para informar os rumos adotados na condução da dívida pública federal. O documento reúne os objetivos, diretrizes e metas que serão observados na gestão da dívida em um determinado ano.

O Tesouro afirmou que os novos limites no PAF foram desenhados para garantir que o Governo Federal disponha dos recursos necessários ao longo do ano, mantendo a reserva de liquidez em patamar adequado e promovendo o equilíbrio entre custo e risco da DPF.

“O PAF 2026 foi construído com base em um cenário externo desafiador, caracterizado por um ambiente global de comércio mais restritivo, incerteza na trajetória das principais moedas e altas taxas de juros, e um cenário doméstico que reflete tanto otimismo quanto desafios referentes à sustentabilidade fiscal e ao controle da trajetória da dívida pública”, avaliou o Tesouro.



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Primeira-dama visita futuro Centro Amar, que será inaugurado no dia 2 de fevereiro | Notícias

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A primeira-dama e vereadora Samantha Iris realizou mais uma visita técnica ao futuro Centro Amar, estrutura da Secretaria Municipal de Educação que será inaugurada no próximo dia 2 de fevereiro e vai ampliar o atendimento especializado aos estudantes com autismo e outras neurodiversidades da rede municipal de Cuiabá. A unidade está sendo preparada para funcionar como um importante braço de apoio pedagógico da futura Casa do Autista, fortalecendo a política de inclusão no município.

Durante a visita, nesta segunda-feira (26) Samantha destacou que o espaço nasce para suprir uma demanda histórica da rede pública, oferecendo suporte multidisciplinar aos alunos que apresentam diferentes necessidades no processo de aprendizagem. “O Centro Amar será um braço da Casa do Autista e terá como principal função o apoio pedagógico aos autistas e neurodivergentes da rede municipal. É um espaço pensado para acolher, orientar e fortalecer o desenvolvimento das nossas crianças, garantindo mais inclusão e qualidade no ensino”, afirmou.

O local foi concebido para atender não apenas o público com Transtorno do Espectro Autista, mas também estudantes com outras neurodiversidades e dificuldades de aprendizagem, reunindo atendimentos de diferentes especialidades de forma integrada. A proposta é que o centro atue como uma estrutura de apoio permanente à Secretaria de Educação, auxiliando escolas, professores e famílias no acompanhamento pedagógico e no desenvolvimento global dos alunos.

A implantação do Centro Amar exigiu adequações importantes no prédio, especialmente relacionadas à acessibilidade, já que a edificação é antiga e não foi projetada dentro dos padrões atuais de inclusão. Estão sendo realizadas adaptações arquitetônicas para garantir circulação segura, acesso adequado aos ambientes e conforto para alunos e profissionais. O espaço contará com dois pavimentos, com funcionamento gradual conforme a conclusão das adequações.

Além do caráter educacional, o planejamento prevê, em etapas futuras, a incorporação de atendimentos na área da saúde, o que permitirá contribuir com processos de avaliação, diagnóstico e emissão de laudos, ampliando o suporte às famílias. A iniciativa dialoga com a proposta da Casa do Autista, que terá foco principal na saúde, enquanto o Centro Amar atuará prioritariamente no campo pedagógico.

A visita reforça o compromisso da gestão municipal em estruturar políticas públicas voltadas à inclusão, acessibilidade e cuidado integral das crianças com deficiência e neurodivergências, consolidando novos equipamentos públicos que fortalecem a rede de proteção e garantem mais oportunidades de desenvolvimento para os estudantes de Cuiabá.

 



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Inscrições para processo seletivo de Várzea Grande ocorrem até dia cinco de março – Inscrições para processo seletivo de Várzea Grande ocorrem até dia cinco de março

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A Prefeitura de Várzea Grande divulgou o edital do novo processo seletivo simplificado que vai preencher 485 vagas em diversos cargos, além de formar cadastro de reserva. As oportunidades abrangem os níveis fundamental, médio e superior, com remunerações entre R$ 1.621,00 e R$ 2.843,84 para jornadas de 40 horas semanais, exceto para o cargo de Assistente Social, que possui carga de 30 horas.

As inscrições devem ser realizadas no site do Instituto Selecon até 5 de março de 2026, mediante pagamento da taxa de R$ 78,00 para nível fundamental, R$ 95,00 para nível médio e R$ 120,00 para nível superior. A inscrição só é confirmada após a compensação do pagamento, e a leitura atenta do edital é recomendada.

Para o nível fundamental, o edital oferece 160 vagas imediatas em funções como gari, além de cadastro de reserva para pedreiro, eletricista e outras áreas. No nível médio, são 200 vagas distribuídas entre agente administrativo, agente de serviços gerais, cuidador, facilitador, fotógrafo, orientador educacional e motorista. Já para o nível superior, estão previstas 125 vagas para cargos como administrador, assistente social, programador de web, economista, engenheiro, jornalista, analista de sistemas, psicólogo, entre outros.

O processo seletivo contará com prova objetiva em 29 de março, aplicada a todos os candidatos, além de avaliação de títulos, conforme o cargo. O resultado final está previsto para 8 de maio de 2026.

Edital e inscrições: www.selecon.org.br



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Lula critica divisão na América Latina e “intervenções ilegais”

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<br /> Lula critica divisão na América Latina e “intervenções ilegais”





Lula critica divisão na América Latina e “intervenções ilegais”


































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Julier diz que Chico vem gerando prejuízos ‘morais’ e pede cassação de seu mandato por quebra de decoro

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O ex-juiz federal e advogado Julier Sebastião da Silva protocolou uma representação na Câmara de Cuiabá pedindo a cassação do vereador afastado Chico 2000 (sem partido), por quebra de decoro parlamentar.

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O pedido foi apresentado após o vereador ser apontado como principal alvo da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil para investigar um suposto esquema criminoso envolvendo emendas parlamentares.

Na representação, Julier destaca que a Câmara voltou a ser alvo de uma grande operação policial e que o episódio gerou nova exposição negativa ao Legislativo.

Conforme o documento, Chico 2000 é investigado por supostos crimes de desvio de recursos públicos, associação criminosa e lavagem de dinheiro, em um esquema que envolveria servidores públicos, um instituto sem fins lucrativos, empresas privadas e um empresário do setor esportivo.

Segundo o pedido, as investigações indicam que “o grupo teria se organizado para direcionar emendas parlamentares a um instituto e a uma empresa específica”, com parte dos recursos retornando ao vereador responsável pela indicação das emendas. A operação resultou no afastamento de Chico 2000 do mandato, bloqueio de bens, além de outras medidas cautelares impostas aos investigados.

Julier também ressalta que esta não é a primeira vez que o vereador se envolve em investigações policiais. Ele lembra que, em 2025, Chico 2000 já havia sido alvo da Operação Perfídia, que apurou um suposto esquema em que Chico 2000 teria recebido propina para aprovar os projetos da empresa responsável pelas obras do Contorne Leste.

Para o ex-juiz, a repetição de operações policiais envolvendo o mesmo vereador compromete a imagem da Casa de Leis. Além disso, ele cita que o durante o afastamento, Chico vai receber o salário de mais de R$ 30 mil, gerando prejuízo aos cofres da Câmara. No documento, Julier afirma que o representado “vem gerando prejuízos morais e financeiros à Casa de Leis Cuiabana”, que foi alvo de operações por três vezes em menos de um ano, ampliando o descrédito do Legislativo.

A representação sustenta que “o escândalo de corrupção supostamente praticada pelo ex-presidente da Casa de Leis, Vereador Chico 2000, fere gravemente o decoro parlamentar esperado de um legislador”, defendendo que a cassação do mandato é “eficaz e necessária” para preservar a honestidade, a transparência e os bons costumes no Parlamento municipal.

Ao final, Julier requer o recebimento e o prosseguimento da representação por quebra de decoro parlamentar, com a instalação de comissão processante e, ao término do processo, a perda do mandato de Chico 2000. O pedido foi protocolado no dia 27 de janeiro e aguarda análise da Mesa Diretora.



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Governo interpela Pedro Taques sobre nebuloso negócio com a Oi S/A

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Reprodução/Secom-MT

O ex-governador Pedro Taques (detalhe0 tem feito uma série de denúncia contra o acordo de milhões entre o Governo Mauro Mendes e a Oi S/A. PGE o interpelou

O Governo de Mato Grosso interpelou judicialmente o ex-procurador da República, ex- senador e ex-governador Pedro Taques sobre as críticas ao nebuloso negócio de venda de créditos da telefônica Oi S/A.

Taques é recém-filiado ao PSB e se coloca como candidato a candidato a uma das duas vagas para o Senado por Mato Grosso, mesmo cargo pleiteado por Mauro Mendes (União), governador em fim de mandato.

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Com mais de ano de atraso, já que as críticas se iniciaram em 2025, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) acionou judicialmente Taques, que tem sido um crítico impiedoso daas muitas mazelas decorrentes de atos do governador Mauro Mendes e sua equipe que resultaram na nebulosa negociação com a Empresa de Telecomunicações Oi S/A. que está em sua segunda Recuperação Judicial, na 7ª Vara Empresarial da Comarca do Rio de Janeiro, com mais de R$ 50 bilhões em dívidas.

O caso veio a tona por meio de uma denuncia da deputada Janaina Riva, presidente do MDB, naa tribuna da Assembleia Legislativa, e pela imprensa, principalmente e DIÁRIO e o site PNB Online, que apresentaram documentos que apontam que um escritório de advocacia em Cuiabá comprou créditos da empresa por R$ 82 milhões.

Esses créditos eram decorrentes de ações judiciais que passaram por todas as instâncias judiciais até chegarem ao Supremo Tribunal Federal (STF), em julgados conflituosos e cheios de nuances, por se tratar de dinheiro público e de altas somas.

Alguns dias depois de ter formalizada a compra dos créditos da Oi S/A, o escritório fechou uma negociação milionária com o Governo Mauro Mendes, que pagou R$ 308 milhões pelos mesmos créditos.

Para piorar a situação, a negociação foi feita por uma decisão judicial do desembargador Mário Kono, que decretou segredo de justiça, enquanto o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, decretou sigilo na operação.

Além disso, o pagamento dos R$ 308 milhões foi dividido em duas parcelas idênticas, que foram depositadas nos fundos de investimentos Royal Capital e Lotta Word, e não na conta do escritório de advocacia.

Ambos os fundos eram, a época administrados, por Fernando Luiz de Senna Figueiredo, que tinha outros negócios com familiares do governador Mauro Mendes e com membros de seu staff.

Em sua justificativa, a época dos fatos, o Governo, por meio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), emitiu nota oficial declarando que o negócio teria sido vantajoso para Mato Grosso, pois a dívida superaria os R$ 700 milhões. Portanto, teria economizado R$ 392 milhões ao pagar R$ 308 milhões.

Na Interpelação proposta pela PGE e assinada pelos procuradores Luis Otávio Trovo Marques de Souza, procurador-geral adjunto, Wilmer Cysne Prado e Vasconcelos Neto, subprocurador-Geral de Defesa do Patrimônio Público e Ações Estratégicas, e Wylerson Verano de Aquino Sousa, corregedor-geral, é citado que Taques tem publicado em suas redes sociais, de forma reiterada, vídeos nos quais afirma a existência de irregularidades, danos ao erário estadual e cometimento de crimes por agentes públicos, supostamente decorrentes de acordo celebrado pelo Estado e a Oi S.A., em abril de 2024.

Segundo as denúncias, o acordo teria sido ilegal, desvantajoso ao Estado e causador de prejuízos ao patrimônio público, resultando no cometimento de ilícitos penais, imputações que atingem diretamente a imagem institucional da Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e a honra de agentes públicos.

O acordo mencionado por Taques foi celebrado no âmbito da Câmara de Resolução Consensual de Conflitos do Estado de Mato Grosso (CONSENSO/MT), especificamente na Mesa de Autocomposição nº 026/Consenso-MT/2023, tendo como objeto a controvérsia judicial existente entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi S.A., relativa à Execução Fiscal nº 0018067-92.2009.8.11.0041.

No acordo, restou pactuada a restituição, pelo Estado de Mato Grosso, de valores que haviam sido anteriormente levantados pelo ente público no curso da referida execução fiscal, conforme expressamente consignado no Termo de Autocomposição.

“Diante disso, pelas razões a seguir expostas, o Estado de Mato Grosso, por meio da presente medida, busca formalmente cientificar o Interpelado de sua intenção de apurar as irregularidades por ele afirmadas e exortá-lo a apresentar os documentos e elementos probatórios que, segundo sustenta, comprovariam a ilegalidade, o alegado prejuízo ao erário e os crimes mencionados nos vídeos publicados em suas redes sociais”, diz o documento da PGE.

Em nenhum momento da peça de interpelação judicial, os procuradores do Estado lembram que, por decisão deles e do Poder Judiciário, o acordo que seria público e envolveria recursos públicos teve por parte da Justiça decretado seu segredo e por parte da PGE, sigilo.

Em um dos vídeos publicados, Pedro Taques afirma:

“Foi feito o acordo fora da lei (…) E o Mauro sabia de tudo. (…) Quais são as ilegalidades aqui? Primeiro: no escurinho, na calada da noite, na maracutaia. Acordo sigiloso, com dinheiro público. Segunda ilegalidade: A mesa de consenso não pode tratar de questões tributárias. Terceira ilegalidade: pagamento sem precatório. Fugiu a fila. Prejudicou milhares de credores do Estado. Quarta ilegalidade: a PGE não tinha o orçamento. O Gallo falou isso: ‘olha, neste caso pode, mas noutros casos, cuidado com a questão orçamentária’. Veja, este é o ofício. Acordo espúrio que roubou o povo de Mato Grosso. No próximo vídeo nós vamos falar sobre a organização criminosa. Sobre a facção dos “inhos” que roubaram 308 milhões de reais. Para onde foi parar o dinheiro?”

Em outro vídeo, ele avança ainda mais, sugerindo a prática de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial, nos seguintes termos:

“Amigas, amigos. A facção dos ‘inhos’, para fazer lavagem de dinheiro, ocultação do patrimônio. No ‘Oi, Mauro’. Funciona mais ou menos assim: como a bonequinha russa matrioska. Uma dentro da outra. Até chegar no destinatário final, os ‘inhos’. Esse caso do ‘Oi, Mauro’ é um escândalo. Mais de 308 milhões de reais roubados do povo de Mato Grosso. E nós vamos mostrar isso. (…) Muita gente vai ter que prestar contas. Porque na República a coisa é de todos. Não é de meia dúzia de ‘inhos’.”

O vídeo acrescenta:

“Amigas e amigos, esse ainda não é o capítulo 03, mas vocês sabem como funciona a lavagem de dinheiro no escândalo ‘Oi, Mauro’? Funciona como uma Matrioska, aquela bonequinha russa: uma empresa dentro da outra para ocultar o patrimônio e despistar o rastro do dinheiro sujo que foi parar com os Esquema dos ‘INHOS’. São mais de 308 milhões de reais roubados do povo de Mato Grosso. É um escândalo. (…) Muita gente vai ter que prestar contas.”

Além disso, em um dos vídeos, Pedro Taques expõe documentos oficiais relativos ao acordo, com assinaturas de procuradores do Estado, associando-os a supostas condutas ilícitas.

Para a PGE, “nota-se, portanto, que o Interpelado atribuiu publicamente a agentes públicos a prática de ilícitos administrativos e penais, com afirmativas categóricas e acusatórias, inclusive, com menções diretas à ocorrência de crimes, sem indicar documentos, fundamentos técnicos ou elementos concretos que lastreiem tais imputações”.

“Tais acusações graves, desacompanhada de elementos probatórios, têm potencial reflexo na honra funcional dos Procuradores do Estado signatários do acordo, na imagem institucional da Procuradoria-Geral do Estado e na confiança pública no órgão”, completa.

Ressalta que, não obstante as acusações feitas, o acordo:

a) foi precedido de Avaliação Jurídica de Autocomposição (AJA), na qual se analisaram, de forma minuciosa, os riscos jurídicos, econômicos e processuais envolvidos;

b) foi submetido ao controle jurisdicional, tendo sido homologado judicialmente nos autos da Ação Rescisória nº 1023106-25.2022.8.11.0000, conforme decisão judicial anexa; e

c) foi objeto de controle externo, tendo o Ministério Público de Contas do Estado de Mato Grosso, no âmbito de Representação de Natureza Externa proposta perante o Tribunal de Contas do Estado, emitido o Parecer nº 2.070/2025, no qual concluiu pela inexistência de indícios de irregularidades na condução da autocomposição, opinando pela improcedência da representação.

Portanto, verifica-se que houve, pelos órgãos competentes, o controle jurídico do acordo mencionado pelo Interpelado, não se constatando as irregularidades e ilegalidades afirmadas nos vídeos. Mesmo assim, o Interpelado foi categórico ao afirmar a ocorrência dos ilícitos mencionados, não apresentando elementos probatórios ou esclarecendo se houve a devida comunicação aos órgãos de controle.

Nesse contexto, torna-se juridicamente relevante e necessário que o Interpelado delimite o conteúdo de suas imputações, esclarecendo se suas falas constituem mera opinião política genérica, sem pretensão acusatória, ou correspondem a acusações objetivas de ilegalidade e de prática de ilícitos, hipótese em que se impõe a indicação clara dos fatos, fundamentos jurídicos e elementos probatórios.

A interpelação judicial revela-se, assim, instrumento idôneo para evitar a perpetuação de acusações vagas, genéricas ou difusas, que produzem efeitos lesivos à esfera institucional da Procuradoria-Geral do Estado.

Mais adiante na peça judicial, os procuradores destacam: “No caso concreto, não se pretende impor ao Interpelado qualquer obrigação, tampouco obter provimento jurisdicional de cunho condenatório. Busca-se, unicamente, a formalização de uma comunicação jurídica, por meio da qual o Estado manifesta sua vontade institucional de apurar as graves acusações publicamente divulgadas, conferindo ao Interpelado a oportunidade de externar, de modo formal, os fundamentos e documentos que embasam suas afirmações”.

“Além disso, a presente interpelação tem o objetivo de preservar a esfera jurídica institucional da Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso, viabilizando o direito de resposta institucional, a partir da clara identificação do conteúdo das imputações, e a delimitação objetiva da controvérsia, com vistas à adoção de providências futuras, se necessárias”, completa.

Mais detalhes da interpelação:

“Nesse contexto, a depender do conteúdo da resposta apresentada pelo Interpelado, a interpelação poderá, inclusive, subsidiar eventual ação futura, seja para tutela da moralidade administrativa, seja para proteção da honra objetiva institucional ou para repressão a abusos no exercício da liberdade de expressão.

Ressalte-se que, quando o discurso público ultrapassa a crítica política legítima e passa a imputar fatos tipificados como ilícitos, surge o dever jurídico de fundamentar tais afirmações, sob pena de abuso de direito, especialmente quando direcionadas a instituições públicas e a agentes no exercício regular de suas funções.

Com efeito, as declarações do Interpelado não se limitam a críticas genéricas, mas imputam ilegalidades, danos ao erário e cometimento de crimes. Tais imputações, quando desacompanhadas de prova e divulgadas em redes sociais, afetam diretamente a credibilidade institucional da PGE/MT, justificando a adoção de medida formal destinada a esclarecer os fatos e resguardar o interesse público.

A interpelação judicial, nesse contexto, revela-se instrumento legítimo, proporcional e juridicamente adequado, permitindo o esclarecimento das alegações, sem qualquer antecipação de juízo de valor ou imposição de sanções.

Diante do exposto, requer o Estado de Mato Grosso:

a) O recebimento e processamento da presente interpelação judicial, nos termos dos arts. 726 a 729 do Código de Processo Civil;

b) A intimação do Interpelado JOSÉ PEDRO GONÇALVES TAQUES, no endereço informado, para que tome ciência formal do conteúdo desta interpelação, e, se assim entender, manifeste-se expressamente sobre:

i) Se as afirmações veiculadas nos vídeos possuem natureza de mera opinião política genérica, ou se constituem acusações objetivas de ilegalidade e de prática de ilícitos;

ii) Quais atos específicos praticados pela Procuradoria-Geral do Estado ou por seus membros seriam, em sua ótica, ilegais, quais normas jurídicas teriam sido supostamente violadas e qual o fundamento da alegação de dano ao erário;

iii) Quais documentos ou provas embasam as acusações formuladas;

iv) Se comunicou formalmente tais supostas irregularidades a órgãos de controle ou persecução (Tribunal de Contas, Ministério Público, Polícia Judiciária ou outros);

c) Após a intimação do Interpelado, seja o interpelante Estado de Mato Grosso intimado para ciência.

O juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Civel de Cuiabá, informou, por meio de sua assessoria, que já tomou as devidas providências que o caso requer e que deverá ser expedida a interpelação.

Yale Sabo Mendes é titular do Núcleo de Justiça Digital de Execuções Fiscais Estaduais 4.0 e coube a ele apreciar um pedido formulado pelo escrit´rio de advocacia de um resíduo da negociação de R$ 308 milhões, decidida em sede de Tribunal de Justiça pelo desembargador Mário Kono. Mas, diante das denuncias à época, ele determinou a citação de todas as partes e que fosse ouvido o Juiz Universal – no caso, a titular da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro onde se encontra a Recuperação Judicial da Oi S/A, para saber se a Wald Administração de Falências e Empresas em Recuperação Judicial Ltda. teria sido informada da negociação e se os valores decorrentes da venda dos créditos R$ 82 milhões teriam ressarcido os credores.

Após idas e vindas, a juíza Simone Gastesi Chevrand confirmou que a negociação foi informada, o que levou o magistrado a liberar outros R$ 8 milhões.

Alguns dias após essa comunicação, em julho de 2025, a Justiça do Rio de Janeiro determinou medidas severas na gestão da Oi S/A, atualmente em sua segunda recuperação judicial (RJ), nomeando watchdogs (observadores/fiscalizadores) para acompanhar de perto as contas e operações da operadora.

A decisão foi tomada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do RJ, após a identificação de indícios de “impropriedades” e inconsistências nas informações financeiras apresentadas pela companhia.

No final do ano passado, a própria magistrada resolveu liquidar a Oi S/A em definitivo, diante de informação da insolvência e incapacidade da empresa em honrar seus compromissos.

A decisão provocou uma corrida desenfreada, principalmente por parte dos principais credores, os bancos Itaú e Bradesco, que conseguiram, algumas horas após a decretação da falência, reverter a decisão e voltar ao status quo da Recuperacão Judicial, que se arrasta até hoje, principalmente por vender ativos por valores infinitamente menores do que valem, como no caso com o Governo de Mato Grosso.





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Gleisi sobre encontro de Lula e Vorcaro em 2024: “Recebe muita gente”

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A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), minimizou o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A reunião, fora da agenda, ocorreu em dezembro de 2024, no Palácio do Planalto, como mostrou o Metrópoles, na coluna Andreza Matais.

A titular da articulação política do governo disse não ter conhecimento do teor da conversa, mas que o petista tem costume de receber empresários em seu gabinete.

“Qualquer que tenha sido a conversa, o presidente Lula recebe muita gente. Já recebeu outros donos de banco, já recebeu outras pessoas do mercado financeiro. A orientação do presidente para o governo era para atuar na estrita técnica e legalidade para a apuração dos fatos, e foi assim que aconteceu”, frisou a ministra em conversa com jornalistas, nesta quarta-feira (28/1).

“Isso é da natureza do cargo presidencial, conversar com todos da sociedade. Eu não vejo problema nenhum em relação a isso“, completou Gleisi.

Reunião

Nos últimos dias, veículos de imprensa passaram a noticiar relações do chefes do Banco Master com autoridades, incluindo dentro do governo. A reunião entre Lula e Vorcaro foi articulada pelo ex-ministro Guido Mantega.

De acordo com a coluna Andreza Matais, do Metrópoles, Mantega foi contratado como consultor do Master por R$ 1 milhão mensais, a pedido do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

O encontro entre Lula e Vorcaro durou cerca de uma hora e meia e contou com a presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Silveira (Minas e Energia), além de Gabriel Galípolo, então indicado para a presidência do Banco Central. Augusto Lima, que ocupava o cargo de CEO do Master, também participou.



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Sine Cuiabá oferece vagas para Operador de Caixa sem experiência | Notícias

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O Sine de Cuiabá está oferecendo nesta quarta-feira (28) 822 oportunidades de emprego para diversas áreas de atuação. A função de Operador de Caixa concentra um volume significativo, com 66 vagas disponíveis que exigem desde o ensino fundamental completo até o médio incompleto e completo. O salário base para a categoria é de R$ 1.621,00, acrescido de benefícios comuns a todas as oportunidades, como seguro de vida e assistência odontológica.

Dependendo da empresa contratante, o pacote de benefícios para Operador de Caixa pode ser ampliado com itens como assistência médica, vale-transporte, alimentação na empresa ou ticket alimentação, além de gratificações específicas como 10% de quebra de caixa e prêmio assiduidade. Há também oportunidades que oferecem convênios com universidades, SESC, auxílio combustível e kits maternidade ou enxoval para o bebê.

Resumo Geral das Vagas

O painel de vagas do SINE Municipal apresenta uma grande diversidade de funções, com destaque para a baixa exigência de experiência prévia em muitos cargos:

Vagas em Destaque por Volume: 

Auxiliar de Linha de Produção: 253 vagas (sendo 200 em uma única frente de trabalho que não exige experiência).

Repositor de Mercadorias: 54 vagas.

Ajudante de Carga e Descarga: 22 vagas.

Auxiliar de Conservação de Obras Civis: 30 vagas.

Maiores Salários: 

Técnico Automotivo: R$ 5.000,00.

Mecânico de Auto em Geral: R$ 4.000,00.

Eletricista: R$ 4.037,00.

Operador de Equipamentos Pesados/Máquinas: Entre R$ 3.880,00 e R$ 3.885,00.

Vagas Inclusivas (PCD): Estão abertas oportunidades exclusivas para Pessoas com Deficiência (PCD) nas funções de Auxiliar Administrativo (15 vagas) e Auxiliar de Contabilidade (01 vaga).

O Sine Municipal é administrado pela Secretaria Municipal de Trabalho.

Atendimento

Os interessados devem procurar o Sine, localizado na, localizado na Praça Rachid Jaudy, Centro, no prédio do Instituto Dante de Oliveira, em Cuiabá.

O horário de atendimento é das 8h às 17h.

Mais informações também podem ser obtidas pelo telefone e WhatsApp: (65) 99251-7480.

No local, também é oferecido atendimento ao Microempreendedor Individual (MEI), com apoio para abertura, regularização e encerramento do registro.

Serviços do Sine

O Sine Municipal realiza a intermediação de vagas de emprego e atendimento para solicitação do seguro-desemprego. Para ter acesso ao benefício, o trabalhador deve apresentar os documentos fornecidos pela empresa no momento da rescisão contratual. A solicitação é registrada diretamente no sistema do Governo Federal.

Informações importantes ao trabalhador

Mantenha o cadastro atualizado nos postos do Sine ou por canais digitais.

Consulta de vagas: empregabrasil.mte.gov.br 

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Confira as oportunidades

Ajudante de carga e descarga (não exige experiência) – 02 

Ajudante de carga e descarga de mercadoria (não exige experiência) – 10 

Ajudante de carga e descarga (não exige experiência) – 10 

Ajudante de motorista (não exige experiência) – 10 

Atendente de balcão (não exige experiência) – 08 

Auxiliar administrativo – PCD (não exige experiência) – 15 

Auxiliar de conservação de obras civis (não exige experiência) – 30 

Auxiliar de contabilidade – PCD (não exige experiência) – 01 

Auxiliar de contas a receber – 01 

Auxiliar de cozinha (não exige experiência) – 20 

Auxiliar de cozinha (não exige experiência) – 02 

Auxiliar de desenvolvimento infantil (não exige experiência) – 02 

Auxiliar de limpeza (não exige experiência) – 01 

Auxiliar de limpeza (não exige experiência) – 05 

Auxiliar de limpeza (não exige experiência) – 01 

Auxiliar de linha de produção (não exige experiência) – 03 

Auxiliar de linha de produção (não exige experiência) – 10 

Auxiliar de linha de produção (não exige experiência) – 200 

Auxiliar de linha de produção (não exige experiência) – 40 

Auxiliar jurídico – Estágio (não exige experiência) – 01 

Auxiliar jurídico (não exige experiência) – 04 

Auxiliar técnico na mecânica de máquinas (não exige experiência) – 02 

Cortador de carne em matadouro – 50 

Desossador (não exige experiência) – 20 

Desossador – 30 

Eletricista (não exige experiência) – 30 

Empacotador, a mão (não exige experiência) – 10 

Empregado doméstico nos serviços gerais (não exige experiência) – 05 

Fiscal de loja (não exige experiência) – 02 

Magarefe – 30 

Manobrista (não exige experiência) – 01 

Mecânico de auto em geral – 10 

Mecânico de instalações industriais (manutenção) – 05 

Motorista de caminhão – 02 

Motorista entregador – 01 

Operador de caixa (não exige experiência) – 40 

Operador de caixa (não exige experiência) – 10 

Operador de caixa (não exige experiência) – 12 

Operador de caixa – 04 

Operador de equipamentos pesados e móveis-na mineração – 07 

Operador de máquinas de construção civil e mineração – 10 

Pedreiro – 04 

Professor de nível superior na educação infantil – 02 

Promotor de vendas (não exige experiência) – 02 

Promotor de vendas (não exige experiência) – 02 

Repositor de mercadorias (não exige experiência) – 40 

Repositor de mercadorias (não exige experiência) – 10 

Repositor de mercadorias (não exige experiência) – 04 

Retalhador de carne – 30 

Retalhador de carne (não exige experiência) – 40 

Servente de obras (não exige experiência) – 26 

Servente de obras – 04 

Técnico automotivo – 01 

Vendedor interno – 01



FONTE

Oposição tem muito mais a explicar sobre o Caso Master do que o governo, diz Gleisi – CartaCapital

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A oposição ao governo Lula tenta emplacar, para a volta do Congresso em 1º de fevereiro, a criação de uma CPI do Banco Master.  As assinaturas necessárias já foram reunidas. No Planalto, porém, a avaliação é de que os enrolados no escândalo são justamente os adversários do presidente.

“A oposição tem que explicar o envolvimento de seus governos com essa questão. Governo do Distrito Federal, governo do Rio de Janeiro estão envolvidos”, afirmou a ministra Gleisi Hoffmann, responsável pela articulação política do Planalto, em café da manhã com jornalistas nesta terça-feira, 28.

No Distrito Federal, o governador Ibaneis Rocha (MDB), aliado do bolsonarismo, é alvo de pedidos de impeachment na Câmara Legislativa e de apurações na Procuradoria-Geral da República. O foco são negócios bilionários firmados entre o Banco de Brasília (BRB), estatal controlada pelo GDF, e o Banco Master — operações que, ao que tudo indica, provocaram prejuízos ao BRB. Falta saber a dimensão do rombo.

No Rio de Janeiro, uma operação recente da Polícia Federal, batizada de Barco de Papel, investigou a aplicação de recursos do Rioprevidência, fundo de pensão de servidores e pensionistas fluminenses, em produtos financeiros do Master. O estado é governado por Cláudio Castro (PL), outro bolsonarista.

Gleisi também destacou o elo político-financeiro que liga o banco à direita. “A oposição tem que explicar por que o Fabiano Zettel, cunhado do dono do Master, Daniel Vorcaro, foi o maior doador individual da campanha do Bolsonaro e do Tarcísio”, disse. “Me parece que há muito mais explicações a serem dadas pela oposição do que pelo governo.”

Nas eleições de 2022, Zettel doou 3 milhões de reais à campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PL) e outros 2 milhões de reais à de Tarcísio de Freitas (Republicanos), então candidato ao governo de São Paulo. Além da dupla, financiou apenas mais um nome: Lucas de Vasconcelos Gonzalez, candidato a deputado federal por Minas Gerais pelo Novo, partido do governador Romeu Zema.

Para Gleisi, a tentativa de colar o caso Master ao governo Lula não se sustenta. Ela lembra que o Banco Central interveio no banco, que a Polícia Federal prendeu Vorcaro e que as investigações seguem em curso.  Sinais de atuação ‘rigorosa’ do governo, salientou.

A ofensiva, contudo, não se limita à proposta de CPI. Aparece também em reportagens que resgatam uma reunião de Lula com Vorcaro em 2024, no contrato firmado pelo Master com Ricardo Lewandowski quando este era ministro da Justiça, e em acordos do banco com o governo da Bahia, administrado pelo PT desde 2007.

Segundo Gleisi, esses episódios não alteram o quadro central: a reunião com Lula não impediu a derrocada do Master; foi durante a gestão de Lewandowski no Ministério da Justiça que a Polícia Federal prendeu o banqueiro, em novembro — ele acabaria solto dez dias depois, graças a um habeas corpus —; e os contratos firmados na Bahia, sustenta a ministra, seguem parâmetros legais e regulares.



FONTE

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