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Delegados pediram prisão de Chico 2000, empresário e ex-presidente de instituto na Operação Gorjeta

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A equipe de delegados da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção de Cuiabá (Deccor) pediu a decretação da prisão preventiva do vereador Francisco Carlos Amorim Silveira, conhecido como Chico 2000 (sem partido), do empresário João Nery Chiroli e do ex-presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace), Alex Jony Silva, no bojo das investigações que resultaram na deflagração da Operação Gorjeta. O juiz responsável, no entanto, negou.

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O pedido de prisão foi formulado pelos delegados Lucas Lelis Lopes, Alexandre Segreto dos Anjos e Henrique Trevizan, que apontaram a necessidade da medida para garantir a ordem pública, a instrução criminal e evitar a continuidade dos supostos desvios de recursos públicos envolvendo emendas parlamentares destinadas ao município de Cuiabá.
 
A representação policial foi analisada pelo juiz Cássio Leite de Barros Netto, do Núcleo do Juízo das Garantias, que reconheceu a existência de indícios robustos da prática criminosa, mas entendeu que, neste momento, não ficou comprovado de forma inequívoca o periculum libertatis, ou seja, o risco concreto decorrente da manutenção dos investigados em liberdade.
 
Na decisão, o magistrado destacou que a prisão preventiva é uma medida excepcional e deve ser aplicada apenas quando outras cautelares não forem suficientes. Segundo ele, embora a gravidade dos fatos apurados seja evidente, a desarticulação do suposto grupo criminoso e a interrupção de prejuízos aos cofres públicos poderiam ser alcançadas por meio de medidas cautelares diversas da prisão.
 
O juiz também observou que a auditoria financeira relacionada ao caso ainda não foi concluída e que a imposição de medidas alternativas seria eficaz para impedir a reiteração das condutas investigadas. Ressaltou, ainda, que nada impede uma nova representação por prisão preventiva caso surjam elementos concretos que demonstrem a necessidade da medida mais extrema.
 
Apesar de indeferir o pedido de prisão, o magistrado determinou o afastamento imediato de Chico 2000 do cargo de vereador de Cuiabá, bem como de Rubens Vuolo Júnior e Joaci Conceição Silva de suas funções de assessoria parlamentar.
 
Para o juiz, o mandato parlamentar e os cargos públicos teriam sido utilizados como instrumentos para a destinação irregular de emendas, coação burocrática e operacionalização dos desvios, o que justificaria o afastamento para evitar a continuidade das práticas e a destruição de provas.
 
Além disso, foram impostas outras medidas cautelares, como a proibição de acesso às dependências da Câmara Municipal de Cuiabá, da Secretaria Municipal de Esportes e da sede do Ibrace, bem como a proibição de contato entre os investigados e com testemunhas do caso, por qualquer meio de comunicação.
 
A Operação Gorjeta apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares, que teriam sido direcionadas a entidades e empresas, com posterior retorno de parte dos valores ao parlamentar responsável pelas indicações.



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Várzea Grande lança edital do Circuito Cultural VG com recursos da Política Nacional Aldir Blanc – Várzea Grande lança edital do Circuito Cultural VG com recursos da Política Nacional Aldir Blanc

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A Prefeitura Municipal de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), publicou o Edital de Chamamento Público nº 003/2026, que institui o Circuito Cultural VG para a seleção de projetos e/ou ações culturais a serem executados com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB).

O edital tem como objetivo selecionar projetos culturais apresentados por agentes culturais do município de Várzea Grande, abrangendo diversas categorias e linguagens artísticas descritas no Anexo I do documento. Ao todo, serão selecionados 30 projetos, com valor individual de R$ 31 mil, pagos em parcela única, totalizando R$ 930 mil em recursos federais repassados ao município no âmbito da PNAB – Ciclo 2.

As inscrições são gratuitas, exclusivamente virtuais, e estarão abertas no período de 22 de janeiro a 18 de fevereiro de 2026, por meio de formulário eletrônico disponibilizado via Google Forms, acessível no Portal da Transparência do município. Não serão aceitas inscrições fora do prazo, por e-mail ou em formato físico.

Podem participar agentes culturais que atuem ou residam em Várzea Grande há, no mínimo, dois anos, incluindo pessoas físicas, microempreendedores individuais, pessoas jurídicas com ou sem fins lucrativos e coletivos culturais sem CNPJ, desde que atendam aos critérios estabelecidos no edital. Cada proponente poderá inscrever apenas um projeto em uma única categoria.

O edital prevê a adoção de políticas afirmativas, com reserva mínima de vagas para pessoas negras (25%), indígenas (10%) e pessoas com deficiência (5%), conforme detalhamento no Anexo I. Os proponentes poderão concorrer simultaneamente às vagas da ampla concorrência e às cotas, de acordo com a pontuação obtida.

O processo de seleção será dividido em etapas de inscrição, seleção, habilitação e assinatura do Termo de Execução Cultural. Os projetos serão avaliados por comissão designada pela Superintendência de Cultura, com base nos critérios definidos no Anexo IV, sendo considerados classificados aqueles que alcançarem, no mínimo, 60 pontos.

Os projetos selecionados deverão ser executados no prazo de até 12 meses, contados a partir da assinatura do Termo de Execução Cultural, com possibilidade de prorrogação por até 90 dias, mediante solicitação formal. A prestação de contas será realizada por meio do Relatório de Execução do Objeto, conforme modelo previsto no edital.

O cronograma completo, os anexos, as categorias de apoio, os critérios de avaliação e todas as orientações para inscrição estão disponíveis no Diário Oficial Eletrônico do Município e no Portal da Transparência da Prefeitura de Várzea Grande, na pasta específica dos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – 2026.

Inscrições no link: https://forms.gle/QdWxEHG5bWMfcMAt6



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Levantamento da Qive revela que 40% das empresas ainda não começaram a se adaptar à Reforma Tributária

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Apesar de 25% já estar planejando fazer as mudanças, somente 38%, de fato, iniciaram o mapeamento de impactos, segundo dados do Capítulo 3 do ‘Panorama do Contas a Pagar 2026’ 

A maior parte das empresas brasileiras ainda não está preparada adequadamente para a transição da Reforma Tributária do Consumo, aprovada em 2023 e com início de vigência previsto para 2026. É o que revela o terceiro capítulo ‘Panorama do Contas a Pagar 2026’, levantamento proprietário da Qive. De acordo com o estudo, 40% das companhias ainda não iniciaram o mapeamento dos impactos, e apesar de 25% já estar planejando fazê-lo, somente 38%, de fato, iniciaram o mapeamento de impactos.

Os dados acendem um sinal de alerta: em menos de dois meses, o novo modelo tributário, que terá sua implementação gradual até 2033, passará a coexistir com o atual, exigindo uma revisão profunda nos processos fiscais, financeiros e tecnológicos das organizações. O levantamento contou com apoio da Opinion Box, por meio de contratação exclusiva para o report. A amostra ouviu 406 profissionais em empresas de diferentes tamanhos em todo Brasil.

“O dado de que boa parte das companhias ainda não iniciou seu mapeamento nos chama atenção, já que é um fator de risco que poderia ser mitigado. A transição exigirá a revisão estrutural de processos e sistemas, e não apenas adequações pontuais. As companhias que iniciarem este processo maio cedo terão mais capacidade de transformar a obrigação em vantagem competitiva”, afirma Erika Daguani (foto em destaque), CPO da Qive.

Reforma divide opiniões entre risco e oportunidade
Atualmente, metade das empresas entrevistadas declarou já fazer uso de alguma ferramenta de gestão integrada (ERP) ou de outros sistemas, que cumprem e automatizam funções como relatórios (20%), entrada de documentos (15%) e cadastros (também 15%). A conferência dos documentos, no entanto, aparece como uma das atividades menos automatizadas (11%).

Com a transição da RTC a partir de 2026, mais da metade pretende automatizar e/ou aumentar a frequência (60%) deste processo de conferência. Mas outro grande bloco ainda segue parado. Essa divisão reflete o nível de maturidade da gestão fiscal no país. “Organizações com processos digitalizados e governança fiscal sólida tendem a enxergar oportunidades estratégicas. Já as que ainda enfrentam ineficiências internas estão mais propensas a ver a reforma como uma ameaça”, aponta Erika.

Grandes empresas lideram preparação; pequenas seguem inertes
Os números do levantamento revelam também que as corporações de grande porte são as mais preparadas: 85% já acompanham notas técnicas e propostas da reforma, 75% estão revisando processos e ERPs, e 70% realizam simulações de cenários.  Em contrapartida, 60% das PMEs admitem não ter iniciado qualquer medida de preparação, um cenário que pode resultar em maior dependência de apoio externo e maior custo de adaptação nos primeiros anos de transição.

Entre as medidas mais adotadas até o momento estão treinamento de equipes (17%), revisão de sistemas internos e ERPs (12%) e apoio de consultorias especializadas (13%).

Impactos práticos: backoffice, fluxo de caixa e gestão de créditos
Com a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), a lógica de apuração de tributos e de escrituração fiscal será transformada por completo. As empresas precisarão revisar rotinas de faturamento, compliance e integração entre áreas como TI, fiscal, compras e jurídico.

“O novo modelo tributário exigirá que as organizações tratem o backoffice com a mesma atenção estratégica que dão à frente de receita. Automatizar a conferência e o fluxo de documentos fiscais não será apenas uma questão de eficiência, mas de sobrevivência. Com dois sistemas tributários coexistindo por anos, qualquer processo manual ou pouco integrado pode gerar inconsistências, perda de crédito e risco de autuação”, acredita Erika.

Split payment e crédito tributário lideram buscas corporativas
Um levantamento complementar, feito via dados capturados pela ferramenta proprietária de inteligência artificial da Qive, analisou o impacto dos 544 artigos da Reforma Tributária por setor (CNAE), e mostrou que “split payment” (pagamento dividido no B2B) e “crédito tributário” são os temas mais pesquisados pelas empresas brasileiras.

O split payment é o que determina o recolhimento automático do imposto no momento do pagamento da transação, e é visto com preocupação especialmente por setores como tecnologia, varejo e serviços, por afetar diretamente o fluxo de caixa. Já o crédito tributário, o segundo mais buscado, reflete dúvidas sobre direito ao crédito e risco de acúmulo ou perda caso o fornecedor não tenha recolhido corretamente o tributo. “Ambos concentram a dor real dos negócios: como manter a liquidez e garantir compliance ao mesmo tempo”, encerra Erika.

Para saber mais e baixar o report completo, acesse aqui.



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veja a cronologia da morte de corretora em Caldas Novas

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O corpo de Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi encontrado pela Polícia Civil de Goiás, na madrugada desta quarta-feira (28/1), em uma área de mata em Caldas Novas (GO). A seguir, o Metrópoles explicará o que se sabe até agora sobre o caso que envolve conflitos, registros judiciais e morte da vítima.

Caso Daiane: veja a cronologia da morte de corretora em Caldas Novas - destaque galeria

 

Daiane atuava como corretora de imóveis. Antes do desaparecimento, a mulher e o síndico trocavam denúncias desde 2024. A partir daí, a relação passou para uma série de registros formais.


Conflitos com o síndico

  • As desavenças entre Daiane Alves Souza e o síndico Cléber Rosa de Oliveira começaram em novembro de 2024, período em que a corretora administrava apartamentos no mesmo condomínio onde Cléber exerce a função de síndico.
  • Ao longo do tempo, Daiane moveu 12 processos judiciais contra Cléber Rosa de Oliveira. O síndico também foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) pela suposta prática do crime de perseguição contra a corretora.
  • Entre fevereiro e outubro de 2025, houve novos registros de conflitos entre as partes. Em um dos episódios, Daiane teria chegado alterada ao escritório administrativo do prédio e tentado acessar o local onde o síndico trabalhava, o que gerou confronto.
  • Segundo as investigações, durante esse período, foram frequentes episódios de interrupções de serviços essenciais, como água, energia elétrica, gás e internet.

Desaparecimento 

Daiane desapareceu em 17 de  dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio para verificar o que causou a queda de energia no apartamento em que morava.

Ela foi vista entrando no elevador, depois passou pela portaria e falou com o recepcionista sobre a falta de energia. A situação foi registrada por câmeras de segurança.

Em seguida, ela voltou ao elevador e desceu para o subsolo. No entanto, de acordo com a família, não havia imagens dela saindo do prédio nem voltando ao apartamento, o que aumentou o mistério sobre a localização.

Ainda durante este trajeto, a mulher gravou um vídeo e encaminhou para uma amiga. Nas imagens, a corretora mostra o apartamento sem energia elétrica e seguiu filmando o trajeto até o elevador. Veja vídeo:

Interrupção de energia

Segundo o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), a verificação do corte de energia em dezembro não foi a primeira interrupção no serviço questionada pela mulher.

De acordo com decisão, à qual o Metrópoles teve acesso, a primeira reclamação feita por Daiane sobre o corte de energia ocorreu em 4 de junho de 2025.

A corretora verificou que não havia nenhuma pendência em seu nome na empresa responsável pela distribuição, e a interrupção teria sido feita pelo próprio condomínio, sob alegação de que a moradora descumpria regras do regimento interno ao promover atividades de marcenaria no apartamento.

Daiane negou que mantivesse qualquer atividade comercial no local e informou que havia instalado um armário para uso pessoal. No entanto, a administração do condomínio teria condicionado religamento da luz à entrega de materiais.

Conforme a ação, Daiane relatou que o condomínio também teria proibido a entrega de encomendas para o imóvel dela.

Família ficou à espera

Daiane é natural de Uberlândia (MG) e morava em Caldas Novas há dois anos. Na cidade, ela administrava seis apartamentos da família no condomínio.

Daiane e a mãe haviam combinado de se encontrar em 18 de dezembro, dia seguinte do desaparecimento, para discutir como seriam as locações dos imóveis no fim de ano. No entanto, quando a mãe chegou ao local, não encontrou a filha. Um boletim de ocorrência foi registrado naquela noite.

Ainda segundo a família da corretora, Daiane deixou a porta aberta, como mostrado nos vídeos em que ela enviou para uma amiga, o que deixa a entender que ela tinha intenção de voltar logo. Porém, quando a família chegou ao local, a porta estava trancada.

Familiares de Daiane informaram que a polícia quebrou o sigilo bancário e identificou que não houve transações na conta da corretora após o desaparecimento. Varreduras no entorno do prédio foram realizadas, e não houve mais sinal no celular dela.

Corpo encontrado

O corpo da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desaparecida desde dezembro do ano passado, em Caldas Novas (GO), foi encontrado na madrugada desta quarta-feira (28/1), 43 dias após o sumiço.

O desaparecimento de Daiane Alvez Souza passou a ser investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH)
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O desaparecimento de Daiane Alvez Souza passou a ser investigado pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH)

Divulgação/ PCGO

Corpo da corretora Daiane foi encontrado em Caldas Novas
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Corpo da corretora Daiane foi encontrado em Caldas Novas

Divulgação/ PCGO

Corpo da corretora foi encontrado em área de mata
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Corpo da corretora foi encontrado em área de mata

Divulgação/ PCGO

A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Goiás. O corpo de Daiane foi localizado em uma região de mata em Caldas Novas.

síndico confessou à Polícia Civil sobre o assassinato da corretora. Segundo a investigação, foi o próprio Cléber quem levou os policiais à área de mata onde o corpo da vítima havia sido deixado. No local, os policiais encontraram o corpo em avançado de decomposição.

Cléber foi preso na madrugada desta quarta-feira (28/1), investigado por homicídio. O filho dele, Maykon Douglas de Oliveira, também foi preso, suspeito de participação no crime.

Conforme depoimento, o homem relatou que matou a corretora após uma discussão acalorada no subsolo do prédio, em 17 de dezembro, data em que ela foi vista pela última vez. Ele disse que agiu sozinho e que, após o crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.

A versão apresentada agora contradiz o primeiro depoimento do síndico. Inicialmente, ele afirmou que não havia saído do prédio naquela noite. No entanto, imagens de câmeras de segurança já analisadas pela polícia mostram Cléber deixando o condomínio por volta das 20h do dia do desaparecimento, dirigindo o veículo citado.



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Cuiabá avança na implantação do Serviço de Família Acolhedora com apoio do Judiciário | Notícias

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A juíza da 1ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo dos Santos, realizou nesta terça-feira (27) um bate-papo com equipes da Prefeitura de Cuiabá para tratar da implantação do Serviço de Família Acolhedora no município. O encontro reuniu representantes da Secretaria Municipal de Assistência Social, Educação, Saúde, Conselho Tutelar, além de técnicos e gestores envolvidos na estruturação do serviço, com o objetivo de alinhar fluxos, esclarecer dúvidas e fortalecer a atuação intersetorial.

Durante a conversa, a magistrada destacou a importância do novo modelo de acolhimento, que prioriza a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes afastados judicialmente de suas famílias, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O diálogo também abordou os próximos passos para regulamentação, organização da rede de atendimento e preparação das equipes que irão executar o serviço.

“A implantação do Serviço de Família Acolhedora representa uma virada de chave na política de proteção à infância em Cuiabá. Esse atendimento ficou praticamente parado por cerca de oito anos na gestão passada, e agora estamos avançando de forma positiva, com a aprovação da lei da Família Acolhedora e a construção dos próximos passos para garantir um serviço estruturado e eficiente. Criança não pode esperar. O Estado precisa atuar de forma integrada para assegurar proteção, dignidade e oportunidades reais de desenvolvimento”, afirmou a juíza Gleide Bispo.

A secretária municipal de Assistência Social, Hélida Vilela, reforçou que a implantação do serviço é uma prioridade estratégica da gestão e exige planejamento, articulação e responsabilidade. “Estamos construindo um serviço sólido, com base legal, equipe técnica exclusiva, infraestrutura adequada e integração com as áreas de saúde, educação e proteção social. A Família Acolhedora amplia a capacidade do município de oferecer um cuidado mais afetivo e individualizado às crianças e adolescentes, ao mesmo tempo em que fortalece o trabalho de reintegração familiar”, destacou.

Representantes da educação, da saúde e do Conselho Tutelar aproveitaram o encontro para esclarecer dúvidas operacionais sobre matrícula escolar, atendimento prioritário na rede de saúde, fluxos de encaminhamento e responsabilidades institucionais, reforçando o compromisso conjunto com a efetivação do serviço.

O Serviço de Família Acolhedora foi instituído por lei municipal e prevê o acolhimento temporário de crianças e adolescentes em lares cadastrados, acompanhados por equipe técnica especializada, garantindo proteção integral, acompanhamento psicossocial e articulação permanente com o Judiciário e o Ministério Público. A expectativa é que, com o avanço das etapas de regulamentação e mobilização social, o programa entre em funcionamento de forma estruturada e segura no município.

 



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Após receber R$ 1,2 em emendas de Chico, empresário cuiabano sacou e “pulverizou’ R$ 635 mil em dinheiro vivo; confira

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Investigação que culminou na Operação “Gorjeta”, deflagrada nesta terça-feira (27) pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), apontou que o empresário João Chiroli recebeu R$ 1,2 milhão do Instituto Brasil Central – IBRACE, entidade privada sem fins lucrativos, e posteriormente pulverizou este valor em saques de dinheiro vivo, sendo que parte foi devolvida para Alex Jony Silva, que presidia o instituto, e ao vereador Chico 2000 (sem partido).

Leia mais: Emenda de R$ 600 mill bancou reforma em pousada de luxo de Chico 2000 com ‘gorjeta’ de R$ 20 mil, revela PJC
 
O IBRACE atuava como mera “entidade de passagem” no esquema supostamente liderado por Chiroli e Chico. Em abril de 2025, após receber R$ 1.35 milhão em emendas do parlamentar, o instituto repassou 95% desse valor (R$ 1.293.000,00) para a empresa Sem Limite Esporte e Eventos Ltda, de propriedade de Chiroli.

De posse dos R$ 1,2 milhão, o empresário então realizou as seguintes movimentações: sacou R$ 295 mil em oito transações em espécie; depois fez 9 transações que totalizaram R$ 178 mil à Chiroli Uniformes; três transferências para Alex Jony Silva, num total de R$ 142 mil; e R$ 20 mil para o pedreiro contratado por Chico para reformas na sua luxuosa pousada, situada na Estrada da Chapada, a “Estância Águas da Chapada”.

“Ressalta-se que os agrupamentos das movimentações financeiras em grandes grupos suspeitos constituem indícios de prática do delito de lavagem de capitais, sendo que, no caso em análise, o crime antecedente é, em tese, o peculato”, diz trecho do documento obtido pelo Olhar Jurídico.

A quantidade de saques realizados por Chiroli, sobretudo os de grande valor, levantou suspeitas, uma vez que o uso vultoso de dinheiro vivo já não é mais plausível ante ao atual sistema bancário (que privilegia e dá maior segurança às transações digitais). Além disso, chamou atenção das autoridades a concentração das operações em um curto intervalo — entre 09 e 29 de abril de 2025 — com valores estrategicamente fixados abaixo de R$ 50.000,00, evidenciando tentativa de burlar os mecanismos de controle.

A Autoridade Policial levanta a hipótese de que as transações investigadas constituem o primeiro estágio dentre as fases dalavagem de capitais, denominada “colocação” ou “placement”, através de técnica conhecida como “smurfing”.

Neste período, Alex Jony recebeu diretamente da conta do IBRACE à sua particular, R$ 16,5 mil em 9 de abril e R$ 9,5 mil em 30 de abril de 2025. Esse intervalo corresponde aos serviços técnicos que o instituto deveria prestar na organização e coordenação, tanto da 36.ª Corrida do Senhor Bom Jesus de Cuiabá quanto da 6.ª Corrida do Legislativo Cuiabano, certo é que esse foi o motivo da contratação da empresa Sem Limite Esporte e Eventos Ltda, de Chiroli.

A operação, que cumpriu 75 ordens judiciais, investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares que teria como vítima a Câmara Municipal de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Esportes.

Entre os alvos, além de Chico 2000 e João Nery Chiroli, estão o chefe de gabinete Rubens Vuolo Júnior, o assessor parlamentar Joaci Conceição Silva, Alex Jony Silva e Magali Gauna Felismino Chiroli.

Também foi determinado o bloqueio inicial de R$ 676.042 das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, proferida na semana passada (21). Entre as medidas estão o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis. A ofensiva foi realizada nesta terça-feira (27).



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Prefeitura amplia rede de drenagem no bairro Eldorado para conter erosão e garantir segurança – Prefeitura amplia rede de drenagem no bairro Eldorado para conter erosão e garantir segurança

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Viação e Obras, iniciou na segunda-feira (26) uma ação de ampliação da rede de drenagem no bairro Eldorado. Os trabalhos estão sendo executados na Rua Araripe e têm como objetivo corrigir um ponto crítico de escoamento das águas pluviais.

No local, a rede existente lançava grande volume de água em uma área inadequada, o que provocou um processo de erosão acentuado. A situação resultou na formação de uma cratera, oferecendo risco à segurança de moradores que residem nas proximidades da rede de drenagem.

Para solucionar o problema, estão sendo instaladas manilhas com um metro de diâmetro, ampliando a capacidade de vazão e direcionando corretamente o fluxo da água. A intervenção busca estabilizar o solo, prevenir novos danos e garantir maior segurança à população da região.

A ação está sendo realizada com equipe própria do município, utilizando retroescavadeira, escavadeira hidráulica e caminhão caçamba. Além de eliminar o risco imediato, a obra contribui para a preservação da via e para a melhoria das condições urbanas do bairro.

A Prefeitura segue executando serviços de drenagem em diferentes pontos da cidade, priorizando áreas com histórico de alagamentos, erosões ou riscos estruturais, como forma de prevenir danos maiores e promover mais segurança e qualidade de vida aos moradores.



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A avaliação do governo Lula em janeiro de 2026, segundo a nova pesquisa PoderData – CartaCapital

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Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira 28 pelo instituto PoderData, vinculado ao site Poder360, aponta que Lula (PT) começa 2026 com números semelhantes aos que fechou o ano passado nos quesitos aprovação pessoal e de governo.

Na prática, o cenário geral de janeiro ainda é negativo para o petista, com desaprovação maior do que a aprovação, especialmente nos índices que tratam da avaliação do desempenho pessoal de Lula. Os índices, no entanto, oscilaram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, o presidente é aprovado por 34% dos eleitores, e desaprovado por 57%. Em dezembro do ano passado, a aprovação era de 35% e a reprovação de 56%.

Quando a pergunta é sobre o governo, e não sobre a pessoa, os números são levemente melhores, mas o cenário ainda é negativo: 41% de aprovação e 53% de desaprovação. Os índices ao fim de 2025 eram de 42% e 52%, respectivamente.

O instituto realiza levantamentos semelhantes frequentemente e, desde julho do ano passado, os índices apurados tiveram pouca oscilação, tanto na aprovação do presidente quanto de seu governo.

Comparação com Bolsonaro

Na mesma pesquisa, o instituto pediu aos eleitores que comparassem o governo de Lula com o do antecessor, Jair Bolsonaro (PL). O resultado reflete a polarização no País, com 40% que dizem que o trabalho do petista é melhor que o do ex-capitão, contra 39% que afirmam ser pior. Para 20%, é igual.

O PoderData ouviu 2.500 pessoas em 111 municípios, em todas as unidades da federação. A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 26 de janeiro e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.



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MT: mulher esganada não crê que ex ficará preso: “Vai me matar”. Vídeo

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Organizadores têm até sexta-feira para pedir licença de eventos de Carnaval | Notícias

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Os organizadores de eventos de Carnaval têm até sexta-feira (30) para solicitar a licença especial necessária para realizar festas tradicionais reconhecidas em Cuiabá. O pedido deve ser feito presencialmente na Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), localizada na Avenida Érico Preza, bairro Jardim Itália, dentro do Parque Tia Nair, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Segundo a secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, este é o prazo final para a entrega de todas as solicitações com a documentação completa. Ela alerta que, a partir de segunda-feira (2), novos pedidos serão indeferidos.

“O Carnaval está chegando e já recebemos inúmeros pedidos de eventos que acontecerão em Cuiabá. Nós alertamos a todos os organizadores que o prazo máximo para ingressar com o pedido e com as documentações mínimas necessárias é nesta sexta-feira. A partir de segunda-feira, todos os pedidos que aportarem aqui na Ordem Pública serão indeferidos, porque não teremos o prazo necessário para organizar, conferir toda a documentação e garantir um evento seguro para todos que vão festejar no Carnaval”, destacou a secretária.

A liberação da autorização ocorre somente após a análise e a apresentação completa da documentação exigida. Os documentos necessários variam conforme as características da programação e levam em consideração fatores como número estimado de participantes, necessidade de interdição de vias públicas, disponibilização de ambulância, laudo do Corpo de Bombeiros, ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) das estruturas montadas, emitida pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), banheiros químicos, pagamento de taxas, entre outros critérios técnicos e de segurança.



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