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TCE vê sobrepreço e determina suspensão de contrato de R$ 1,5 milhão para contratação de jardineiro e vidraceiro

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) determinou a suspensão parcial de um processo realizado pela Prefeitura de Santa Carmem após identificar inconsistências no planejamento e na formação dos preços de parte dos serviços contratados.

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A licitação, estimada em R$ 1,59 milhão, prevê a contratação de mão de obra para manutenção e pequenos reparos em prédios públicos, incluindo pedreiros, serventes, soldadores, jardineiros, eletricistas e vidraceiros.

A decisão foi proferida pelo conselheiro Antonio Joaquim, em julgamento singular, após análise da Secretaria de Controle Externo de Obras e Infraestrutura do Tribunal. Segundo o relator, foram constatadas falhas na estimativa de custos, na definição dos quantitativos e na ausência de critérios técnicos adequados para a composição dos preços.

De acordo com o TCE, o município reconheceu que o objeto do certame envolve serviços comuns de engenharia, o que exige a utilização de parâmetros oficiais, como o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), exigência que não foi devidamente observada.

A Corte apontou indícios de sobrepreço em quatro itens: soldador (hora), jardineiro para corte de grama, assentamento de revestimentos cerâmicos e vidraceiro (hora). Diante disso, foi determinada a suspensão imediata da contratação desses serviços, bem como de novas adesões às atas relacionadas.

O conselheiro ressaltou que a medida não suspende integralmente o contrato, uma vez que se trata de sistema de registro de preços e parte dos serviços já está em execução. Para os demais itens, não foi identificado, neste momento, risco imediato de prejuízo ao erário.

O prefeito Pablo Liberal Bortolas (PL) foi intimado a cumprir a decisão e apresentar comprovação das providências adotadas no prazo de cinco dias, sob pena de multa diária. O processo segue em tramitação no TCE.



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Bolsonaro quer visita de padre na Papudinha. Saiba quem é

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Bolsonaro quer visita de padre na Papudinha. Saiba quem é



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Prefeito abre Semana Pedagógica e reforça dedicação e investimentos aos profissionais da educação | Notícias

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A Prefeitura de Cuiabá deu início nesta segunda-feira (26), no Hotel Fazenda Mato Grosso, à Semana Pedagógica 2026 – Trilhando conhecimentos, competências e conexões com a tecnologia, evento que reúne cerca de 10 mil servidores da educação municipal para formação, planejamento e alinhamento das ações educacionais antes do início do ano letivo, marcado para 2 de fevereiro. A abertura oficial contou com a presença do prefeito Abilio Brunini. Além dele participam a primeira-dama e vereadora Samantha Iris, Michelly Alencar e Dilemario Alencar.

Durante o discurso, Abilio Brunini ressaltou que a educação deve estar protegida de interesses políticos e reafirmou o compromisso com critérios técnicos, transparência e valorização dos profissionais. O prefeito anunciou investimentos contínuos em infraestrutura, materiais, formação e reconhecimento das carreiras da rede. “Vamos investir o máximo possível na educação. Não vou medir esforços para garantir melhores condições de trabalho, qualificação e reconhecimento aos nossos profissionais”, afirmou.

Outro ponto central foi o cuidado com a inclusão, especialmente das crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Pai de autista, o prefeito destacou a importância da escola como espaço de desenvolvimento, acolhimento e parceria com as famílias. Ele reforçou a necessidade de formação permanente dos educadores e atenção individualizada aos estudantes com deficiência.

O secretário Amauri Monge Fernandes destacou que a qualificação do corpo técnico e docente é essencial para melhorar o desempenho da rede e avançar nos indicadores educacionais. A programação inclui debates sobre políticas educacionais, BNCC, temas transversais, liderança emocional, autismo, orientações às CADs (Cuidadoras de Alunos com Deficiência), além de formações específicas para professores alfabetizadores e de educação física.

A Semana Pedagógica segue até o dia 30, com os três primeiros dias concentrados no Hotel Fazenda Mato Grosso e os dois últimos nas unidades escolares, fortalecendo o planejamento pedagógico, a integração da gestão e a preparação das equipes para o novo ano letivo.

Educação Preparada

A rede municipal de ensino de Cuiabá concluiu os preparativos para o início do ano letivo de 2026, que começa no próximo dia 2 de fevereiro, com atendimento a mais de 61 mil alunos distribuídos em 174 unidades escolares da capital, da educação infantil ao ensino fundamental.

A Secretaria Municipal de Educação confirmou que cerca de 2 mil estudantes com laudo de deficiência contarão com atendimento educacional especializado, garantindo inclusão, acompanhamento pedagógico e acessibilidade nas unidades.



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Em conversa com Trump, Lula defende Conselho da Paz restrito a Gaza e não responde a convite – CartaCapital

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O presidente Lula (PT) teve, na manhã desta segunda-feira 26, uma conversa por telefone de cerca de 50 minutos com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O diálogo ocorre em meio a debates intensos sobre o novo “Conselho de Paz” proposto pela Casa Branca para lidar com a situação na Faixa de Gaza e conflitos globais. 

No telefonema, Lula e Trump destacaram temas como relações comerciais bilaterais e cooperação econômica. Segundo o governo, Trump elogiou a evolução das relações entre os dois países e a perspectiva de crescimento das economias dos Estados Unidos e do Brasil. A proposta de cooperação ampliada no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro também foi abordada, com sinalização positiva de ambos os lados.

Os presidentes também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela, tema que tem sido tratado com crescente atenção pelo governo brasileiro diante de ações recentes dos Estados Unidos na região. Lula ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade na América do Sul, reiterando que a soberania dos países vizinhos deve ser respeitada e que conflitos externos não contribuem para soluções duradouras.

“Conselho de Paz”

O ponto mais sensível da conversa foi o convite formalizado por Trump para que o Brasil integre o recém-criado “Conselho de Paz”, apresentado pelo presidente norte-americano no Fórum Econômico Mundial em Davos.

O colegiado é uma estrutura internacional idealizada por Trump com o objetivo declarado de “promover estabilidade e apoiar a reconstrução em áreas de conflito” como Gaza, apesar de questionamentos sobre sua autoridade e relação com a ONU. A ideia tem sido recebida com cautela por diplomatas e governos. 

Até o momento, o governo brasileiro ainda não respondeu oficialmente ao convite feito por Washington para integrar o colegiado, e fontes diplomáticas afirmam que a proposta está sendo analisada com cuidado. 

Ainda durante a conversa, Lula propôs que a atuação do Conselho de Paz seja restrita à questão de Gaza e que o órgão preveja assento para representantes palestinos, como forma de evitar o enfraquecimento do papel central da ONU nas questões de paz e segurança internacional. A iniciativa também reflete preocupações brasileiras com uma possível criação de um novo fórum paralelo que, na visão de Lula, poderia desviar a atenção de reformas mais amplas no sistema multilateral, especialmente no Conselho de Segurança da ONU. 

A ideia de Trump tem gerado reações mistas ao redor do mundo. Alguns países, como Espanha e França, negaram o convite para participar do conselho, citando compromisso com o direito internacional e o multilateralismo da ONU. 

Lula já criticou publicamente a proposta, afirmando que a iniciativa poderia significar uma tentativa de criar uma espécie de “nova ONU” sob controle dos Estados Unidos, em detrimento da Carta das Nações Unidas e de soluções multilaterais tradicionais. 

Além da discussão sobre o Conselho da Paz, na conversa bilateral Lula e Trump alinharam a organização de uma visita oficial do presidente brasileiro à Casa Branca, prevista para após as viagens do petista à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro, com data a ser definida em breve. 



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Várzea Grande inicia vistoria anual em táxis e em vans escolares – Várzea Grande inicia vistoria anual em táxis e em vans escolares

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A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, deu início nesta segunda-feira (26.01) ao processo obrigatório de vistoria dos veículos que realizam transporte de passageiros no município. A convocação, publicada por meio de portaria, contempla táxis e vans escolares e segue até dia 27 de fevereiro, das 07h30 às 11h, na sede da Pasta.

A vistoria é pré-requisito para emissão do Alvará 2026, documento que autoriza os permissionários a operarem legalmente na cidade e garante que os serviços ofertados estejam dentro dos padrões mínimos de segurança, legalidade e qualidade.

Durante o procedimento, será feita a análise documental e a inspeção técnica dos veículos. Para o transporte escolar, são exigidos: CRLV, CNH válida, comprovante de residência atualizado em Várzea Grande, certidão de antecedentes criminais, curso específico, cópia do Alvará, pagamento do ISSQN, taxas de vistoria, relação de alunos e tacógrafo. Para o segmento de táxi, a apresentação inclui CRLV, CNH válida, comprovante de residência atualizado, antecedentes criminais, Alvará 2026, ISSQN, taxas e taxímetro.

De acordo com o coordenador de Mobilidade Urbana, Cidomar Arruda, a vistoria é parte essencial do processo regulatório do sistema. “Esse procedimento tem caráter preventivo e administrativo. É quando verificamos se o veículo está regularizado, dentro dos critérios exigidos e com a documentação correta. Apenas com tudo em conformidade o Alvará é emitido”, afirmou.

O coordenador reforça ainda que o procedimento deve ser tratado com responsabilidade pelos permissionários. “Existe um prazo definido e curto, portanto é fundamental que todos compareçam. Quem não fizer a vistoria pode sofrer sanções administrativas e até ficar impedido de operar até a regularização”, alertou.

A Secretaria orienta que os motoristas busquem o setor dentro do prazo, lembrando que a vistoria é obrigatória para todos os permissionários do município.



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Lula pede a Trump que Conselho da Paz se limite à Gaza

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<br /> Lula pede a Trump que Conselho da Paz se limite à Gaza





Lula pede a Trump que Conselho da Paz se limite à Gaza


































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‘Estão bem’

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece ao lado de três cuiabanos que foram atingidos por um raio durante o encerramento da caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), na Praça do Cruzeiro, em Brasília, em ato em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na gravação, Abilio afirma que, apesar do susto provocado pela descarga elétrica, todos passam bem. “Ludimila, Natália e Alexandre, os três que tomaram o choque do raio lá, estão super bens, super bens mais ou menos, mas estão bens, e o Senhor Deus protegeu e guardou todas elas, e elas estão aí muito bem, e o cara ali também, parabéns irmão por ter ajudado aí, valeu, parabéns, parabéns, Deus é maravilhoso. Deus é maravilhoso”, disse. Os manifestantes estavam aglomerados no local. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, cerca de 90 pessoas precisaram de atendimento médico após serem atingidas direta ou indiretamente pela descarga elétrica provocada pelo raio.

Vídeo
 



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Direita domina ‘desenho’ da sucessão em Mato Grosso, diz site

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Agência Senado e Secom-MT

Os senadores Wellington Fagundes e Jayme Campos e o vice-governador Otaviano Pivetta são nomes da direita

A disputa pelos governos dos estados da região Centro-Oeste já começa a se desenhar neste início de ano eleitoral, mas várias das chapas que estarão nas urnas ainda estão em aberto.

Em Goiás e Mato Grosso e também no Distrito Federal, os atuais governadores não poderão renovar seus mandatos.

Em Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) tentará a reeleição.

Em mais de um estado, nomes já conhecidos voltam à cena, seja como candidatos de situação ou de oposição.

As composições para a definição das candidaturas às vagas no Senado aparecem, desde agora, como um dos eixos decisivos das escolhas que os partidos terão de fazer nos próximos meses para as eleições de outubro.

No Distrito Federal, o nome da situação na corrida pelo Palácio do Buriti é o da atual vice-governadora, Celina Leão (PP), que aparece como favorita nas pesquisas.

Amiga pessoal da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ela vem tentando costurar o apoio do PL bolsonarista.

A oposição, fragmentada, tenta se organizar do outro lado. O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) ensaia um retorno ao governo, embora ainda dependa da Justiça Eleitoral – ele hoje está inelegível.

À esquerda, Leandro Grass (PT) deve participar mais uma vez da disputa.

As chapas para a disputa das duas vagas no Senado ainda estão indefinidas.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) se coloca como uma opção, assim como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL).

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A intenção da deputada federal Bia Kicis (PL) de entrar também na disputa pode gerar embaraços à formação de uma chapa à direita.

Outro que se apresenta nesse campo é desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo), alinhado à direita conservadora.

À esquerda, a senadora Leila Barros (PDT) tentará a reeleição, mas disputará votos com a deputada federal Erika Kokay (PT).

Em Goiás, a sucessão do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) tende a se concentrar entre conhecidos grupos da política local.

O vice-governador Daniel Vilela (MDB) se apresenta como o herdeiro político do atual governo e lidera os cenários iniciais de intenção de voto.

Do outro lado, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) tenta se reposicionar após passar alguns anos sem mandato e envolvido em embaraços jurídicos.

O senador Wilder Morais surge como possível nome do PL para a disputa. A deputada federal Adriana Accorsi pode ser o nome do PT na corrida.

A disputa pelas vagas no Senado hoje ocupadas por Jorge Kajuru (PSB) e Vanderlan Cardoso (PSD) promete ser uma das mais fragmentadas do país.

Até agora, a primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil) aparece como favorita.

A corrida pela segunda cadeira deve ser acirrada, com nomes como o do próprio Vanderlan Cardoso, Demóstenes Torres (ainda sem partido), Gustavo Gayer (PL), Magda Mofatto (PRD), Rubens Otoni (PT), Major Vitor Hugo (PL), Bruno Peixoto (União Brasil) e Alexandre Baldy (PP).

Mato Grosso entrou em 2026 com a direita dominando o desenho da sucessão.

Sem poder disputar novo mandato, o governador Mauro Mendes (União Brasil) é tratado como nome natural para o Senado, enquanto a corrida por sua sucessão reúne figuras do mesmo grupo, como os senadores Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União Brasil) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A oposição ainda tenta ganhar corpo.

O deputado Lúdio Cabral (PT) volta a circular para a disputa ao governo, enquanto o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), aparece como opção para o Senado.

A deputada Janaina Riva (MDB) também entra nesse jogo, sobretudo na discussão das vagas ao Senado.

Em Mato Grosso do Sul, outro estado em que a direita aparece na dianteira já há algum tempo, Eduardo Riedel trabalha para disputar a reeleição e tem como principal aliado o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), já tratado como candidato ao Senado.

Para a outra vaga de senador, o grupo avalia apoiar a recondução de Nelsinho Trad (PSD).

O PT trabalha a ideia de candidatura própria ao governo com Fábio Trad, recém-filiado ao partido.

Simone Tebet (MDB), hoje ministra do Planejamento, segue como uma opção para o Senado, embora ainda esteja em consideração a possibilidade de uma mudança de domicílio eleitoral para São Paulo, onde poderia disputar uma cadeira de senadora ou até mesmo o governo estadual, como candidata de Lula.





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Gilmar Mendes defende permanência de Toffoli no caso Master

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O decano do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes saiu em defesa, nesta segunda-feira (26/1), do ministro Dias Toffoli em meio ao desgaste do colega na condução do caso do Banco Master. Para Gilmar, Toffoli “tem uma trajetória pública marcada pelo compromisso com a Constituição e com o funcionamento regular das instituições”.

“No exercício da jurisdição, sua atuação observa os parâmetros do devido processo legal e foi objeto de apreciação da Procuradoria-Geral da República, que reconheceu a regularidade de sua permanência no caso. A preservação da independência judicial e o respeito às instâncias institucionais são condições indispensáveis para o diálogo republicano e para a confiança da sociedade nas instituições”, completou o ministro em publicação em sua página no X.

Na última quinta-feira (22/1), o ministro da Procuradoria-Geral da República (PGR), Paulo Gonet, arquivou o pedido de deputados da oposição para que Toffoli deixasse a relatoria do caso. O argumento dos parlamentares era de que o ministro havia realizado uma viagem a Lima, no Peru, em 28 de novembro, em um avião que trabalha para um dos investigados na ação.

A PGR entendeu, no entanto, que “o caso a que se refere a representação já é objeto de apuração perante o Supremo Tribunal Federal, com atuação regular da Procuradoria-Geral da República. Não há, portanto, qualquer providência a ser adotada no momento”, disse Gonet no arquivamento, datado do último dia 15.

O ministro Dias Toffoli tem enfrentado pressão de setores do meio político e críticas internas da Polícia Federal. As queixas se intensificaram após a segunda fase da Operação Compliance Zero, quando ele decidiu que as provas reunidas na investigação ficariam sob custódia da PGR, e não da própria PF, como é praxe em inquéritos policiais.

Além disso, Toffoli autorizou a participação de quatro peritos da Polícia Federal no processo de extração e análise dos dados apreendidos. Delegados da corporação, no entanto, defendem que a condução desse trabalho técnico deveria ser atribuída exclusivamente às áreas competentes da PF, sem interferência externa. Entre os peritos designados está um profissional que atuou na Operação Lava Jato. As apurações foram estendidas por mais 60 dias.



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Fachin defende decisões colegiadas, mas não avança em solução para a crise no caso Master – CartaCapital

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O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, defendeu em duas ocasiões nos últimos dias a prevalência de decisões colegiadas da Corte, em vez de despachos individuais de seus ministros. Não avançou, porém, em planos para institucionalizar essa prática.

As declarações ocorrem à luz das críticas à condução do caso sobre o Banco Master pelo ministro Dias Toffoli, que expediu uma série de ordens monocráticas durante o recesso do Judiciário.

Fachin ainda não citou medidas concretas para assegurar que as determinações controversas de Toffoli passem pelo escrutínio de seus pares. Na lista estão, por exemplo, uma acareação que envolveria, em pleno recesso, um diretor do Banco Central que não é investigado no processo e a opção por tirar da Polícia Federal o protagonismo da perícia de materiais obtidos na segunda fase da Operação Compliance Zero — além do completo sigilo imposto pelo relator a toda a apuração.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo publicada nesta segunda-feira 26, o presidente do Supremo foi questionado sobre reclamações da “opinião pública” acerca de decisões monocráticas. Ele afirmou que a opção prioritária tem de ser pelas ordens colegiadas, e ponderou que despachos individuais são necessários “em caso de urgência” e “em menor quantidade possível” — mesmo nessas circunstâncias, acrescentou, o referendo por uma turma ou pelo plenário deve ser imediato.

Fachin reconheceu que esta não é a regra e que, em um cenário ideal, haveria a compreensão — por parte dos ministros — de que toda liminar tem de passar por referendo. Tornar esse processo automático, porém, dependeria de uma alteração no regimento interno, mediante o apoio da maioria do plenário.

Não é a primeira vez que, sem citar o caso Master, Fachin se pronuncia sobre o tema. Em uma nota divulgada na última quinta-feira 22, afirmou que haveria análise colegiada de eventuais vícios ou irregularidades. Disse ainda que decisões tomadas no recesso passariam por deliberação “oportunamente”, sem detalhes.

Enquanto isso, o Congresso Nacional tem avançado na discussão de propostas que limitam as decisões monocráticas. Em 2023, por exemplo, o Senado aprovou uma PEC que impede um ministro de suspender, por ordem individual, a eficácia de uma lei. O texto ainda tramita na Câmara.

No fim de 2025, por sua vez, os deputados chancelaram um projeto de lei segundo o qual os magistrados do STF deverão justificar as decisões cautelares em ações e submeter o parecer à análise do plenário na sessão seguinte. Falta o aval do Senado para o texto entrar em vigor.

A articulação de propostas para restringir as “canetadas” no Supremo ganhou tração desde 2023 e virou uma pauta decisiva para a oposição ao governo Lula (PT), em especial para a tropa de choque bolsonarista. O pano de fundo não era o caso Master, mas o conjunto de investigações relacionadas aos atos golpistas, sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Esse movimento, porém, também passa a mirar Toffoli.

Ao defender a elaboração de um código de conduta, Fachin disse na entrevista ao Estadão que o STF deve se autolimitar, a fim de evitar que esse freio venha de “algum poder externo”, em referência indireta ao Legislativo. Citou como um dos exemplos indesejáveis o México, que aprovou a realização de eleições para escolher todos os seus juízes.

Conforme informou CartaCapital, a falta de consenso interno tende a adiar a concretização do código de conduta. Fachin também sinalizou nos últimos dias que, apesar de suas declarações pouco enfáticas sobre a importância de decisões colegiadas, não projeta qualquer mudança regimental imediata a fim de assegurar que essas ordens recebam o aval — ou a rejeição — de uma turma ou do plenário.

Em 2025, o STF produziu 116.170 decisões – 93.559 delas monocráticas e 22.611 colegiadas. Frente a 2024,  houve um aumento singelo de 5,5% no número de ordens colegiadas.

É neste contexto de pressão redobrada pela postura de Toffoli no caso Master que Fachin abrirá, em 2 de fevereiro, o ano do Poder Judiciário. A julgar pela nota oficial da semana passada, o presidente deve voltar a mencionar o tema, embora sem soluções concretas no horizonte imediato. Especificamente no processo sobre Daniel Vorcaro e companhia, Toffoli poderá decidir pelo envio da investigação à primeira instância, mas a pressão sobre a Corte, principalmente em ano eleitoral, não tende a arrefecer.



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